Por dentro do multímetro digital BK Precision 2703C

multímetro digital BK Precision 2703C

Mais um multímetro? Sim, mais um multímetro. Esse é do tempo da Farnell (ô, saudades), quando ganhei ele de brinde na compra do meu osciloscópio . Segue o vídeo do unboxing:


Embora seja o modelo de entrada da marca o multímetro é mais profissional, com entradas de medição bem protegidas com fusíveis de respeito:

multímetro digital BK Precision 2703C

O CI principal é um ES5106 (mesma pinagem de um 7106) feito para medidores de 3 e 1/2 digitos. A placa por baixo:

multímetro digital BK Precision 2703C

Em resumo é um multímetro de 3 e 1/2 digitos padrão com uma qualidade muito melhor que os equivalentes chineses. Como sempre me cobram, segue a foto da posição dos contatos da chave:

multímetro digital BK Precision 2703C

Tomem cuidado quando forem abrir um multímetro digital. Se perder a poisção correta dos contatos da chave vai ser dificil fazer o aparelho funcionar depois.

Montando um kit de balança eletrônica

Kit de balança eletrônica
Mais um kit para montar (compre aqui). Desta vez uma balança eletrônica. Segue o vídeo:


O kit é para montar uma balança eletrônica de 10kg e parece ser produzido pela 52DZ (www.52DZ-DIY.com). É um kit intermediário e de eletrônica vem o seguinte:

Kit de balança eletrônica

Como acontece na maioria dos kits comprados lá fora ele não vem com manual de instrução. A placa principal da balança é de face simples:

Kit de balança eletrônica

O microcontrolador usado é um STC89C52 (um 8051) e ligado a uma célula de carga marcada com 611N 10Kg 1.0-A por meio de uma placa com o CI HX711 em SMD, já montada. A placa ainda tem um CI 18B20 (medidor de temperatura, um DS1302 (relógio) e uma memória 24C02. 

A placa por baixo:

Kit de balança eletrônica

Soldagem fácil e rápida, já que tem legendas com os códigos dos componentes. Só tomar cuidado quando for montar a rede resistiva de 10k Ohms por causa da posição correta do pino comum. A eletrônica montada fica assim:

Kit de balança eletrônica

A montagem da célula de carga não sei se foi a correta, mas foi a que funcionou:
Kit de balança eletrônica
Como não tem manual de montagem foi o que imaginei que seria. A tampa da caixa fica só em contato com os espaçadores e a célula de carga. Para o teste liguei tudo sem o painel frontal:

Kit de balança eletrônica
O que falta agora é conseguir uns pesos padrão para calibrar o aparelho.

Conserto fone Philips SHB3075 não liga

 fone Philips SHB3075

Ganhei esse fone (Phlips SHB3075) do meu irmão e o problema era que não ligava. A foto acima é dele depois de consertado, durante a colagem dos protetores. Segue o vídeo do conserto:


As proteções são coladas e dão trabalho pra tirar e pra abrir depois:

 fone Philips SHB3075
A plaquinha do lado da bateria é só com trilhas de bypass para os fios:

 fone Philips SHB3075

O fone usa uma bateria de Lítio de 240 mAh. Ele dura até que bastante entre uma carga e outra.

A plaquinha principal, que fica no outro fone:

 fone Philips SHB3075
O problema era o fio do GND desligado. Soldado o fio o fone carregou e passou a funcionar normalmente. Na foto dá pra ver a antena do Bluetooth impressa. Ponto para o projetista da placa que colocou legenda pra todas as conexões da placa.

 fone Philips SHB3075

Conserto mixer Mondial Versatile black

Mixe Mondial Versatile Black com defeito

Correndo pra colocar o blog em sincronismo com o canal...

O mixer daqui de casa parou de funcionar de uma hora pra outra. Como não compensa mandar consertar por causa do baixo custo a solução seria comprar outro. Mas antes, claro, resolvi dar uma olhada pra ver se eu mesmo consertava. Olha o resultado aí no vídeo:



A plaquinha interna do mixer:

Mixer Mondial Versatile Black - placa

Um fusível na entrada e uma ponte de diodos para retificar e mandar DC para o motor. O motor:

Mixer Mondial Versatile Black - motor
O motor é um SR5512S de 127 Vdc. Após medir tudo antes ele se mostrou o problema. Abrindo o motor, com certa dificuldade, encontrei a escova fora. As molas das escovas também não estavam corretas no lugar:

Mixer Mondial Versatile Black - escovas
Depois que ajeitei as molas e as escovas o mixer voltou a funcionar.

Testando um multímetro valvulado BN1050 da Rohde & Schwarz

Multímetro analógico BN1050 R&S

rohde & Schwarz bn1050


Ano passado comprei um lote de equipamentos de testes antigos no ferro velho e, na época, escrevi sobre a aventura. A ideia inicial era salvar os equipamentos da destruição caso ficassem por lá. Fiz alguns vídeos sobre o CP200, do kit de eletrônica digital e o medidor da Philips e só. Alguns acabei repassando pra outras pessoas para desocupar espaço. O que sobrou vou ver se faço uns vídeos, começando por esse multímetro valvulado. É um BN1050 da Rohde & Schwarz, da década de 50 ou 60.

Segue o vídeo


Internamente o aparelho parece estar todo original, a única coisa que parece não ser original é o cabo de alimentação. No lote que ele veio havia mais um BN1050 em estado um pouco pior que estava com o cabo original bem deteriorado. Dá pra ver no post da epoca.

A parte interna está muito bem conservada principalmente pelo fato da caixa ser bem vedada:

rohde & Schwarz bn1050

São só três válvulas nele:

rohde & Schwarz bn1050

A maior é um E80CC (Triodo duplo), a do meio gordinha é uma ZZ1040 (estabilizadora de tensão) e a menorzinha é uma EAA91 (duplo diodo).

No vídeo eu disse que não sabia dos diodos da fonte. Olhando o esquema agora vi que o aparelho tem alguns, quatro formam uma ponte retificadora para a ZZ1040 e um retificador para outra saída do transformador de alimentação. Falando em alimentação, a seleção da tensão de entrada é feita trocando o fusível de lugar:

rohde & Schwarz bn1050

O multímetro está funcionando nas escalas de tensão DC, corrente DC (testei depois de gravar o vídeo) e Resistência. As medidas AC ainda não fiz, mas devem estar funcionando também.

rohde & Schwarz bn1050

Normalmente o procedimento para manter um equipamento dessa idade funcionando é o chamado "recap", onde todos os capacitores eletrolíticos, óleo e de alguns outros tipos específicos são trocados. Como eu liguei e ele parece estar em bom funcionamento prefiro deixar assim mesmo, original.

Sobre a compatibilidade com DR (disjuntor Residual)

Nos últimos anos instalei mais chuveiros do que gostaria, devido as mudanças de casa, cidade e estado. Algo que me chamava a atenção é que todos vinham com um aviso de "compatível com DR". DR é o disjuntor residual que protege contra fugas para o terra e pode evitar que uma pessoa seja eletrocutada. 

Pois bem, na última mudança faltou chuveiro aqui em casa e como era para o banheiro que quase nunca será usado (exceto em casos de quarentena ou visitas), comprei um daqueles tradicionais da Lorenzetti. Este modelo imita aquele antigo de metal, mas é de plástico. E na caixa deste não havia o aviso de "compatível com DR". 


Chuveiro tradicional

Como aqui tem o bendito DR fiquei preocupado de não funcionar, mas correu tudo bem e funcionou sem problemas e está sendo usado há dois meses. Mas então qual o problema com o tal "compatível com DR"?

O problema é que DRs são obrigatórios pela NBR 5410 (1997). Um aviso desse tipo é desnecessário já que todas as casas tem que ter DR. Claro que isso num mundo ideal, pois a maioria das casas no Brasil não tem. Contando aqui, dos sete lugares que morei até hoje (3 casas e 4 apartamentos) só essa atual é que tem os DRs. Sim, é naquela casa onde fiz toda a instalação elétrica e já contei a história aqui no blog.

