Multímetro Amarelinho de R$ 5,00: por dentro (e onde ele é perigoso)

Multímetro Luatek LWJ-303A de R$ 5,00 ainda na embalagem, com as pontas de prova

O multímetro acima é um Luatek LWJ-303A, o famoso "amarelinho" (o meu veio laranja). Custou R$ 5,00 e é o mais barato que já comprei. Medi contra as minhas referências, abri e fui procurar o fusível do jack de 10A. Fiz um vídeo mostrando os testes e a desmontagem:

Agora mais fotos e informações. A caixa abre com só dois parafusos. Dentro, a placa principal e a bateria de 9V, que já veio com ele:

Interior do multímetro com a placa montada e a bateria de 9V Peak Power

A placa sai inteira, ligada à plaquinha dos jacks de entrada:

Caixa laranja do multímetro aberta, com a chave rotativa e a placa verde fora da carcaça

O CI é uma gota de epóxi preto montada direto na placa (chip-on-board), o que sai mais barato que um CI normal. Não dá para saber qual é. Fora ele, não tem nenhum transistor, só um diodo, o buzzer redondo à direita e o soquete de hFE:

Detalhe da placa do multímetro com a gota de epóxi preto do chip, o buzzer e a plaquinha dos jacks

Nos testes, o manual dá 1% de precisão básica em tensão contínua. Era um bom número há 34 anos, hoje se acha multímetro de 0,5% fácil. Medi minha referência de 5 V (0,1%) e ele marcou 5,01 V. O resistor de 1 kΩ de 0,1% também deu uma leitura dentro do esperado. Tem teste de continuidade com beep, que é útil.

O manual e a caixa falam em temperatura, mas não achei nada de temperatura no aparelho. Em compensação tem uma saída de onda quadrada, com o símbolo ao lado do hFE, que o manual nem cita. No osciloscópio deu uns 30 Hz e dá para testar um circuitinho de áudio com ela. Como o CI é a única coisa ativa na placa, o sinal deve sair dele. Por isso desconfio que não seja um ICL7106 de verdade, só um equivalente.

O problema é o fusível. O painel avisa "UNFUSED" ao lado do jack de 10A e marca "FUSED" na entrada de mA, mas na bancada não achei fusível em nenhuma das duas. Se passar corrente demais no 10A, quem abre é um resistor da placa.

Dá para usar em manutenção, se você prestar atenção no que está fazendo. Se queimar, já era. Paguei R$ 5,00 e o preço normal é uns R$ 20. Só a bateria já quase paga o multímetro.

Palavras cruzadas de eletrônica: 20 níveis pra treinar o vocabulário

Fiz um jogo de palavras cruzadas com o vocabulário da bancada. São 20 níveis e 108 palavras, de VOLT e OHM no primeiro nível até POTENCIOMETRO e TRANSFORMADOR no último, com 13 letras cada.

A primeira versão sorteava a grade na hora, direto no navegador. Não precisava disso. Montei as 20 grades uma vez, com um script, e deixei fixas. Cada nível é sempre o mesmo, então dá pra voltar nele e tentar fechar em menos tempo. Fechou a grade, o próximo nível abre, e quanto mais rápido, mais pontos.

O que mais deu trabalho foram as dicas. Revisando as 108, achei cinco ruins. A do RADIO dizia "recebe sinais de rádio", e a do CORRENTE entregava a palavra CONDUTOR, que estava na mesma grade. Troquei essas duas e mais três.

Duas regras: escreva sem acento e sem cedilha ("relé" vira RELE), e o botão Revelar mostra a grade resolvida mas não conta o nível como concluído. O progresso não fica salvo, então recarregar a página volta ao nível 1.

O jogo está na página Palavras cruzadas de eletrônica. Os outros jogos do blog, de código de cores e de código impresso, estão na página de jogos.

Se achar alguma dica errada, escreve nos comentários que eu troco.

Treze calculadoras novas: fontes, filtros e LED

Quarta leva de calculadoras do blog. As duas anteriores cobriram a conta de todo dia e a conta de quando a montagem já está na bancada. Esta sobe um degrau: fonte chaveada, filtro ativo, snubber, dissipador. É o tipo de conta que se faz com o datasheet aberto do lado. As treze têm o esquema do circuito na página e estão no índice de calculadoras.

