Estava olhando umas fotos "antigas" (de Julho de 2011) e acabei relembrando de umas fotos que tirei das Antenas do Farol de Santa Marta em Laguna (Santa Catarina). Como fotos de antenas não servem pra muita coisa numa pasta com fotos de férias movi para outra pasta, no diretório de "imagens técnicas". E como sei que esta pasta provavelmente vai ficar esquecida por lá pensei que seria melhor publicar aqui no blog (vai que tem alguém que gosta de fotos de antenas).
Clica que aumenta
Procurei mais informações sobre o Farol e segundo a Wikipedia o farol ainda funciona (não sei se funciona, era dia quando fui até lá) e tem distância focal de 1330mm (parece que é a maior do Brasil). E segundo a "Lista de Auxílios Rádio" o rádio farol de Santa Marta tem as seguintes características:
Característica do sinal: SW (... .— —), com intervalo de 7,5 segundos.
Equipado com DGPS.
Pensei que a potência fosse maior para essa frequência ("só" 200W). Acho que a antena é esta aqui:
Tem outra menor lá atrás. Lembro que tinha um abrigo junto a antena com uma placa de "Perigo - Alta Tensão" na porta. Infelizmente não tirei foto do abrigo, vou ver se tiro uma da próxima vez.
Bom... Já que decidi montar as Makizou M-8BH vamos a um breve log do que foi feito e em que pé estão as caixas de som (que já estão bem adiantadas).
1. Existe apenas uma imagem (confiável) do manual de montagem destas caixas. E esta imagem não é muito boa para passar pra algum marceneiro cortar as peças. A partir da imagem original desenhei o esquema abaixo, com todas as peças que foram cortadas:
ATENÇÃO: AS PEÇAS NÃO ESTÃO EM ESTÃO EM ESCALA NA IMAGEM. MAS TODAS AS COTAS E QUANTIDADES ESTÃO CORRETAS.
Esta é a versão final da imagem que levei até uma fabrica de móveis planejados. A primeira peça no canto superior esquerdo (420 x 120mm) eu havia desenhado errado (420 x 150 mm). Só vi esse problema algumas semanas depois, quando comecei a montar. Tive que encontrar alguém depois pra cortar o excesso.
2. O MDF me pareceu mais fácil de trabalhar do que compensado (que foi o que me recomendaram anteriormente), por isso a escolha. O único problema foi que todas as peças juntas pesam quase 10kg e eu tive que trazer tudo na mão desde o outro lado da cidade, a pé...
3. As peças de MDF acabaram apresentando alguns problemas de tamanho. Algumas tinham até 4 mm a mais nos cortes. A solução foi cortar na mão e depois passar a lixa, antes de colar. Algumas peças com erros menores dá pra usar só a lixa mesmo.
Nada grave e já era esperado, mas dá um certo trabalho. Haja paciência.
4. Por recomendação dos marceneiro as peças foram coladas com cola branca comum. E também por recomendação dele estou deixando as peças colando por 5 dias. Devido as imperfeições no corte do MDF estou aplicando um mistura de pó de MDF com cola (também idéia do cara) para fechar as frestas entre as peças.
Nada de especial aqui, mas tirei fotos:
Essa gororoba fica secando também por alguns dias (demora pra secar):
Pra quem acompanha o meu vídeo log (é, eu faço isso também) sabe que eu gosto de ler sobre a história (e da parte humana) da eletrônica. Um dos livros que há muito eu queria ler era "The Art and Science of Analog Circuit Design" de Jim Williams (1998), um dos escritores técnicos que mais admiro. Pra quem não conhece, recomendo a leitura de qualquer uma das "application notes" escritas por ele para a Linear Technology.
Mas voltando ao livro... Antes de ler acabei descobrindo que ele era o segundo volume sobre eletrônica analógica (O primeiro é o "Analog Circuit Design - Art, Science and Personalities" de 1991) e que não era um livro escrito totalmente por Jim Willians. Na verdade o Jim organizou os dois volumes, onde cada capítulo foi escrito por um autor diferente. E cada um destes autores são outras grandes figuras da eletrônica analógica. A idéia era que cada um deles contasse um pouco de sua história e como faziam para resolver os problemas de projetos de circuitos analógicos.
