Sobre a compatibilidade com DR (disjuntor Residual)

Nos últimos anos instalei mais chuveiros do que gostaria, devido as mudanças de casa, cidade e estado. Algo que me chamava a atenção é que todos vinham com um aviso de "compatível com DR". DR é o disjuntor residual que protege contra fugas para o terra e pode evitar que uma pessoa seja eletrocutada. 

Pois bem, na última mudança faltou chuveiro aqui em casa e como era para o banheiro que quase nunca será usado (exceto em casos de quarentena ou visitas), comprei um daqueles tradicionais da Lorenzetti. Este modelo imita aquele antigo de metal, mas é de plástico. E na caixa deste não havia o aviso de "compatível com DR". 


Chuveiro tradicional

Como aqui tem o bendito DR fiquei preocupado de não funcionar, mas correu tudo bem e funcionou sem problemas e está sendo usado há dois meses. Mas então qual o problema com o tal "compatível com DR"?

O problema é que DRs são obrigatórios pela NBR 5410 (1997). Um aviso desse tipo é desnecessário já que todas as casas tem que ter DR. Claro que isso num mundo ideal, pois a maioria das casas no Brasil não tem. Contando aqui, dos sete lugares que morei até hoje (3 casas e 4 apartamentos) só essa atual é que tem os DRs. Sim, é naquela casa onde fiz toda a instalação elétrica e já contei a história aqui no blog.

Certo, chuveiros não precisariam desse aviso pela lógica de que se o DR é obrigatório todo equipamento ligado na rede elétrica tem que funcionar sem problemas com ele. Assim pensava eu até que instalamos este cara aqui:

Forno Fischer Fit Line

É um forno elétrico da marca Fischer modelo Fit Line e foi instalado no fim de 2019. Ele não é eletrônico, o timer é um modelo eletromecânico tradicional e tem ainda um controlador de temperatura e dois botões para ligar as resistências de cima e de baixo. Até prefiro assim pois é mais fácil de consertar em caso de problema. Não tinha o "compatível com DR" na caixa, mas como disse aí em cima: se é obrigatório tem que funcionar.

Mas eis que fomos tentar o primeiro assado nele e 10 minutos depois... caiu a energia. Primeira coisa foi checar os disjuntores no quadro de energia e descobri o DR desarmado. Rearmei o DR, religa o forno, 10 minutos mais ou menos e... caiu a energia novamente. Olha no quadro e DR desarmado. Falha na tomada? Retirei o forno do nicho e botei em cima da mesa. Como a tomada dele é de 20A religuei em outra com um adaptador para 10A para checar a tomada e assar ao mesmo tempo (bolo não pode esperar). Tomada OK e bolo OK, qual a conclusão? Olhando a diferença das conexões notei que meu adaptador de 20A para 10A não tinha o pino de terra, logo o culpado era o próprio forno. Fiz outro teste com o terra ligado e... DR desarmado.

Logo o forno não é compatível com DR. Como solução provisória desliguei o terra da tomada do nicho onde vai o forno elétrico (não é recomendado, eu sei). Está funcionando sem problemas. Pelo meu teste parece que o timer eletromecânico tem uma fuga para o terra (carcaça) em determinados pontos, que é suficiente para acionar o DR.

Agora vem a questão de como resolver definitivamente. O aparelho é grande e pesado e o fabricante fica em SC e estou em MG.

Podcast #1 - A Eletrônica no meu tempo...

Pois é, participei da gravação de um piloto de podcast sobre eletrônica. Nesse primeiro episódio juntamos eu, o Newton Pessoa, o Laércio e o Rafael para batermos um papo sobre a eletrônica na nossa época (papo de velho) e sobre Durepoxi.

Segue a versão em áudio no Soundcloud:




Para quem prefere ver as caras bonitas dos participantes segue a versão em vídeo:


Se preferir no Spotify é só procurar por "Pakéquis" que tem lá também. Comente, compartilhe e participe. Se a resposta for boa continuaremos a gravar mais episódios.

Um monitor com LCD de notebook (de novo)

Tá, é o mesmo monitor de sempre, que já mostrei em vários posts e vídeos antes. Mas agora eu coloquei ele num suporte usável, como eu disse ontem no post anterior. Não gravei um vídeo dessa vez, apenas registrei com fotos.

Começando pelo LCD que era de um notebook Acer e é o mesmo usado em todos os meus vídeos sobre o assunto:


Esse LCD escapou de ser jogado fora em quatro mudanças. Como ele faz parte da história do canal e do blog e já rendeu muito para o canal, provavelmente terá uma vida longa. 