Na ordem em que ficaram no índice:

  1. Ponte de Wheatstone: os quatro braços e a tensão de alimentação, sai a tensão de desequilíbrio. Com a ponte equilibrada, sai o resistor desconhecido. No meio da ponte vai um galvanômetro, e pra quem tem um sem escala o gerador de escala já está no site.
  2. Filtro LC: L, C e a carga, sai a frequência de corte, a impedância característica e o Q. Passa-baixa ou passa-alta.
  3. Polarização de transistor: o NPN em emissor comum com divisor de tensão na base, resolvido por Thévenin. Sai Ib, Ic, Ie e Vce, que é o que diz se o transistor vai trabalhar no meio da reta ou encostado na saturação antes de soldar qualquer coisa.
  4. Filtro ativo Sallen-Key: segunda ordem, passa-baixa. R1, R2, C1, C2 e o ganho do amp-op, sai a frequência de corte e o Q. Se o corte cair na faixa de áudio, dá pra conferir a curva montada com o gerador de sinais e o osciloscópio pela placa de som.
  5. LM317 como fonte de corrente: um resistor entre OUT e ADJ e o LM317 vira fonte de corrente constante, I = 1,25 V / R. O testador de LEDs que mostrei em 2019 não tem nada disso, só resistor de limitação e a corrente marcada no painel como referência. Com um LM317 a marcação seria de verdade.
  6. Conversor buck/boost: tensão de entrada, de saída, corrente e frequência de chaveamento. Sai a razão cíclica e a indutância mínima pra não cair em modo descontínuo.
  7. Snubber RC para relé e triac: o RC em paralelo com o contato ou com o triac, pra segurar o pico quando uma carga indutiva é desligada. Existe mais de um jeito de dimensionar snubber. Este usa balanço de energia e amortecimento crítico, e a página avisa isso.
  8. Multiplicador de tensão: dobrador, triplicador ou quantos estágios quiser, a diodo e capacitor. Sai a tensão de saída e uma estimativa do ripple, que vale pra carga leve.
  9. Resistor ou NTC contra inrush: fonte com capacitor grande na entrada puxa um pico enorme na hora de ligar. A calculadora dá a resistência mínima pra limitar esse pico e compara resistor fixo com NTC, que esquenta, cai de resistência e para de dissipar tanto depois que a fonte estabiliza.
  10. Fita de LED: fita de 12 V puxa bastante corrente, e a queda no cobre da própria fita deixa o fim mais fraco que o começo. A calculadora estima essa queda e o comprimento máximo antes de passar do limite. É a da imagem acima: duas fitas de 5 m (14,4 W/m) emendadas e ligadas por uma ponta só puxam 12 A e perdem 2,4 V até o fim, 20 % da tensão. Eu tenho uma fita de 5 metros comprada por engano e ainda bem que não comprei duas.
  11. Dissipador para LED de potência: é a mesma conta do vlog de dissipadores de 2014 (Tf = Ta + PD × Rθ), agora virada pra LED de 1 W, 3 W e 10 W. Sai a resistência térmica máxima do dissipador pra junção não passar do limite.
  12. Atenuador resistivo L, Pi e T: atenuação em dB e impedância do sistema, 50 Ω pra RF ou 75 Ω pra vídeo, sai o valor de cada resistor. Faz dupla com a calculadora de dBm da leva passada.
  13. Quadripolos: a mais teórica de todas, e nem estava na lista original. Converte entre parâmetros Z, Y, H, ABCD e S e cascateia duas redes. Só aceita número real, então serve pra rede resistiva e pra conferir exercício, não pra RF com parte imaginária.

Com essa leva o índice passa de cinquenta calculadoras. A próxima já tem lista: indutor de núcleo de ar, toroide, VSWR, transformador. Se você faz alguma conta sempre na mão, escreve aí embaixo que ela entra na fila.

Por que saíram tantos posts esse mês

Setembro teve post atrás de post aqui no blog: calculadora, jogo, medidor, tabela de conserto, mais do que o normal. A explicação é simples: comecei a usar IA para montar as ferramentas do blog, não só para escrever texto.

Uso o Claude Code, um assistente de programação que roda no terminal, assinando o plano Pro da Anthropic. Dou uma instrução (por exemplo "faz uma calculadora de divisor de tensão, com esquema do circuito e explicação") e ele escreve o HTML, o CSS e o JavaScript da página inteira. Eu testo, peço ajuste, ele ajusta. Às vezes refaço três ou quatro vezes até o resultado ficar do jeito que eu queria.

Foi assim que saíram as calculadoras. No mês, publiquei 39 páginas diferentes, divididas em três levas: 15 reescritas das que já existiam (só para ficarem mais rápidas e melhor indexadas), 12 novas e outras 12 numa terceira rodada. Cada uma tem esquema do circuito desenhado com uma biblioteca própria para isso (schemdraw), não mais os desenhos feitos à mão em SVG que eu usava antes.

Os jogos seguiram o mesmo caminho: "Adivinhe o Resistor", "Adivinhe o Capacitor", "Adivinhe o Indutor" e "Leia o Resistor SMD". Queria testar se dava pra fixar código de cores de um jeito mais direto que texto corrido, e virou umas horas de trabalho por jogo em vez de uma semana.

A parte que mais gostei foi organizar dado bruto. A tabela do "O que tem dentro" (peças e defeitos que já vi em conserto) cresceu bastante porque consegui pedir para o Claude vasculhar posts antigos, extrair aparelho, defeito e componente trocado, e montar a base sem eu digitar linha por linha. Depois eu confiro cada entrada contra o post original, porque IA erra, mas o trabalho de garimpar já vem pronto.

