E lá vou eu de novo com mais um review de multímetro, desta vez um Aneng AN113D. Já perdi a conta de quantos foram, preciso fazer uma página pra agregar todos os que testei. Segue o vídeo:
Aqui uma vista da placa (PCB):
Diferentes dos outros (AN800X) esse aqui não tem a memória externa ao CI do multímetro. Isso indica que a Aneng usou um outro CI neste modelo. Os quatro pontos de teste ali no canto podem ser a entrada para gravação do firmware e calibração.
A placa do outro lado:
E pra concluir a foto das chapinhas da chave seletora, que sempre me pedem:
Anotando a ideia aqui de fazer um banco de dados de fotos de chapinhas de chave seletora de multímetros. Realmente muita gente me pede essa informação e de modelos de multímetro que nem mostrei no canal e no blog.
Daí eu estava fuçando as fotos no celular e encontrei estas aqui que tirei no ferro-velho quando comprei os testadores de telefones públicos. Não lembrava delas, mas acho que dá um bom post de "por dentro".
Então, o aparelho é um transcodificador da Tecnovideo modelo BR5000 e já estava sem a tampa e sem o transformador (prática comum nos ferro-velhos da vida). Não trouxe ele pra casa, deve estar lá ainda ou já foi desmontado pra reciclar a carcaça de metal. Nos antigos tempos dos videocassetes se você comprasse um aparelho lá fora (importado) teria que usar um transcodificador para ligar em sua TV brasileira (PAL-M). Este transcodificador é um modelo que transcodifica NTSC e SECAM para PAL-M, PAL-N e PAL-G (sim, existem PAL para todos os gostos, eu já cheguei a trabalhar com PAL-K).
Aqui uma visão do painel traseiro do equipamento:
O circuito interno tem duas placas (principal e painel). A placa vista de cima:
Pura circuitaria anos 80, com muitos CIs lógicos da SID, capacitores laranjas e fios pra todo lado. Aqui um detalhe da placa:
Legal os quatro cristais enfileirados e as bobinas de forma azul. Muitos ajustes pra fazer nisso aí. Em outra área os CIs da SID Microeletrônica:
A sujeira da placa deve ser por causa do tempo que o aparelho ficou aberto e jogado num canto.
Depois do vídeo anterior alguns comentários pediram pra fazer um "unboxing radical" de um filtro de linha da marca Clamper. Então aqui está ele (o vídeo):
O filtro por dentro:
A placa por baixo:
E aqui do lado dos componentes:
O aparelho é vendido mais como DPS (dispositivo de proteção contra surtos) do que filtro de linha, mas na embalagem tem uma linha que me chamou a atenção:
Isso é estranho por dois motivos:
1. Para definir a atenuação de um filtro tem que ser dito em qual frequência ou fornecer o gráfico de resposta.
2. 70 dB é uma atenuação bem alta e quase o dobro do que já encontrei em alguns filtros comerciais (daqueles de painel com tomada).
Sendo assim, como visto no vídeo, tentei levantar a curva de resposta e não encontrei os 70 dB de atenuação. Fiz também uma simulação básica no TinaTI para ver a resposta:
A definição das impedâncias de 50 Ohms encontrei num documento sobre como medir filtros de linha. O valor do capacitor é baseado no circuito entre Fase e terra ou Neutro e Terra (100 nF + 10 nF). O resultado não dá os 70 dB:
Como é uma simulação básica ela não leva em conta as indutâncias parasitas e outros fatores que podem aparecer por causa da montagem do aparelho.
Daí eu comprei um "filtro de linha" para a bancada. Já falei sobre essas réguas de tomadas que não são filtros de linha lá em 2015. Uso mesmo por causa das tomadas extras, chave liga-desliga e o fusível. Aproveitei e gravei um vídeo no estilo "já que vou abrir, faço um vídeo e coloco no canal. Vai que faz sucesso":
Aqui o filtro de linha FC por dentro:
Pois é, filtro mesmo é só aquele indutor em série, sem capacitores X e Y. Olha o varistor:
Esse é pequeno em relação aos que já vi em outros filtros de linha. Aqui uma olhada mais de perto do filtro:
Fazia tempo que eu queria comprar uma dessas luminárias solares pra colocar
aqui no quintal de casa. Acabei encontrando essa numa loja no centro de
Campinas com um bom preço e resolvi comprar. O resultado é que agora dá pra
chegar até os interruptores das luzes da área de serviço sem ficar no escuro
e, de quebra, saiu um vídeo novo para o canal:
A luminária solar por dentro:
É só isso mesmo: uma placa, uma bateria 18650, uma placa solar e a placa dos
LEDs. A placa com o circuito:
O CI é um SW03B-V1, que é um circuito para luminária solar completo. Ele tem
uma entrada para o painel solar, entrada para um sensor PIR, carregador de
bateria e driver para os LEDs. Interessante que descobri que os sensores PIR
evoluíram a ponto de ser só uma coisinha com três pinos (alimentação, GND e
saída). No meu tempo de alarmes (1996) eram bem mais complexos esses sensores:
Continuando com a série sobre testadores de telefones públicos encontrados no
ferro-velho. Este aqui é um Adenn ATDB-06, mais completo
que o anterior. Segue o vídeo:
Ele tem mais opções de simulação de linha de 500 em 500 metros (até 7,5 km),
testes de isolação e teste de campainha. O aparelho por dentro:
Mais uma vez é um aparelho com todo o visual típico dos anos 80, no Brasil.