O suporte para o monitor veio da TV Samsung de 26" que ganhei no meu casamento, há quase 10 anos já. Estava guardado também, já que uso a TV num painel:


É um pouco grande, mas serve bem. Para fixar o LCD no suporte fiz dois furos na caixa da tela do notebook e passei dois parafusos M3:


Pelo outro lado fixei com duas porcas:


Agora com o LCD instalado:

O cabo saindo do LCD não é o original do notebook, mas um cabo LVDS para placa de TV universal. A placa eu fixei na parte de trás com fita dupla face (aquela verde):


O teclado e sensor infra-vermelho também foram fixados na caixa com fita dupla face, mas na parte da frente. O resultado final, ligado na Raspberry Pi rodando Retropie:


Usando uma Raspberry Pi 3B como desktop

Desktop Raspberry Pi 3

Pois é, devido a uma reorganização do layout aqui de casa o Pakéquis Lab ficou sem PC. Relembrando, o PC antigo ficou no posto avançado em Campinas e o novo ficava aqui no lab. Agora o novo teve que subir pra ficar mais fácil pra dona esposa usar em suas edições de fotos e vídeos, ao mesmo tempo que pode ficar de olho nos pequenos.

Como solução temporária e por diversão montei um setup com uma Raspberry Pi 3B e um monitor feito com um LCD de notebook. Tudo isso eu já tinha aqui e já mostrei em posts e vídeos, relembrando também:
Tive que comprar apenas um teclado e um mouse. Como o critério foi o mais barato possível os dois funcionam, mas não são assim tão bons.

A caixa de som estou usando a iHome mesmo, que é o que tinha à mão. No momento ela está ligada a placa universal de LCD, na saída de áudio. O áudio vem da Rasp via HDMI. Como essa placa tem um amplificador de áudio também estou pensando na possibilidade de desmontar a iHome, retirando a parte de alto falantes e ligando diretamente na placa.
Raspberry Pi 3 no NesPi case

Mantive a Rasp no case NesPi pois é o único que eu tenho. Ele tem uma caixinha embaixo para colocar os cartões uSD, então não precisei ficar reaproveitando e mantive as três imagens que uso em três cartões:
1. Retropie num cartão de 32 GB
2. Central multímidia com Kodi num cartão de 8GB
3. O desktop com Raspbian num cartão de 64GB

Após três semanas usando essa configuração seguem algumas notas:

1. O sistema é bem lento. Desisti de usar o Chromium que vem com o Raspbian e passei a usar o Midori. Como página de busca uso o "Wiby.me", que é uma busca mais leve e só mostra páginas estilo início da Web (leves).

2. Embora o Midori seja leve, abrir mais de 2 ou 3 abas é inviável. As páginas atuais são muito pesadas e a Rasp pena pra mostrar. Minha principal fonte de notícias (o Hackernews) abre normalmente, o que é ótimo.

3. Instalei e tentei usar o VSCode na versão pra Rasp, mas também é inviável. Muitos problemas de compatibilidade nas extensões que eu costumo usar e o processador ARM da placa. O PlatformIO instalou mas não rodou direito. Desisti...

4. IDE do Arduino funciona bem. O jeito é usar ela até ver uma solução melhor.

5. Devido aos problemas com o VSCode passei a usar a IDE Thonny para Python que vem no Raspbian mesmo. Funciona até que bem, mas me causou problemas por rodar o Python 3. Ao instalar pacotes para o Python via terminal embolei com o pip e instalava para o Python 2 e não para o 3. Falha minha esquecendo do pip3. O Python é para um projeto com Tesserac, que foi instalado e está se comportando bem nos testes.

6. Pacote de escritório padrão é o Libre Office. Só usei a planilha até agora pra editar os .csv lá dos índices de revistas eletrônicas.

7. PDFs rodam bem, dá pra abrir um e usar a planilha do .csv do item anterior. Com menos opções nesse desktop estou dando um focando no projeto dos índices.

8. Antes desse setup eu usava o Github só no Windows e via GUI ou web. Passei a usar via Git direto do terminal e agora não consigo mais usar a GUI. Com os repositórios privados gratuitos agora deu pra fazer uma coisa que falarei em outro post.
git na Raspberry Pi

9. Youtube funciona, mas numa lentidão muito grande. Mais fácil e rápido usar no celular.

10. Sem jogos, não tenho tempo pra isso...

Por dentro da caixa de som para iPod iHome iP27BR

ihome iP27BR

Ganhei essa caixinha de som para iPod de um colega de trabalho e acabei fazendo o tradicional vídeo de desmontagem lá no canal:


Aqui uma foto da placa da fonte, com um regulador de tensão e um capacitor de 4700uF:
ihome iP27BR

A placa principal:
ihome iP27BR
O CI grande no centro parece ser também o amplificador de potência de áudio. Pelas bobinas ali em cima suponho que seja classe D com saída em ponte.