Não é mágica: ainda decido o que fazer, testo cada página no navegador antes de publicar, e corrijo o que sai errado (com uma frequência incômoda: gráfico ilegível, número trocado, esquema com o componente no lugar errado). O que muda é o tempo gasto na parte mecânica. Sobra mais tempo pra decidir o que vale a pena fazer.

Resultado: uma pasta de calculadoras, quatro jogos, um gerador de escala para galvanômetro e uma tabela de conserto mais completa. Sem esse apoio, o mês teria fechado com um post de conserto e nada mais.

Mais um jogo pra treinar leitura de resistor SMD

A calculadora de resistor SMD existe desde a leva de calculadoras porque o código EIA-96 é chato de decorar: os dois dígitos não são o valor, são a posição numa tabela de 96 entradas, mais uma letra de multiplicador. Só que calculadora você usa com a tabela do lado, não força memorização nenhuma. Esse jogo é o contrário: mostra o resistor SMD com o código impresso e cobra o valor antes do tempo acabar.

São 5 resistores e 3 vidas por partida, três níveis: Fácil é o código de 3 dígitos (o clássico "472" = 47 e dois zeros), Normal mistura 3 e 4 dígitos, e Difícil é o EIA-96 de verdade. Diferente dos outros três jogos da série, aqui não tem tolerância pra informar: o código impresso não carrega essa informação, só o valor.

É o quarto jogo da família, depois do Adivinhe o Resistor, do Capacitor e do Indutor, os três de código de cores. Guarda quais códigos mais te enganam e cobra mais deles depois, roda offline depois que a página abre, e também está em inglês e espanhol.

Se depois de algumas partidas você ainda tropeçar no EIA-96, a calculadora continua ali do lado, sem julgamento.

testcard-rs - um gerador de padrão de teste de vídeo pra bancada

Toda vez que uma TV chega na bancada com suspeita de defeito de imagem (convergência torta, cor errada, geometria) o jeito mais rápido de confirmar era caçar um padrão de teste no YouTube ou gravar um numa pendrive, torcendo pra TV ler o arquivo. Resolvi isso com o testcard-rs: um programa nativo, mesmo binário pra Windows e Linux, que joga o padrão fullscreen numa tela (a TV, ligada por HDMI) enquanto o painel de controle fica na outra.

Tem barras de cor (SMPTE e EBU 75%), grade de convergência com círculo, escala de cinza em degraus e em gradiente, multiburst pra checar nitidez, área segura de overscan, o cartão europeu inspirado no PM5544 e até o Indian Head clássico da RCA, de domínio público. Também toca tom de teste (100 Hz, 440 Hz, 1 kHz, 10 kHz) pela saída de áudio, útil pra checar o canal de som junto.

O projeto completo, com os binários prontos e o código-fonte, está no repositório testcard-rs no GitHub.

A carta de ajuste da TV aberta sumiu faz tempo. Pelo menos na minha bancada ela voltou.

Duzentas e setenta e nove desmontagens, numa tabela só

O primeiro post com esse rótulo é de 2008: um carregador de bateria Ecomania vendido como "microprocessado" que, aberto, só tinha um LM393 comparando tensão pra decidir quando cortar a carga. Nenhum microcontrolador. Desde então entraram 281 desmontagens no blog, de TV a instrumento de bancada, e a lista ficou grande o bastante pra virar tabela.

A tabela em O que tem dentro junta as 279 que sobraram depois de tirar tour de laboratório, review sem abrir o aparelho e manutenção só mecânica (trocar o mandril de uma furadeira não conta). Ano, marca, tipo, o CI que faz o trabalho pesado, os CIs coadjuvantes e o achado em uma frase, com o modelo linkando pro post original. Busca por texto, filtro por categoria (TV e vídeo, games, áudio, instrumentos de bancada e mais oito) e ordena por mais recente, marca ou tipo.

Juntar tudo numa tabela só deixa claro que a eletrônica de consumo repete muito mais peça do que parece de fora. O ICL7106, o conversor A/D clássico de mostrador de 3,5 dígitos, aparece em cinco multímetros de bancada diferentes: um Icel, três Minipa e um testador de transistor da DUOYI. E o IP5306, o controlador de carga que todo power bank chinês usa, aparece em dois power banks (nada surpreendente) e também dentro do adaptador de baterias da Qianli Macaron, um soldador de ponto portátil, não um carregador de celular.

Marca falta em 75 das 279 linhas e modelo em 67, não por preguiça de anotar: bugiganga genérica sem etiqueta, achado em ferro-velho, foto sem legenda no post original. CI principal falta em 104, a maioria porque a placa realmente não tinha um CI que valesse a pena destacar. Fica em branco em vez de chutar.

Se você tá pra abrir um aparelho e quer adiantar o que vai encontrar, a tabela é o atalho. Se o seu não estiver lá, é porque ainda não caiu aqui pra eu desmontar.