No primeiro livro Jim Williams escreve um imperdivel capítulo sobre um oscilador com amplificador operacional (o mesmo que aparece na AN43F de 1984) que ele montou numa tarde chuvosa de Domingo. Outros pontos altos do livro são os capítulos escritos por Bob Pease (com a história do primeiro amplificador operacional comercial) e o de Richard Burwen (um dos fundadores da Analog Devices) sobre como simplificar o projeto de circuitos analógicos usando amplificadores operacionais e um pouco de matemática básica. O capítulo de Burwen também não é recomendado para audiófilos (um sistema de som com 2000 amp ops é citado no texto). Eu poderia falar dos outros capítulos, mas foram estes três o que mais li (li o livro todo duas vezes e depois reli alguns capítulos que gostei mais).
Já no segundo livro, como dito na introdução, novos autores tratam não só do projeto de circuitos analógicos, mas também da parte comercial da "coisa". Achei o segundo livro mais fraco que o primeiro (os autores são menos conhecidos, parece que "gastaram" os melhores no primeiro). Mesmo assim valeu a pena, no momento estou relendo alguns capítulos.
É neste livro que se encontra a versão completa de um texto que considero um dos melhores de Jim Willians: "Tripping the Light Fantastic" (uma versão menor pode ser conferida no link, clica aí, vale muito a pena ler). Se você já se perguntou como a apple consegue fazer as baterias dos seus equipamentos durarem tanto a resposta pode estar neste texto. Aparentemente isso começou nas mãos de Jim Williams.
Os dois livros estão esgotados há tempos, mas dá pra achar em versão eletrônica por aí. Como último comentário, acho que estes livros nunca serão traduzidos para o Português, o público para este assunto é pequeno por aqui. Mais triste ainda é que acho impossível escrever algo na mesma linha com autores brasileiros...
Curiosidade: A capa do primeiro é uma foto da bancada de Williams na época e a do segundo é de uma de suas obras de arte.
Como estou montando as caixas de som para o meu PC (ver post anterior) senti a necessidade de uma furadeira para colocar alguns parafusos nas peças de MDF (usar apenas a cola não me pareceu seguro o bastante). Dei uma procurada na web e encontrei o kit CD121K50 da Black & Decker que parecia ser uma boa opção e podia ser encontrado em todas as lojas. Procurei por Reviews e/ou mais informações sobre o kit mas só encontrei páginas de vendas. Sendo assim, seguem os meus comentários sobre o kit.
Primeira coisa que falta em muitos anúncios das lojas é o que vem no kit. Além da furadeira/parafusadeira, vem o carregador que tem uma fonte separada:
A fonte é com transformador mesmo e tem saída marcada como 14 VDC, 200mA (modelo JDA-14 tipo 3). A base de carga não tem informação de modelo. A bateria é de NiCd (Níquel Cádmio) então já estou me preparando para quando ela sofrer de problemas de memória. Quando isso acontecer talvez eu troque por baterias de Lítio. As baterias vem com pouca carga, e o manual recomenda uma carga de 5 horas antes de usar. A carga normal é de 5 a 7 horas e caso seja esquecida carregando pode acabar com a bateria (sou mestre em fazer isso, já deixei pilhas recarregando por quase uma semana).
Outro detalhe que eu queria saber e não vi nos anúncios é como isso tudo vem, se tinha uma maleta ou não. Bom, ela veio assim:
A caixa branca embaixo da furadeira é onde vem a fonte e a base de carga. A maleta é a de acessórios. O saco plástico vem com o manual, que poderia ser mais completo. São só 5 páginas em cada língua (Inglês, Português e Espanhol) e apenas UMA figura explicativa. O manual cobre apenas a furadeira, não falando nada dos itens do kit de acessórios.
No corpo da furadeira vem a seguinte etiqueta:
Aí dá pra ver o modelo da furadeira (CD121K-BR), velocidade de 0 a 550 RPM e mandrial de 3/8" (10 mm). O botão abaixo desta etiqueta possui três posições: Desligada (no centro), giro horário ou anti-horário. A parafusadeira possui 16 posições de torque, que achei exagerado para uma ferramenta para uso em casa (hobby). Talvez duas ou três fossem mais do que suficiente. Para a furadeira só tem uma posição. O "gatilho" tem velocidade variavel, quanto mais pressionado maior a velocidade. Gostei muito desta função. A ferramenta pesa 1,4 kg.