Uma vista geral do aparelho aberto:

ihome iP27BR

No vídeo não falei sobre o buzzer do relógio, então segue uma foto dele:
ihome iP27BR

Os alto falantes. Aquilo que no vídeo eu disse ser só enchimento na verdade são radiadores passivos:
ihome iP27BR

A placa principal, vista por baixo:
ihome iP27BR
Ainda estou vendo se vou usar ela inteira ou só os alto falantes num novo projeto.

Injetor de sinais clássico com dois transistores

Injetor de sinais

Aproveitando a oportunidade de testar o rádio Frahm do post anterior acabei por montar um clássico injetor de sinais com multivibrador de dois transistores. Segue o vídeo:


Estou planejando qualquer hora montar mais uma versão, mas com componentes SMD e encaixotado num pendrive velho. O formato desses power banks com uma só bateria 18650 fica muito bom como injetor. Tenho planos de criar mais alguns instrumentos nesse formato.

O esquema é aquele mesmo:

Esquema injetor de sinais

Os valores dos componentes não são tão difíceis e pode ter bastante variação. Os transistores usei o 2N3904 por ter muitos por aqui, mas qualquer BC da vida funciona também.

A placa por baixo:

Injetor de sinais

Rádio Frahm PL-500 - Ligando um chassis velho

Rádio Frahm PL-500

Daí eu ganhei um chassis de rádio Frahm modelo PL-5100. Ele estava tão acabado que o cara do ferrro-velho não quis cobrar. Logo virou o vídeo:


Aqui a parte de RF, com o capacitor variável:
Rádio Frahm PL-500
Encontrei alguns pedaços de ferrite e fio Litz quando fui limpar, o que pode explicar o não funcionamento. Alguma bobina pode ter quebrado e alguma ligação pode ter escapado.

O circuito é bem didático, esquema clássico de rádio AM. O amplificador de áudio e o amplificador de FI: 

Rádio Frahm PL-500

A foto é de antes de trocar uns capacitores zebrinha e de soldar o diodo detector no lugar. A fonte é apenas de meia-onda e o transformador ainda não testei:

Rádio Frahm PL-500
Falta a lâmpada de iluminação do painel. O suporte de pilhas só tinha metade e não tirei foto e nem mostrei no vídeo. Agora é ver o que fazer com ele. Provavelmente vai ficar guardado por aqui até eu lembrar que ele existe...

Conserto de uma Pistola de cola quente com gatilho quebrado

Pistola de cola quente com gatilho quebrado

Ok, não fiz esse conserto, apenas colaborei abrindo e depois remontando o aparelho. Quem fez o conserto foi uma famosa youtuber (minha esposa).

Pois então, essa pistola de cola quente quebrou e não puxava mais a cola. Ela é usada pela dona esposa basicamente para fazer laços de cabelo. Ao abrir a pistola constatei o estrago como na foto acima. Aparentemente isso é um problema comum nessas pistolas, segundo um colega que disse ter perdido várias assim.

Já estava pensando em meios de consertar, mas a dona esposa foi mais rápida e resolveu o problema com a velha e boa massa Epoxi (Durepoxi). O gatilho consertado:

Pistola de cola quente com gatilho quebrado

Postei a foto da pistola quebrada no Instagram e recebi a sugestão de fazer outra peça numa impressora 3D. É uma solução, mas acho que sairia mais caro que comprar uma pistola de cola nova. Fora o fato de eu não ter uma impressora 3D (aceito doações).

O resultado final, com o gatilho remontado:

Pistola de cola quente com gatilho quebrado
Vamos ver se vai durar essa solução. Uma ideia que me veio depois do conserto pronto foi de fazer alguns furos nos dois lados onde quebrou e passar a massa. Assim a massa entraria no furo e garantiria uma fixação melhor.

Conserto aparador Garthen GAM-1000

Aparador de grama Garthen GAM-1000

Bom, mais uma baixa aqui em casa. O meu cortador de grama Garthen GAM-1000 pifou na segunda vez que o usei. Depois de tentar procurar pela garantia resolvi eu mesmo cuidar do problema. O relato, como sempre, está no vídeo:


Aqui um close do motor com o fio arrebentado (o pedaço que ficou no conector Faston não está na foto):

Motor do Aparador de grama Garthen GAM-1000

Olhando a foto agora notei aquela parte queimada ali no plástico vermelho e ali é justamente onde vai um plástico na outra parte da caixa do aparador. Acho que isso veio de fábrica, na hora da montagem o fio ficou preso entre aquela peça vermelha e a caixa, mastigando o mesmo. Como ele funcionou comigo duas vezes esse problema não seria notado nos testes de fábrica.