Consertando um Power Bank Baseus que não ligava

Power bank Baseus aberto, com a placa, a bateria e a bobina de carregamento sem fio à vista

Um power bank Baseus de 20 W, com carga sem fio, chegou aqui sem acender nenhum LED. Na fonte de bancada a tensão de saída ficava oscilando, sinal de curto. Fiz um vídeo mostrando o diagnóstico completo e o conserto:

Um lado da placa: o indutor do boost, o conector USB-C, a chave liga/desliga e os MOSFETs de power path.

Placa do power bank mostrando o indutor do boost, o USB-C e os MOSFETs de power path

O outro lado da placa: o CI principal SW6201S, que faz carregador, boost e power path sozinho, o resistor shunt R005 (removido durante o diagnóstico pra isolar o curto) e, ao lado dele, o capacitor cerâmico trocado — solda visivelmente feita à mão, diferente do resto da placa.

Placa do power bank Baseus mostrando o CI SW6201S, o resistor R005 e o capacitor trocado ao lado dele

O curto ficou isolado num nó que só é alimentado quando algo está plugado, por isso a bateria continuava em 4,1 V o tempo todo. Removi o shunt R005 pra dividir o circuito em dois lados e comparar onde o curto sumia. Sobrou um capacitor cerâmico de 22 µF em curto. Troquei o capacitor e o power bank voltou a carregar normalmente. O SW6201S, os MOSFETs de power path e o CI do carregamento sem fio nunca precisaram ser trocados.

A placa tem dois termistores de controle de temperatura: um monitora a bateria e o outro, a bobina de carregamento por indução.

Noventa e cinco consertos, numa tabela só

Esse blog documenta conserto desde 2008, quando um carregador de pilha Ecomania só precisava do plugue recolocado. Dezoito anos depois eram 103 posts com o rótulo Consertos, espalhados pelo arquivo mensal que ninguém navega inteiro. Quando alguém perguntava nos comentários se eu já tinha mexido num modelo parecido, a resposta dependia da minha memória, não de busca nenhuma.

A tabela em Consertos documentados junta os 95 que sobraram depois de tirar teardown sem reparo, coletânea de dica e conserto que não deu certo. Ano, marca, tipo do aparelho, defeito, causa e o que foi feito, com o modelo linkando pro post original. Busca por texto, filtro por categoria (TV e vídeo, games, áudio, eletrodomésticos e mais quatro) e ordena por mais recente ou por aparelho.

Filtrando por PlayStation, por exemplo, aparecem dois: o PS3 que perde a data e a hora porque a pilha CR2032 acabou, e o PS5 que não ligava e só dava um beep, capacitor de 22 µF em curto na linha de 5 V do SSD e fusível F7502 aberto. A fonte chaveada que perde o CI regulador é a queixa mais repetida da tabela toda (STRW6053N, MP3378E, TOP243, DK125), de TV a umidificador de ar. E tem os casos fora da curva, tipo o Super Nintendo que parou de dar vídeo porque o cristal de 21,477 MHz simplesmente parou de oscilar, ou o relógio de parede que virou um Raspberry Pi Pico W depois que o controlador original queimou.

Nem todo caso terminou redondo: 9 dos 95 ficaram como parcial, componente trocado mas o aparelho não voltou 100 %. Fica registrado do mesmo jeito, junto com os que deram certo.

Se o seu aparelho quebrado é parecido com algum da lista, o link do post original tá ali do lado. Se não achar, é porque ainda não caiu aqui pra eu desmontar.

Gerador de sinais e osciloscópio de áudio, sem instalar nada

Em 2013 eu queria medir as características do meu amplificador de bancada (aquele com o TDA2002) e fui atrás de um jeito de gerar e ler sinal pela placa de som. Acabei no ARTA, que faz isso e bem, mas é Windows e precisa instalar. Treze anos depois, as duas metades daquele setup viraram página: um gerador de sinais (tom, varredura ou ruído) e um osciloscópio pela entrada de áudio (forma de onda e espectro por FFT), os dois rodando só no navegador.

O gerador toca senóide, quadrada, triangular ou dente de serra de 1 Hz a 24 kHz, faz varredura de frequência e gera ruído branco ou rosa, com controle de nível e de canal (L, R ou os dois). O osciloscópio lê a entrada de microfone ou linha, mostra a onda no tempo com trigger (automático, por subida ou livre) e o espectro por FFT, com leitura de frequência, período, amplitude e RMS. Sozinhos já servem: o gerador para testar alto-falante ou achar a frequência de corte de um filtro, o osciloscópio para olhar qualquer sinal de áudio que você já tenha. Juntos, um gera 1 kHz e o outro confirma na tela, o teste mais simples de calibração que existe.

Os dois têm o mesmo aviso: a saída e a entrada são nível de linha, nunca ligue em rede elétrica, saída de amplificador de potência ou bateria. Nada é enviado para servidor nenhum; depois que a página carrega, os dois rodam offline.