Certo, chuveiros não precisariam desse aviso pela lógica de que se o DR é obrigatório todo equipamento ligado na rede elétrica tem que funcionar sem problemas com ele. Assim pensava eu até que instalamos este cara aqui:

Forno Fischer Fit Line

É um forno elétrico da marca Fischer modelo Fit Line e foi instalado no fim de 2019. Ele não é eletrônico, o timer é um modelo eletromecânico tradicional e tem ainda um controlador de temperatura e dois botões para ligar as resistências de cima e de baixo. Até prefiro assim pois é mais fácil de consertar em caso de problema. Não tinha o "compatível com DR" na caixa, mas como disse aí em cima: se é obrigatório tem que funcionar.

Mas eis que fomos tentar o primeiro assado nele e 10 minutos depois... caiu a energia. Primeira coisa foi checar os disjuntores no quadro de energia e descobri o DR desarmado. Rearmei o DR, religa o forno, 10 minutos mais ou menos e... caiu a energia novamente. Olha no quadro e DR desarmado. Falha na tomada? Retirei o forno do nicho e botei em cima da mesa. Como a tomada dele é de 20A religuei em outra com um adaptador para 10A para checar a tomada e assar ao mesmo tempo (bolo não pode esperar). Tomada OK e bolo OK, qual a conclusão? Olhando a diferença das conexões notei que meu adaptador de 20A para 10A não tinha o pino de terra, logo o culpado era o próprio forno. Fiz outro teste com o terra ligado e... DR desarmado.

Logo o forno não é compatível com DR. Como solução provisória desliguei o terra da tomada do nicho onde vai o forno elétrico (não é recomendado, eu sei). Está funcionando sem problemas. Pelo meu teste parece que o timer eletromecânico tem uma fuga para o terra (carcaça) em determinados pontos, que é suficiente para acionar o DR.

Agora vem a questão de como resolver definitivamente. O aparelho é grande e pesado e o fabricante fica em SC e estou em MG.

Podcast #1 - A Eletrônica no meu tempo...

Pois é, participei da gravação de um piloto de podcast sobre eletrônica. Nesse primeiro episódio juntamos eu, o Newton Pessoa, o Laércio e o Rafael para batermos um papo sobre a eletrônica na nossa época (papo de velho) e sobre Durepoxi.

Segue a versão em áudio no Soundcloud:




Para quem prefere ver as caras bonitas dos participantes segue a versão em vídeo:


Se preferir no Spotify é só procurar por "Pakéquis" que tem lá também. Comente, compartilhe e participe. Se a resposta for boa continuaremos a gravar mais episódios.

Um monitor com LCD de notebook (de novo)

Tá, é o mesmo monitor de sempre, que já mostrei em vários posts e vídeos antes. Mas agora eu coloquei ele num suporte usável, como eu disse ontem no post anterior. Não gravei um vídeo dessa vez, apenas registrei com fotos.

Começando pelo LCD que era de um notebook Acer e é o mesmo usado em todos os meus vídeos sobre o assunto:


Esse LCD escapou de ser jogado fora em quatro mudanças. Como ele faz parte da história do canal e do blog e já rendeu muito para o canal, provavelmente terá uma vida longa. 

O suporte para o monitor veio da TV Samsung de 26" que ganhei no meu casamento, há quase 10 anos já. Estava guardado também, já que uso a TV num painel:


É um pouco grande, mas serve bem. Para fixar o LCD no suporte fiz dois furos na caixa da tela do notebook e passei dois parafusos M3:


Pelo outro lado fixei com duas porcas:


Agora com o LCD instalado:

O cabo saindo do LCD não é o original do notebook, mas um cabo LVDS para placa de TV universal. A placa eu fixei na parte de trás com fita dupla face (aquela verde):


O teclado e sensor infra-vermelho também foram fixados na caixa com fita dupla face, mas na parte da frente. O resultado final, ligado na Raspberry Pi rodando Retropie:


Usando uma Raspberry Pi 3B como desktop

Desktop Raspberry Pi 3

Pois é, devido a uma reorganização do layout aqui de casa o Pakéquis Lab ficou sem PC. Relembrando, o PC antigo ficou no posto avançado em Campinas e o novo ficava aqui no lab. Agora o novo teve que subir pra ficar mais fácil pra dona esposa usar em suas edições de fotos e vídeos, ao mesmo tempo que pode ficar de olho nos pequenos.