Logo acima da bateria vem um bit genérico com ponta Philips de um lado e fenda do outro:
Até agora é este bit que estou usando mais. Do kit de acessórios usei mais as brocas. Falando em acessórios eles vem na maleta já citada:
As brocas douradas são para metal (ainda não testei nenhuma) e as pretas são para madeira. Testei estas últimas ao montar as caixas de som (com a de 1/8"), furando MDF. As duas peças brancas de plástico são chamadas de "screw finder" e servem para guiar os parafusos ao aparafusar.
A parte de baixo dos acessórios vem com os bits para aparafusar e quatro brocas chatas (de 3/8, 1/2, 5/8 e 3/4):
A caixa plástica não me parece muito boa. Com ela fechada, se você der uma sacudida os bits saem do lugar e ficam soltos na caixa (inclusive muitos vieram fora das posições). Os acessórios não parecem de qualidade muito boa, mas preciso testar para ver o quanto aguentam. Como eu disse, o bit que vem no corpo da parafusadeira já me atendeu muito bem.
Este é um review ainda incompleto, pois estou com o kit há apenas uma semana. O único teste pesado que fiz até agora foi colocar os suportes para uma rede (de pano, não de computador) na varanda aqui de casa. Foram 8 furos que fiz com a broca de 3/8 do kit de acessórios. Embora seja uma broca para madeira ela se comportou bem furando a parede de alvenaria (esquentou um pouco, mas nada grave - Como bem lembrado pelo Luciano nos comentários, não é recomendável fazer isso). Depois aparafusei os 8 parafusos usando o torque maior (ou menor, o depois da marca 8, que seria o 16... é complicado mesmo essa marcação). E a bateria ainda está na primeira carga. Acho que ela aguenta mais alguns furos e "aparafusamentos" que tenho que fazer nas caixas de som.
Para concluir, estava preocupado com o fato de ser um equipamento a bateria. Mas até o momento não tenho o que reclamar, ela ajudou a executar os trabalhos sem problemas. Inclusive o da rede, que eu achava que não ia aguentar. E sem precisar ficar ligando uma extensão por aí.
Acho que já faz uns dois anos que aposentei o velho micro system da Aiwa (NSX-F9) que eu usava como amplificador do PC. Era um tipico aparelho da Aiwa dos fins dos anos 90, daqueles com duplo deck e carrossel para 5 CDs, que depois de um tempo parava de funcionar os CDs e depois os decks, além do controle de volume ficar maluco e só funcionar pelo controle remoto. Bem típico dos Aiwa daquela época mesmo, mas como amplificador funcionava muito bem.
Pois então, o motivo da aposentadoria foi por causa da área ocupada na mesa pelo aparelho e suas caixa. Resolvi trocar por um desses sistemas 2.1 e acabei pegando um da C3 Tech modelo TCS3150 (que não me custou nada, pois foi trocado por pontos em um programa de fidelidade). A diferença foi brutal, as caixinas novas eram muito ruins, com um irritante barulho de 60 Hz (hhhhhhuuuummmmmm) e aquelas "pipocadas" ao ligar e desligar que fazem o cone do subwoofer pular. Mas como já tinha trocado (o Aiwa foi revendido a um preço simbólico para a pessoa - Séfora - que havia me vendido o aparelho em 1998) não tinha mais volta. Tive que ficar com aquela tranqueira até o inicio deste ano quando meu irmão me arranjou um par de caixinhas da HP (Pavilion Speaker System, não sei o modelo). Nada demais, só duas caixinhas com controle de volume e tonalidade alimentados pela USB (potência baixinha).
Não sou audiófilo, mas sinto falta de um sistema com uma qualidade de áudio um pouquinho melhor que as tipicas caixinhas de PC. O velho Aiwa me proporcionava isso, além de ter um equalizador (digital) que eu podia ajustar do jeito que eu achava melhor (sou maniaco por ajustes pessoais). E foi pensando nisso que resolvi montar um sisteminha de som novo para o meu PC. Mas montar tudo mesmo: amplificador, fonte e caixas de som. E como eu sou bobo e gosto de inventar moda resolvi fazer um sistema pra todos os audiófilos botarem defeito (tá, isso é fácil demais eu sei).