Consertando uma TV LG 43LK5750PSA com tela azulada

TV LG 43LK5750PSA aberta, com a placa fonte, o T-con e a placa principal visíveis

Essa TV LG 43LK5750PSA chegou com a tela inteira tomada por um tom azulado, em qualquer entrada ou canal. Fiz um vídeo mostrando o diagnóstico e o conserto:

A placa principal, chassi LJ8 (EAX67840802):

Placa principal da TV LG 43LK5750PSA, chassi LJ8, EAX67840802

A placa fonte, modelo LGP43DJ-17F1:

Placa fonte da TV LG 43LK5750PSA, modelo LGP43DJ-17F1

O defeito estava nas barras de LED da retroiluminação (backlight), queimadas. Com as barras novas a imagem voltou ao normal.

Em qual revista saiu aquele artigo?

O post mais acessado deste blog não é conserto nem calculadora: é uma lista de revistas de eletrônica brasileiras, de 2009. De lá pra cá são quase 70 comentários perguntando por um artigo específico, um projeto que a pessoa só lembra vagamente, uma edição perdida. Eu sempre respondia catando no CSV cru do repositório no GitHub, na mão.

Agora tem uma busca no índice de revistas de eletrônica: título, autor ou componente, num índice de 54 mil artigos de 51 revistas (Antenna, Saber Eletrônica, Eletrônica Popular, Nova Eletrônica, Elektor e mais 46). Digita e a tabela devolve revista, edição, página e data. Sem instalar nada, sem mandar nada pra servidor nenhum, o índice inteiro baixa uma vez e a busca roda no seu navegador.

Testando com "555" aparecem 199 artigos, do circuito básico ao "Uma Utilização Insólita do C.I. 555" (Antenna, edição 85,1). Boa parte do índice é digitação minha mesmo, comparando sumário edição por edição; uma parte veio de índices que outras pessoas já tinham montado (Saber Eletrônica organizado pelo Reniet Marquet, Elektor a partir do blog do Picco) e a leva mais recente saiu de OCR com um modelo de linguagem local, direto dos PDFs escaneados. Cada revista com nome e ano de edição na própria página.

Se sua revista favorita ainda não tá lá, ou se achar algum erro, o repositório no GitHub aceita issue.

Mais doze calculadoras para a bancada

A leva passada foi o feijão com arroz: Lei de Ohm, divisor de tensão, filtro RC. Esta é a camada de cima — as contas que aparecem quando a montagem já está na bancada. Capacitor em série, constante de tempo, ganho de amp-op, quantos LED cabem numa fonte. Duas delas saíram direto dos comentários de posts antigos. Estão todas no índice de calculadoras.

Na ordem em que ficaram no índice:

  1. Associação de capacitores — em paralelo as capacitâncias somam; em série o total cai, igual a resistor em paralelo. Dá pra misturar pF, nF e µF na mesma lista.
  2. Constante de tempo RC — τ = R·C, os tempos pra chegar a 63 %, 90 %, 99 % e 99,9 % do valor final, e a tensão no capacitor num instante qualquer. Vem com o gráfico da curva de carga.
  3. Divisor de corrente — a corrente que entra num nó com dois resistores em paralelo se divide na razão inversa das resistências. Companheira do divisor de tensão da leva passada.
  4. Consumo e custo de energia — watts da etiqueta, horas por dia e a tarifa do verso da conta de luz; sai o gasto por dia, mês e ano. Serve pra decidir se compensa trocar aquele aparelho velho que fica ligado o tempo todo.
  5. Resistor para string de LED — tensão da fonte, LEDs em série por ramo, ramos em paralelo, Vf e If de cada um; devolve o resistor por ramo, a potência que ele queima e a corrente total. Essa nasceu dos comentários do post Luz de emergência de 30 LEDs por dentro — o Luciano apontou um resistor errado no esquema e o G.scapini religou o painel de LED num aquário; os dois estavam fazendo essa conta na mão.
  6. LM337 — o irmão negativo do LM317: mesma fórmula, mesma referência de 1,25 V, só a pinagem que muda. Fecha a dupla com a calculadora de LM317 que já estava no site.
  7. dBm ↔ watts ↔ tensão — 0 dBm é 1 mW, +30 dBm é 1 W. Digita um campo e os outros se ajustam; a tensão depende da impedância (50 Ω pra RF, 75 Ω pra vídeo e TV).
  8. Conversor de unidades de componente — «quanto é 4700 pF em nF?» sem contar zero. Ω, F e H.
  9. Valor comercial mais próximo — a conta deu 3247 Ω e você quer saber qual resistor de prateleira usar. Mostra o mais perto e os vizinhos imediatos em cada série, de E6 a E96, com o erro. É a mesma resposta que aquele programinha de 2015 dava, agora sem baixar nada.
  10. Ganho de amplificador operacional — inversor ou não inversor, entra o resistor de entrada e o de realimentação, sai o ganho em vezes e em dB. Ou o contrário: o ganho que você quer e o R de entrada, pra achar o de realimentação.
  11. Impedância de alto-falantes — ligar mais de um falante na mesma saída muda a impedância que o amplificador enxerga, e um valor baixo demais faz ele esquentar ou entrar em proteção. Impedâncias separadas por espaço, série ou paralelo.
  12. Potência RMS de amplificador — antes de acreditar num «200 W» de caixa de som, faça a conta: a potência sai da tensão de alimentação e da carga, não do adesivo. Também veio dos comentários — de posts sobre medir potência de amplificador, onde eu já tinha feito essa conta na mão pra responder.