Neste aqui quatro placas e dois transformadores internamente. Um dos trafos
deve ser para a alimentação normal do aparelho e o outro para o teste de
isolação, que precisa de uma tensão alta. A placa da fonte de cima:
Capacitores Siemens laranjas e os de poliéster da Philips, bem comuns. A fonte
parece ser simétrica, o que é compreensível pela quantidade de amplificadores
operacionais no circuito. A placa intermediária tem seis amp-ops em dois CIs:
Esta placa tem a curiosidade de, na parte de baixo, possuir a inscrição
"Produktita en Brazilo" em Esperanto:
A placa principal tem seis relés, uma fonte (deve ser a de 100V) e um circuito
mais complexo que o do testador do post anterior:
Como sempre acontece em projetos grandes, as vezes é preciso colocar uns
componentes extras depois da placa finalizada. Nesta aqui são vários
capacitores e alguns diodos na parte de baixo:
A frase em Esperanto se repete nesta aqui. E pra fechar a placa do painel com
as chaves do atenuador/simulador de linha e o display de função:
Recentemente (re)encontrei uns testadores de telefones públicos no fero-velho
e comprei três para fazer uma série de vídeos aqui. O primeiro é este da foto,
um ADTSP09 da Adenn. É um modelo que simula uma linha física, verifica a
corrente de consumo do aparelho, emite um tom para teste do áudio e faz a
simulação de coleta simples e dupla nos dois modos usados no Brasil (inversão
e tom de coleta de 12kHz).
Segue o vídeo:
No vídeo não mostrei - pois só vi depois de gravar - mas tem uma etiqueta
colada na tampa de cima do aparelho:
A data de 01/06/1996 é bem próxima a época que comecei a trabalhar consertando
telefones públicos. Trabalhei com isso por 8 meses até meados de 1997. Usava
um aparelho parecido, da mesma marca, mas de modelo diferente, com mais
funções. Inclusive esse outro modelo vou mostrar também no canal e no blog
em breve.
O aparelho por dentro:
Dá pra ver que ele é "a cara dos anos 80" da eletrônica no Brasil: Capacitores
eletrolíticos da Siemens, Capacitores de poliéster Philips, aquele trimpot
vermelho e outras coisas comuns da época.
A placa do aparelho:
Procurando na Internet não existe (até este post) nenhuma referência a esse
equipamento. Como é um aparelho de uso especifico é bem compreensível não ter
mesmo.
Ok, mais um multímetro, mas não um comum. Este aqui além de multímetro de bancada de 4 e 1/2 dígitos também é uma caixa de som Bluetooth. Caso queira comprar um também e ajudar o canal pode escolher na Aliexpress ou na Banggood. Para o unboxing radical segue o vídeo completo:
A parte traseira do multímetro Aneng AN888S:
Dentro do multímetro tem uma caixa de som com dois alto falantes e um radiador passivo:
O multímetro propriamente dito fica dentro da parte frontal do aparelho:
Na esquerda temos o multímetro e a direita a placa de Bluetooth com o amplificador de áudio e relógio. O CI de multímetro é um DTM0660L com uma memória 24C02 para configuração e calibração e uma CI referência de tensão ICL8069. O controlador Bluetooth é um AC19AP! (sem mais informações) e o amplificador é um HT8697 (Classe D 2 x 9.5W).
Na traseira tem a placa com os botões de liga/desliga, configuração do relógio e a porta USB:
Na parte de baixo dessa placa tem um regulador chaveado e os circuitos de carga e proteção das baterias:
Daí eu ganhei um Kindle Paperwhite 10a geração e resolvi fazer o unboxing
radical. O curioso aqui é que ganhei ele num concurso de "geek day" do
trabalho, fiquei em segundo lugar com a foto mais "nerd". O tradicional vídeo
está aqui:
Só retirei a caixa traseira, que é relativamente fácil de abrir:
Tem bastante espaço na parte interna do aparelho, dá pra ver que a placa é bem
espaçosa. Não desmontei mais o Kindle por ser tudo colado (a pcb, a bateria e
a tela). Uma foto da placa completa: