sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Notas aleatórias de sexta 30/09/2016

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Links, comentários, notas e outras coisas que não dão um post mas que valem o registro.

1. Foto da semana

Na primeira foto das "notas" da semana passada dava pra ver uma placa grande. Era de um multiplexador de FM que eu acabei levando pra casa pra reaproveitar alguns componentes. O tempo passou (dois anos) e só agora dei uma olhada melhor. Além de alguns amp-ops (NE5532 e TL072) tem dois LM3915 (VUs) e um AD633 (multiplicador analógico) que podem render alguns bons projetinhos (bem) no futuro.

FM multiplexer placa

2. LCD quebrado

Não sei se o povo que é muito descuidado ou as telas de celulares que quebram fácil demais. Contei aqui e já troquei umas sete ou oito telas quebradas nos últimos tempos (algumas já documentadas aqui no blog). Só Ontem troquei a tela do celular da filha mais velha (Lumia 720) e meu irmão me disse que está com dois S4 com telas estilhaçadas (advinha pra quem vai sobrar o serviço?)

Nokia Lumia 720 aberto
Nokia Lumia 720 aberto

3. Link

Conheçam a grande salvação para quem faz placa de circuito impresso: SnapEDA, uma biblioteca universal e grátis de símbolos de componentes. Atualmente tem suporte para Cadence, OrCAD, Altium, Eagle e KiCad. Se não existir na biblioteca (difícil não ter), por $29 eles fazem o desenho e disponibilizam em 24 horas.

4. Livro

Um pequeno clássico da Literatura Técnica Brasileira: "Era uma vez um resistor queimado" de Paulo Brites. No livreto de 11 páginas o autor dá algumas dicas sobre como identificar um resistor torrado. Ah! O site do autor também é muito bom.

5. Outro livro 

"The Potentiometer Handbook" da Bourns é um livro de 1975 de mais de 200 páginas sobre... potenciômetros (claro). A Bourns liberou um PDF com versão completa do livro atualizado. A parte da história dos resistores variáveis é bem legal (todo o capítulo 1) e, como cultura inútil, ficamos sabendo que o nome potenciômetro vem de um equipamento para medir potencial elétrico (página 3). Na parte de aplicações são nada menos que quatro capítulos (funamentos e como dispositivo de ajuste, controle e precisão). Tem também a parte de como são construídos os potenciômetros (capítulo 7) e, muito importante e talvez a melhor parte do livro, como montar o componente fisicamente no seu projeto (capítulo 8). A última parte ("To kill a potentiometer") destoa um pouco do resto do livro por ser apresentada com vários desenhos "engraçadinhos". Achei os desenhos desnecessários, o livro não precisava deles. Fora isso recomendo a leitura, muita coisa a aprender sobre um assunto que a maioria não liga (até dar problema).

The Potentiometer Handbook

6. Emulador

E chegamos a um ponto em que dá pra rodar o Windows 98 direto no navegador. Foram 18 anos pra isso acontecer. Nesse ritmo um emulador de Windows 10 no navegador (ou no seu equivalente futuro) deve aparecer antes de 2034.


7. Cadê as caixas?

Desde 2011 sou procurado por pessoas querendo saber sobre as TGIMBOEJ que eu criei. Bom, as duas seguiram o padrão de todas as outras caixas mundo afora e pararam após algumas viagens. Esse comportamento já havia sido detectado pelo pessoal que criou o projeto em 2009 que até tentaram melhorar os procedimentos, mas as caixas continuaram parando no caminho (vejam os logs no site oficial). Apesar disso ainda tenho vontade de criar uma terceira caixa. Tenho muito material para compartilhar e se aparecer gente interessada posso colocar a coisa pra andar. ;-)

8. Aniversário

O blog completou 8 anos esses dias. Já são 275 postagens no arquivo (veja aí ao lado) e, aos poucos, estou atualizando alguns com mais informações, fotos e até vídeos. Uma novidade por aqui é que estou colocando as fotos com 1280p de resolução nos posts novos (no ínicio usava 640p, passei para 800p e depois para 1024p). O tamanho da janela do blog também precisa ser aumentado. Ainda estou usando a resolução de 1024 como largura máxima, mas os dados de visitação indicam que a maioria dos visitantes usa resolução bem maior.

9. Lista da semana

Fiz uma lista com todos os PCs que já tive, para não esquecer:
1. (1996) Cyrix 5x86, 100 MHz (dissipador verde), 1GB de HD e não me lembro quanto de RAM.
2. (1997) Intel Pentium MMX 233 MHZ, ainda com o mesmo HD do anterior (1GB) e acho que era 16MB de RAM. Tinha uma placa de vídeo S3.
3. (1999?) AMD K6-II 450 MHZ (overclock para 500 MHz), 64MB de RAM, também com o mesmo HD de 1GB velho de guerra. Em algum ponto meu irmão arranjou um HD de 4GB e depois um de 20GB. Com a lendária placa PCChips M598LMR.
4. (2004?) AMD Athlon XP 1.7 GHz, 128MB (?) de RAM, 80 GB de HD. Comprei usado. Placa de vídeo FX5200.
5. (2007?) Intel Pentium IV 3 GHz, 256 (ou 512?) de RAM. Mesmo PC anterior com upgrade de RAM, placa mãe e processador (usados).
6. (2010) Intel Core i5-750 4x2.66GHz, 4GB e atualmente 8 GB de RAM, dois HDs de 1T, vídeo NVidia GTS250. Meu PC atual e que ainda vai (ou tem que) render muito...

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Por dentro do aquecedor Britânia AB1000

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Depois do vídeo sobre o medidor de energia elétrica onde usei o meu aquecedor AB1000 da Britânia como carga, o leitor Marco Aurélio me enviou uma mensagem pelo Facebook pedindo um "por dentro" (do aquecedor). Como tá faltando assunto por aqui pensei que seria uma boa ideia e taí o post.

O aquecedor é este aqui:
Aquecedor Britânia AB1000

E segue o registro em vídeo:



E as tradicionais fotos internas:
Aquecedor Britânia AB1000

A entrada de energia e a chave de segurança, que desliga o aparelho caso ele caia. Não era pra ter um fusível ou outra proteção no aparelho? Agora que me liguei e talvez tenha e eu não vi.
Chave do aquecedor

A chave de comutação de temperaturas, com três posições:
Chave do aquecedor

Aparentemente as resistências são de Quartzo, cada uma com 500W (1000W no total). Medidas com o multímetro cada uma é de 33 Ohms:
Resistência de Quartzo de 500W

domingo, 25 de setembro de 2016

Por dentro de um Hands Free Lucky LY168

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Ganhei dois destes "Hands Free" que iriam para o lixo. Estão praticamente novos e com as embalagens originais. A marca é "lucky" e o modelo é LY-168 fabricado na China. A função do aparelho é liberar as mãos do motorista para falar no celular, enquanto dirige (uma péssima ideia). Como não tenho carro, não dirijo e não tenho carteira de motorista os dois aparelhos só servirão como fonte de componentes.

Hands Free Lucky LY-168

Esta embalagem é muito difícil de fotografar por causa dos reflexos. Como a maioria destes produtos de camelô ele tem as marcações de certificação FCC e da União Européia, ali embaixo, perto do nome (papel aceita tudo). A parte da frente é escrita em Inglês e a parte de trás está em (quase) Português;
Hands Free Lucky LY-168

E fora da embalagem temos isso:
Hands Free Lucky LY-168

Do módulo que vai na alimentação de 12V do carro sai um clipe com um microfone, para encaixar na saída do auto falante do celular. O fone de ouvido vai no aparelho também. Aquela peça de plástico preto ali a direita é o suporte para o celular.

Aberto o aparelho vemos a única placa. O fio do microfone já estava solto quando abri, provavelmente o motivo do descarte:
Hands Free Lucky LY-168

Virando a placa vemos que é só um CI e o que parece ser um transistor, como componentes ativos. O alto falante é de 8 Ohms x 0,5W. Tem também um potenciômetro para o volume do áudio:
Hands Free Lucky LY-168 aberto

Uma vista melhor da placa. O CI é um TBA820M, clássico amplificador de áudio. O que parece ser um transistor (Q1) descobri, depois de olhar mais de perto, que é um CI 78L09 (regulador de tensão):
Placa do Hands Free Lucky LY-168
Este regulador explica a falta de D2 e R2, que formariam um regulador de tensão clássico se Q1 fosse um transistor.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Notas aleatórias de sexta 23/09/2016

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1. Conselho

Li (não lembro onde) um conselho melhor que o do "use filtro solar": Tire fotos! Hoje todo mundo leva uma câmera fotográfica no bolso e custa praticamente nada tirar uma foto. Fotos são melhores para contar histórias, então tire fotos. Nem que seja pra deixar guardada num canto do HD e esquecer. Um dia você vai reencontra-la e poderá relembrar coisas há muito esquecidas.


Lixo eletrônico
Uma caixa de placas eletrônicas num ferro velho (foto tirada em 2014)

2. Livro: Designing Analog Chips (Hanz Camenzind - 2005).

Um livro sobre algo que dificilmente veremos aqui no Brasil: Projeto de circuitos integrados analógicos. O autor é ninguém menos que o criador do CI 555. A história de como ele criou o 555 e de como o CI funciona é uma das grandes atrações do livro (Capítulo 11: "Timers and Oscillators"). Aliás, em cada capítulo ele conta um pouco da história da eletrônica. Particularmente gostei muito de saber de onde veio a medida de valores RMS, com a história de Charles Steinmetz no capítulo 6 ("Time Out: Analog Measures"). Capítulo este que, IMHO, deveria estar no inicio do livro e não no meio. Eu recomendaria ler primeiro este capítulo e depois voltar ao inicio. A maior parte do livro é sobre as diversas topologias de circuitos usados em CIs analógicos. A parte de como são "construídos" os componentes na pastilha de silício é tratada apenas no último capítulo (17: "Layout"). Um ótimo livro, recomendo fortemente (Ainda mais por ser de graça).
Designing Analog Chips

3. Curiosidade

Acabei de cair num lugar estranho: uma licitação da Câmara dos Deputados para compra de componentes eletrônicos em 2014 (106.033/2014). Entre os itens estão 7 RaspBerry Pi B, 7 Arduinos Mega 2560 (e os shields de Ethernet e Bluetooth) e microcontroladores PIC 16F628A (20 peças) e 18F4520 (10 peças). Os demais são componentes comuns (resistores, capacitores, diodos, etc) que se enquadram numa lista que alguém compraria para começar a aprender eletrônica (ver as páginas 8 e 9). Seria um curso? Na Câmara dos deputados? Só para sete pessoas? Não achei mais informações...