Como na outra leva, nada aqui é invenção minha — é datasheet e fórmula de livro. A diferença é que desta vez duas entraram porque alguém perguntou nos comentários. Se você faz outra conta sempre na mão, escreve aí embaixo.

Refazer a escala de um medidor sem o CorelDraw

Em 2008 escrevi aqui um post sobre como fazer escala para medidor de bobina móvel. O motivo era uma fonte de bancada em que eu ia usar dois VU tirados de um gravador de fita cassete no lugar dos medidores — as escalas de origem não serviam e precisavam ser refeitas. Comecei no CorelDraw, como todo mundo, e a primeira escala saiu torta. A saída na época foi o Meter, um programinha que veio no CD do ARRL Handbook 2008: resolve, mas é Windows e a versão grátis trava depois de dez impressões.

Agora tem um que roda no navegador e não instala nada: o gerador de escala para galvanômetro e medidor analógico. Você parte de um modelo pronto — voltímetro, amperímetro, VU metro, S-metro, ohmímetro, medidor de 0 a 100 % com as faixas verde, amarela e vermelha —, ajusta o arco, o raio e a abertura em graus para o seu medidor, e imprime no tamanho físico exato: 100 %, sem «ajustar à página», recorta e cola sobre o movimento. Também dá pra baixar em SVG ou salvar como PDF pela própria janela de impressão.

O passo a passo, os tipos de escala e as contas do resistor multiplicador e do shunt ficam na própria página. O que dava trabalho no CorelDraw ele posiciona sozinho: a escala do ohmímetro, não linear e comprimida perto do infinito; a escala quadrática do amperímetro de RF de termopar; os números logarítmicos de uma régua de dB sobre voltímetro linear; e a correção da não-linearidade do movimento por uma tabela de valor ideal e valor medido. Zona colorida é uma linha de texto: início, fim e cor.

A fonte daquele post de 2008 foi montada: os dois VU ganharam escala nova feita no Meter. O que mudou de lá pra cá foi o programa — de Windows para uma aba do navegador.

Três jogos para decorar o código de cores

O blog tem as calculadoras de código de cores — resistor, capacitor, diodo, indutor — há um bom tempo. Mas calculadora você usa com a tabela do lado; decorar é outra história, e é o que trava quem está começando. Estes três joguinhos treinam esse trecho: aparece o componente, você diz o valor antes de o tempo acabar, e são cinco peças e três vidas por partida.

O do resistor e o do capacitor saíram há poucas semanas e nunca tiveram post. O do indutor é destes dias.

  1. Adivinhe o Resistor — o resistor desenhado, você informa valor e tolerância. Três níveis: E12 e E24 com quatro faixas, E48 com cinco. Foi o primeiro que fiz.
  2. Adivinhe o Capacitor — aqui o valor quase nunca vem por cor, vem impresso. O Fácil é o código de três dígitos (o «104» que é 100 nF), o Normal é a notação por letra, e o Difícil é a zebrinha antiga, com a faixa de tensão junto. Cerâmico com faixa de cor é coisa de gaveta velha, mas ainda aparece.
  3. Adivinhe o Indutor — de novo faixa de cor, o valor em µH. Fácil e Normal usam o código comercial de quatro faixas, igual ao do resistor. O Difícil é o código militar de cinco: uma faixa larga prateada que só diz «isto segue a norma militar» e não conta como dígito, e, para indutores abaixo de 10 µH, uma faixa dourada no meio marcando a vírgula. Indutor axial com faixa quase sumiu — esse nível é mais história que bancada. A tabela completa está na página de código de cores de indutores.

Os três guardam quais cores mais te enganam e passam a cobrar essas com mais frequência. Rodam offline depois que a página abre e também estão em inglês e espanhol. Quando você só quiser consultar, as calculadoras de código de cores continuam no índice.

As doze calculadoras que faltavam

O site já tinha calculadora de ruído térmico e de conversão estrela-delta, mas não tinha a da Lei de Ohm. As 15 que estão lá desde sempre nasceram de posts antigos — cada uma resolvia a conta de um projeto específico — e nunca cobriram o começo. Faltava o feijão com arroz. Fiz as doze de uma vez e pendurei todas no índice de calculadoras.

Na ordem em que estão lá:

  1. Lei de Ohm — entra com dois valores entre V, I, R e P, saem os outros dois.
  2. Associação de resistores — série, paralelo e lista de N valores. Tem também o modo inverso, «que combinação de valores comerciais chega mais perto de X Ω» — o mesmo problema que resolvi com um programinha em 2015, agora sem precisar rodar nada fora do navegador.
  3. Divisor de tensão — dois resistores, entra a tensão de cima e saem a de baixo e a corrente no braço.
  4. Resistor SMD — código de 3 e 4 dígitos e o EIA-96. O de 3 dígitos até dá pra ler de cabeça; o EIA-96, com a letra de multiplicador e o código de dois dígitos que não é o valor, eu nunca decorei e não pretendo.
  5. Filtro RC — frequência de corte de passa-baixa e passa-alta a partir de R e C.
  6. Ressonância LC — a frequência onde L e C se cancelam. Uso pra achar o ponto de partida de um circuito de rádio ou pra saber onde uma fonte chaveada vai chiar.
  7. Reatância e impedância — Xc, Xl e o módulo da impedância de um RLC série numa dada frequência. Companheira do filtro RC.
  8. Bitola de fio — AWG ↔ mm², com a queda de tensão para um comprimento e uma corrente. Serve pra quem monta uma fonte e pra quem vai puxar um fio grosso até a bancada.
  9. Autonomia de bateria — capacidade em mAh dividida pelo consumo médio, com uma folga pra não confiar no número redondo.
  10. Capacitor de filtro para fonte — o valor do eletrolítico pelo ripple que você aceita, dada a corrente e a frequência da rede. Fecha o conjunto com as calculadoras de LM317, 78XX e regulador Zener que já estavam no site.
  11. Largura de trilha de PCB — quanto de cobre para uma corrente, pela IPC-2221, trilha externa ou interna.
  12. Antena dipolo — o comprimento de cada perna para uma frequência, e a conversão comprimento de onda ↔ frequência de brinde.

Nenhuma inventa a roda — é tudo fórmula de livro. A ideia é não ter que abrir a planilha nem procurar a equação toda vez. Se faltar alguma que você usa direto, os comentários estão aí.

Comparando preços de HDs com Python (e um empurrãozinho de IA)

Preços HD

Faz uns 2 ou 3 anos que eu tenho um projetinho que uso pra verificar o preço de HDs antes de comprar pras minhas máquinas. A ideia é simples: em vez de só olhar o preço, eu comparo o custo por GB. Porque um HD de 2TB por R$ 300 pode parecer barato, mas se tem um de 4TB por R$ 500, o segundo acaba saindo mais em conta por gigabyte. E é isso que importa na hora de escolher.

O projeto coleta os preços de três lojas brasileiras — Pichau, Kabum e Terabyte — calcula o preço por GB de cada HD e gera uma tabela interativa pra eu ver rapidinho qual é o melhor custo-benefício. Nada de ficar abrindo site por site e fazendo conta na mão.

O código já existia há um tempo, mas recentemente resolvi dar uma organizada nele e foi aí que entrei de cabeça no uso de IA integrada ao VS Code, com o Cline. Foi uma mão na roda: usei ele pra revisar o código, corrigir bugs, refatorar (juntei várias funções repetidas num arquivo utilitário) e deixar os scrapers mais robustos. Os modelos que usei foram o Deepseek v4 Flash(o melhor e mais rápido), o Cline-free GLM 5.2, o Laguna-s 2.1 Free e o Step 3.7 Flash — todos gratuitos.

O resultado final está no meu GitHub, no repositório Hdd-precos. Se você também tem esse costume de conferir preço antes de comprar, pode aproveitar o código e adaptar pra sua necessidade. Só fica o aviso: os scrapers dependem da estrutura dos sites, e as lojas mudam isso com frequência, então pode ser que precise de manutenção de vez em quando.

Por dentro de um videoporteiro Amelco Vip Color 7

Monitor Amelco Vip Color 7
Mais um videoporteiro desmontado, já mostrei outros aqui, tanto com LCD como um de tubo. Este aqui parece bem novo e também encontrei no ferro-velho faz alguns anos e era pra fazer algum vídeo. Como não fiz nada com ele achei melhor escrever esse "por dentro". É um videoporteiro Amelco com LCD de 7 polegadas. Por trás tem as entradas de fiação e a tomada:

Monitor Amelco Vip Color 7
Tem a entrada do monofone e e alguns controles da tela (Volume, brilho, contraste, cor e a chave liga/desliga):
Monitor Amelco Vip Color 7
O aparelho aberto é até bem complexo:
Monitor Amelco Vip Color 7
Aí vemos a placa dos botões frontais, placa para o LCD, placa da fonte e placa do porteiro. A fonte parece ser uma fonte padrão, acho que de 15V:
Monitor Amelco Vip Color 7
A placa do porteiro em si é a maior:
Monitor Amelco Vip Color 7

Os dois TO220 são um regulador 7812 e um transistor TIP127. Os dois CIs de 8 pinos são um LM386 (amplificador de áudio) e um MT2800N (som de campainha). O CI maior de 14 pinos não tem nada marcado e pode ser um microcontrolador. 

Agora a parte que me levou a pegar este aparelho é o LCD de 7 polegadas que vem com a placa driver com entrada de video composto:
Monitor Amelco Vip Color 7
Dá pra ver que a placa e o LCD são de fabricantes diferentes, pois improvisaram a fixação e o driver ficou torto. Esse conjunto dá pra ser reaproveitado em algum projetinho, como fiz com o outro videoporteiro que transformei em monitor de testes.

Por dentro de um XPlay Vintage (NES clone)

Videogame XPlay Vintage
Mais um aparelho encontrado no ferro-velho. Esse aqui é um XPlay vintage, clone de NES fabricado na Zona Franca de Manaus pela XPlay:

Videogame XPlay Vintage
Dá pra ver que é um white label pois nem tentaram fazer em PAL-M, a saída de vídeo é NTSC. Falando em saídas, na parte de trás tem uma saída de vídeo composto (RCA amarelo), uma saída de áudio (branco) e uma saída de RF (branco também). A entrada é um conector P4 femea para 9 VDC:
Videogame XPlay Vintage
Já na parte da frente tem só as duas entradas para os controles, com conectores DB9:
Videogame XPlay Vintage
Abrindo o videogame vemos três placas de circuito impresso: uma para as entradas em saídas em cima, uma para os conectores dos joysticks e uma com o circuito do videogame. O CI grande ali é uma memória TC58FVM5B2ATG65 da Toshiba com 32 Mbit (4M x 8 bits), com os jogos internos:
Videogame XPlay Vintage


Do outro lado desta placa tem o módulo NES marcado como BB54452B. A placa onde ele está soldado está marcada como BB54451B:
Videogame XPlay Vintage
O videogame está bastante sujo e precisava de uma limpeza. Comprei no ferro-velho faz alguns anos e não consegui arranjar uma utilidade pra ele ainda. Provavelmente vai voltar pro lugar de onde veio...

Por dentro de uma caixa de som MTV de ovo de páscoa

Caixa de som ovo de Pascoa MTV


Uma caixinha de som que encontrei no ferro-velho e trouxe pra casa. É uma caixa que vinha em ovos de páscoa em 2016, lançada pela Top Cau e vinham nas cores azul, preta e amarela. Essa aqui está bem surrada e tinha uma modificação que retirei, onde colocaram uma bateria de celular soldada no suporte de pilhas e um cabo para carregamento externo. Por baixo da caixa tem os furos para a saída de som do alto falante e o acesso as pilhas (3 pilhas botão):

Caixa de som ovo de Pascoa MTV

Por dentro é uma plaquinha ali no canto esquerdo e o alto falante no centro:
Caixa de som ovo de Pascoa MTV

A placa está com uma data de 2015-9-29 e é apenas uma amplificador de 1.5 W com um CI 8002B:
Caixa de som ovo de Pascoa MTV

Nela tem uma chave liga/desliga e a entrada de áudio. O som é bem ruim devido ao alto falante pequeno e as condições acusticas não muito favoráveis do formato da caixa. É mais um brinquedo do que um aparelho para uso de verdade. O circuito é praticamente o mesmo (com outro layout de placa) da caixa de Star Wars de outro ovo de páscoa que já desmontei aqui.

Trocando a bateria de um PS3 para acertar o relógio

Bateria PS3 CR2032

 Outro dia, mais um PS3. Já mostrei um PS3 aberto antes aqui no blog, mas desta vez abri outro pra consertar o problema de perder a Data e Hora. Como nos PC o problema é a bateria CR2032 que esgotou. Trocada a bateria o problema foi resolvido. Segue o vído:

Comparando com o outro modelo que abri antes esse aqui é mais complicado, por ter a parte de metal cobrindo a bateria:

Bateria PS3 CR2032

Por dentro do LCR-ST2 da FNIRSI

 

FNIRSI LCR-ST2
Recebi esse medidor LCR (indutância, capacitância e resistência) para avaliação e saiu o tradicional vídeo:

O formato do aparelho é pensado para testes diretamente no circuito, com as garras para tocar os dois terminais dos componentes (SMD). As pontas saem e usam um conector USB (mas não é USB) e existe uma versão com pontas Kelvin, de 4 fios, para melhor precisão. Por dentro o aparelho é bem compacto e não consegui identificar os CIs:

FNIRSI LCR-ST2
Por baixo a placa é assim:
FNIRSI LCR-ST2
O aparelho vem também com uma placa de calibração,com vários resistores:
FNIRSI LCR-ST2

Consertando um videocassete Gradiente GV-412C

Videocassete Gradiente
Daí eu consertei mais um videocassete. Talvez não tenha mais vídeos ou posts sobre isso pois os defeitos até agora foram bem simples de arrumar e nenhum teve problema eletrônico. Segue o vídeo:

O problema era a correia que estava frouxa. Trocada a correia de borracha o aparelho voltou a funcionar normalmente. Por dentro é um placão com a mecânica por cima:

Videocassete Gradiente
Detalhe só da mecânica:
Videocassete Gradiente