Uma tela de e-Ink de 7.5 Polegadas da Waveshare - Primeiros testes

ePaper Waveshare 7.5 polegadas
A tela acima é de 7.5" e não é LCD mas sim de eInk da Waveshare, que continua mostrando o que foi nela escrita mesmo após desligada. No vídeo eu mostro melhor:


Aqui o setup de testes, com um ESP32:
ePaper Waveshare com ESP32
Para os testes usei o Visual Studio Code como IDE com a extensão PlatformIO que já possui bibliotecas para controle desse display. 

A tela vem com duas placas extras. Uma é apenas um conversor para o flat cable:

Conversor flat cable
A outra é um Hat para Raspberry Pi, com o conector próprio para encaixar na Rasp:

e-Paper HAT for Raspberry Pi
Do outro lado tem duas chaves de seleção para usar outros displays de outros tamanhos. O outro conector é para usar a tela com um microcontrolador, via SPI:

e-Paper HAT for Raspberry Pi
Agora é encontrar um projetinho para usar a tela. Já tenho um em mente e (talvez) apareça por aqui no futuro.

Suporte de bits para parafusadeira Xiaomi Wowstick

Um post só para o blog, sem vídeo. Faz tempo que não faço isso...

Pois então, as parafusadeiras da Xiaomi me surpreenderam muito de tão boas. A MJDDLSD001QW é muito melhor que a minha Black & Decker no quesito aparafusar. É pequena mas aguentou bem a montagem de vários móveis lá de casa. Já a Wowstick é muito boa para pequenos parafusos de equipamentos eletrônicos. E o kit que tenho veio com muitos acessórios úteis. O único problema que encontrei foi o do acondicionamento dos bits dela. Eles vem nuns tubos plásticos e toda vez que você precisa trocar tem que abrir e puxar todos pra fora e retirar o que vai usar. Para perder um bit é um pulo.

"JABÁ": Caso queira comprar uma por favor use esse link: https://ban.ggood.vip/br4b

Pensando nisso resolvi fazer um suporte para colocar todos os bits pra ficar à mão. Procurando no Thingverse tem vários modelos para imprimir, mas o que eu gostei ficou inviável com o preço do material e impressão quase igual ao da parafusadeira. O jeito foi improvisar um suporte feito a mão mesmo. Segue as fotos:

Suporte para Wowstick

Peguei um pedaço de madeira da reforma da casa e marquei os 56 pontos para os bits. Como não tenho furadeira de bancada fiz os furos na mão mesmo:

Suporte para Wowstick

Os furos ficaram... "rústicos".

Aqui já com todos os furos e com os porta bits da parafusadeira em cima.

Suporte para Wowstick

Uma passada de tinta para o fundo:
Suporte para Wowstick

E o "acabamento" com spray preto fosco:
Suporte para Wowstick

Aquele furo maior e o entalhe na lateral ficaram ruins, mas foram feitos para um imã que tenho aqui e que não vem com a parafusadeira e para o o magnetizador/desmagnetizador que vem com ela. Alguns bits ficaram com buracos mais fundos e outros nem tanto. O resultado final ficou prático, mas não muito bonito:

Suporte para Wowstick

O tapetinho embaixo é a manta magnética que vem com o kit da Wowstick. Pra finalizar, uma foto estilo Instagram:

Suporte para Wowstick

Resolvendo um problema do Shield Ethernet W5100 para Arduino

Correndo pra sincronizar o blog com o canal...

Nesse vídeo mostro como resolver o problema de conexão que pode travar a comunicação da porta Ethernet de um shield para Arduino com o CI W5100:


O problema acontece em algumas placas por causa do valor da rede resistiva para casamento de impedância da entrada Ethernet. No circuito original o valor da rede é de 51 Ohms, mas alguns fabricantes colocam uma rede de 510 Ohms, causando o descasamento. A rede é esta marcada com a seta vermelha:

Shield W5100
Foto: Reprodução

Multimetro Aneng Mini 180 - Review por dentro e por fora

Multimetro Aneng Mini 180
Pra não perder o costume vamos lá com mais um review de multímetro. Desta vez eu mostro o (bem) pequeno Aneng 180 mini. Segue o vídeo:


O aparelho é muito pequeno, menor até que o Aneng de bolso que tenho aqui. Foto da placa:

Multimetro Aneng Mini 180 PCB
E do outro lado:
Multimetro Aneng Mini 180 PCB

Ele já está em uso no posto avançado do Pakéquis Lab, em Campinas.