(1) O amplificador seria um CI TDA qualquer com potência de até uns 10W (é som pra PC, pra eu ouvir música sózinho e não com os vizinhos e o pessoal do quarteirão). Mas acabei encontrando uma revista "Eletrônica Popular" de 1956 com um projetinho de um amplificador de 5W valvulado. Como nunca montei um amp valvulado achei uma boa idéia começar com esse projeto. Caso não tenha sucesso eu volto com a idéia do "TDA da vida". Como ele não usa uma válvula de saída muito conhecida (e inflacionada) consegui comprar uma caixa fechada com 5 peças:
Ainda não montei nada do amplificador, estou apenas na fase de "ajuntamento" de peças.
(2) Para a fonte a idéia do básico "transformador+diodos+capacitormaiorpossível" não me agradou muito (lembre-se que é preciso "inventar moda"). Fica como plano B, o negócio é fonte chaveada mesmo. Para um amplificador com CI é só comprar uma fonte padrão chinesa e tá pronto. Para valvula a coisa complica um pouco. E como faz muito tempo que eu não trabalho um projeto de fonte destas seria bom relembrar os bons tempos. A fonte está "quase" pronta, faltando alguns testes para estabilizar a saída de alta tensão:
(3) E as caixas? Bom, as caixinhas de plástico de PC tem um desempenhos sofrivel. Uma caixa de madeira por pior que seja sempre terá um "som" melhor. Então lá fui eu pesquisar e acabei chegando nas pequenas Makizou M-8BH. "Parece fácil de montar" eu pensei na época, só espero que sejam realmente boas. Hoje o meu pensamento já mudou para "devia ter montado uma Bass Reflex". Estou montando há quase dois meses. As placas de MDF das caixas:
Como isso tudo está dando um certo trabalho eu dei um tempo com os vídeos e posts aqui no blog. A idéia era escrever sobre isso apenas quando tudo estivesse pronto. Mas como estou tirando fotos durante todo o "processo criativo" achei melhor comentar agora e, quem sabe, fazer alguns posts sobre cada uma das montagens enquanto elas vão acontecendo. Vamos ver se a idéia vai pra frente (não deu muito certo com o pedal de efeitos).
Mais umas fotos que só publiquei no Facebook (acho que ele já chegou no limite e em breve poderá ter o mesmo destino do Orkut). Aos poucos vou trazendo as coisas de lá pra cá. Estas foram tiradas durante a XXXII Projete na ETE-FMC em Outubro do ano passado. A próxima Projete será agora no ínicio de Outubro e eu devo aparecer por lá, como todo ano.
Começando pelo projeto que só por estar funcionando já valeria o primeiro lugar na feira. Não sei o que era, mas impressiona:
Sim, alguém montou isso e fez funcionar!!!
Cubo de LED do meu sobrinho. Feito sem nenhum microcontrolador.
A placa de controle era com EPROMs e contadores. Ele limpou meu estoque de memórias 27C256.
Robozinhos:
Robô cobra:
E nárea de ex-alunos um pouco de tecnologia velha:
Ano passado, numa Sexta-Feira de feriado emendado eu fui até um ferro-velho aqui perto (nem tanto assim, fica fora da cidade, às margens de uma estrada federal). Na época coloquei as fotos da visita lá na página do blog no Facebook (curte lá). Era pra ter colocado aqui também, mas só agora lembrei de fazer isso.
Pois então, neste lugar encontrei uma central de alarmes antiga, modelo "Pyramid", fabricado pela extinta Eletrovale. Foi justamente nesta empresa onde comecei a trabalhar, como estagiário de técnico em eletrônica, ajustando estas mesmas centraizinhas sem fio. Isso foi em 1996 e me lembro de ter ajustado, testado e consertado muitas destas usando um osciloscópio bem velhinho. Quem sabe esta aí não passou pelas minhas mãos?
Central de alarme Pyramid Eletrovale
Mas deixando a nostalgia de lado, seguem 41 fotos do local (Clica que aumenta):
Foto 1
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O texto mais acessado e comentado do blog é aquele sobre o freezer trick, onde eu comento sobre um teste não muito recomendável que fiz com a bateria do meu notebook. Partindo da repercussão causada por aquele post pensei em fazer uma lista com outros mitos eletroeletrônicos. Lembrei de três que ainda hoje causam dúvidas e explicações engraçadas (recomendo procurar por estes assuntos no Google). Segue a lista:
1. Bombril (palha de aço) na antena interna melhora a recepção da TV
foto: achei no Google Images
Pois é, tem gente que acredita nisso. Inclusive gente que não deveria acreditar (colegas meus, engenheiros). Já chegaram a me dizer que o Bombrill aumentava a área da antena, por isso funcionava. Mas vamos lá, sobre antenas, antes de tudo lembre-se disso: λ = c/f (Comprimento de onda é igual a velocidade de propagação, normalmente se usa a velocidade da luz mesmo, dividido pela frequência).
Então, toda a teoria de antenas é baseada no comprimento de onda do sinal (e suas divisões 1/2, 1/4...) que se quer receber ou transmitir, a área dos elementos não é assim tão importante. Assim, o Bombril funcionaria apenas se ele aumentasse a antena no tamanho correto para a frequência do canal de TV que se quer melhorar o sinal. E o ganho neste caso é tão pequeno que nem será notado. Mas como acertar isso com um pedaço de palha de aço feita com vários fios de aço emaranhados? A probabilidade disso acontecer é muito (bota muito nisso) baixa.
É mais proveitoso modificar o comprimento da antena puxando os elementos, já que as antenas telescópicas foram feitas justamente pra isso. Sem esquecer de tentar apontar a antena para onde o sinal do transmissor estiver (antenas internas são dipolos de meia onda, veja o diagrama de irradiação no link).
Além disso o Bombril pode causar um curto-circuito na TV caso um dos seus fiapos de aço caia e passe pelos buracos de ventilação do aparelho.
Existe também a variação de que papel alumínio tem o mesmo efeito (mais comum em filme americano).
2. Video game estraga televisão
Foto: Meu Intellivision II ainda funciona!!
Todo jogador de videogame já ouviu isso (faz sucesso entre os pais). A primeira vez que ouvi foi na década de 80, sobre o Atari 2600, logo não vou comentar sobre as TVs de plasma e o problema do burn-in, que veio bem depois.
Apesar dos video games antigos terem um sinal de saída (ligados via RF, canal 3 ou 4, lembram?) com nível um pouco maior que o sinal de um canal comum (via antena), não é suficiente para causar dano a TV. Afinal elas tem AGC pra que? No caso de entradas de áudio e vídeo (RCA) o padrão é 1 Vpp, não tendo como queimar algo que foi projetado pra receber um sinal deste nivel.
Uma vez me falaram que talvez a lenda tenha surgido por causa do tempo em que as TVs ficavam ligadas. Toda TV (ou todo aparelho eletrônico) tem um tempo de vida até apresentar problemas, conhecido como MTBF. Então, com os video games as TVs ficam mais tempo ligadas, logo apresentarão falhas ao atingir o MTBF mais rapidamente. Parece uma boa explicação, mas isso não significa que foi o video game. A TV poderia falhar de qualquer forma, basta usar o tempo suficiente.
Outra vertente diz que esta história é mais um caso de "leite com manga faz mal": Com a TV (e o video game) ligada por mais tempo, a conta de energia elétrica aumenta. Logo foi preciso arranjar uma desculpa pra tirar as crianças da frente dos aparelhos.
3. Garrafa dágua em cima do padrão de luz diminui a conta de luz
Eu realmente preciso comentar sobre este item? Sério? Quem acredita nisso?
Muita gente acredita... Aqui em minha cidade é só dar uma volta por aí pra se ver várias garrafas dágua em cima dos postinhos de entrada de energia das casas.
Existem variações, como aquela onde dizem que uma garrafa maior (de 2 litros, por exemplo) economiza mais que uma "caçulinha". E vale até saco plástico cheio de água também, amarrado ao poste ou aos fios de energia (esse último me parece perigoso, mas eu já vi alguns).
A melhor explicação para o surgimento desta lenda é a descrita pelo e-farsas: Uma mulher colocava uma garrafa dágua sobre o padrão de luz para que o cara que fazia a medição pudesse beber. Em retribuição o cara anotava uma leitura menor.
É uma excelente explicação, embora não se encontre maiores detalhes da história (onde aconteceu, quando, etc..)
P.S.: Este post estava guardado como rascunho faz tempo (um ano e pouco). Por algum motivo eu nunca conseguia escrever tudo. "Dava branco", escrevia um pouco, apagava, recomeçava. Agora acho que foi, se eu não mudar de idéia...