4. Evento

E vai sair uma mini Maker Faire no Rio de Janeiro, dia 5 de Novembro. Por enquanto não tem muita informação sobre o que vai ter e quem deve aparecer por lá. Pra quem ainda não sabe "Maker" é o novo nome (hypster) para "Hobista". Um amigo (fala Dito!) gosta de dizer que "Makers" são os "acendedores de LEDs".

5. Lista

E por falar no Dito, tava conversando com ele outro dia e ele levantou uma lista de grandes projetos nacionais que não deram em nada. Segue:
1. Tanque EE-T1 Osório - Um protótipo, feito por uma empresa sem experiência na área e tentando ganhar uma concorrência internacional contra gente que entendia do negócio. Tudo pra dar certo... SQN.
2. Programa Espacial Brasileiro - Mais de 20 anos, muito dinheiro e nenhum resultado digno de nota. Compare com o programa espacial Indiano e chore...
3. Submarino Nuclear- 40 (?) anos para produzir a maquete mais cara do mundo.
4. Ginga - Quem? Ninguém conhece e ninguém usa, usou ou usará...
5. Zeebo - Hardware de celular, jogos de celular, usava a rede de celular e queria ser um videogame.

6. Microcontrolador brasileiro

O Dito queria colocar o microcontrolador ZR16 (primeiro microcontrolador 10 a 30% brasileiro, nas palavras dele) na lista, mas eu protestei. Ainda é cedo pra falar que ele falhou no mercado. Tá certo que eles não divulgam notícias há um bom tempo (exatos 2 anos) e não responderam meus (dois) pedidos de informações. Testei o simulador, li a documentação e alguns exemplos e o micrinho me pareceu bem promissor. Embora algumas coisas tenham me incomodado ("espera_maluco" não é um bom nome de função (No Cute Code!), mapa de memória feito no Paint e meus cálculos parecem indicar que ele pode aquecer um pouco) fiquei otimista com a iniciativa.
Mapa de memória


7. Mistérios da Internet

Um grande mistério: os vídeos da "Família Dedo" ("Finger Famliy"). Milhões e milhões de visualizações (somados os três mais vistos passam de 1 Bilhão) para vídeos mal feitos e com as mais diversas violações de direitos autorais. Minha filha vê e revê estes vídeos em loop infinito... E, olhando a área de comentários destes vídeos, parece ser um fenômeno mundial.

8. Link

illacceptanything: um repositório no GitHub que aceita (quase) qualquer coisa. Tem até um jogo de labirinto em modo texto, feito com pastas. O povo tem tempo... 

9. Brincadeirinha

Uma ótima demonstração do que é recursividade.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Por Dentro da Galinha Piratinha

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Minha filha pequena ganhou esta galinha de brinquedo ano passado, mas só agora começou a brincar com ela (antes tinha medo). É uma versão da "Galinha Pintadinha" fabricada na China e claramente não oficial. Inclusive a caixa não mencionava nada sobre a Galinha original.

O brinquedo até que é grandinho:
Galinha Piratinha

Ela é alimentada por 3 pilhas pequenas (AA) e faz um carnaval quando ligada. A crista e as pintas brancas acendem, os olhos se mexem para cima e para baixo, o rabo mexe para os lados e ela "anda". Quando bate em alguma coisa ela se vira e continua andando.

Galinha Piratinha

A parte de baixo é muito parecida com muitos outros brinquedos vendidos nos camelôs. Tem o suporte das pilhas (com parafuso de segurança), a chave liga desliga, duas rodas pequenas fixas e duas rodas ligadas ao motor elétrico interno:
Galinha Piratinha

Por dentro ela tem um único motor que faz a galinha andar e ainda move os olhos e a cauda. Fechar o brinquedo é meio trabalhoso, pois tem que encaixar o movimento dos olhos e da cauda naquela peça de plástico no centro da foto:
Galinha Piratinha

Detalhe do motor (com capacitor em paralelo) e da peça que move os olhos e a cauda:
Galinha Piratinha

A parte eletrônica é uma plaquinha com um "CI bolha" que controla os LEDs e repetida e irritantemente toca a música "Yankee Doodle":
Galinha Piratinha
Já vi um outro brinquedo (uma boneca Elza do Frozen) que é praticamente o mesmo circuito e quase a mesma mecânica. Só que é muito mais irritante, pois só toca o refrão de "Let it Go". O som desses brinquedos é bem alto e incomoda muito. O bom é que as pilhas acabam rapidinho... (Talvez isso não seja tão bom assim`)
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