Como solução temporária e por diversão montei um setup com uma Raspberry Pi 3B e um monitor feito com um LCD de notebook. Tudo isso eu já tinha aqui e já mostrei em posts e vídeos, relembrando também:
Tive que comprar apenas um teclado e um mouse. Como o critério foi o mais barato possível os dois funcionam, mas não são assim tão bons.

A caixa de som estou usando a iHome mesmo, que é o que tinha à mão. No momento ela está ligada a placa universal de LCD, na saída de áudio. O áudio vem da Rasp via HDMI. Como essa placa tem um amplificador de áudio também estou pensando na possibilidade de desmontar a iHome, retirando a parte de alto falantes e ligando diretamente na placa.
Raspberry Pi 3 no NesPi case

Mantive a Rasp no case NesPi pois é o único que eu tenho. Ele tem uma caixinha embaixo para colocar os cartões uSD, então não precisei ficar reaproveitando e mantive as três imagens que uso em três cartões:
1. Retropie num cartão de 32 GB
2. Central multímidia com Kodi num cartão de 8GB
3. O desktop com Raspbian num cartão de 64GB

Após três semanas usando essa configuração seguem algumas notas:

1. O sistema é bem lento. Desisti de usar o Chromium que vem com o Raspbian e passei a usar o Midori. Como página de busca uso o "Wiby.me", que é uma busca mais leve e só mostra páginas estilo início da Web (leves).

2. Embora o Midori seja leve, abrir mais de 2 ou 3 abas é inviável. As páginas atuais são muito pesadas e a Rasp pena pra mostrar. Minha principal fonte de notícias (o Hackernews) abre normalmente, o que é ótimo.

3. Instalei e tentei usar o VSCode na versão pra Rasp, mas também é inviável. Muitos problemas de compatibilidade nas extensões que eu costumo usar e o processador ARM da placa. O PlatformIO instalou mas não rodou direito. Desisti...

4. IDE do Arduino funciona bem. O jeito é usar ela até ver uma solução melhor.

5. Devido aos problemas com o VSCode passei a usar a IDE Thonny para Python que vem no Raspbian mesmo. Funciona até que bem, mas me causou problemas por rodar o Python 3. Ao instalar pacotes para o Python via terminal embolei com o pip e instalava para o Python 2 e não para o 3. Falha minha esquecendo do pip3. O Python é para um projeto com Tesserac, que foi instalado e está se comportando bem nos testes.

6. Pacote de escritório padrão é o Libre Office. Só usei a planilha até agora pra editar os .csv lá dos índices de revistas eletrônicas.

7. PDFs rodam bem, dá pra abrir um e usar a planilha do .csv do item anterior. Com menos opções nesse desktop estou dando um focando no projeto dos índices.

8. Antes desse setup eu usava o Github só no Windows e via GUI ou web. Passei a usar via Git direto do terminal e agora não consigo mais usar a GUI. Com os repositórios privados gratuitos agora deu pra fazer uma coisa que falarei em outro post.
git na Raspberry Pi

9. Youtube funciona, mas numa lentidão muito grande. Mais fácil e rápido usar no celular.

10. Sem jogos, não tenho tempo pra isso...

Por dentro da caixa de som para iPod iHome iP27BR

ihome iP27BR

Ganhei essa caixinha de som para iPod de um colega de trabalho e acabei fazendo o tradicional vídeo de desmontagem lá no canal:


Aqui uma foto da placa da fonte, com um regulador de tensão e um capacitor de 4700uF:
ihome iP27BR

A placa principal:
ihome iP27BR
O CI grande no centro parece ser também o amplificador de potência de áudio. Pelas bobinas ali em cima suponho que seja classe D com saída em ponte.

Uma vista geral do aparelho aberto:

ihome iP27BR

No vídeo não falei sobre o buzzer do relógio, então segue uma foto dele:
ihome iP27BR

Os alto falantes. Aquilo que no vídeo eu disse ser só enchimento na verdade são radiadores passivos:
ihome iP27BR

A placa principal, vista por baixo:
ihome iP27BR
Ainda estou vendo se vou usar ela inteira ou só os alto falantes num novo projeto.