Sobre o kit parafusadeira e furadeira CD121K50 da Black & Decker

Como estou montando as caixas de som para o meu PC (ver post anterior) senti a necessidade de uma furadeira para colocar alguns parafusos nas peças de MDF (usar apenas a cola não me pareceu seguro o bastante). Dei uma procurada na web e encontrei o kit CD121K50 da Black & Decker que parecia ser uma boa opção e podia ser encontrado em todas as lojas. Procurei por Reviews e/ou mais informações sobre o kit mas só encontrei páginas de vendas. Sendo assim, seguem os meus comentários sobre o kit.

Primeira coisa que falta em muitos anúncios das lojas é o que vem no kit. Além da furadeira/parafusadeira, vem o carregador que tem uma fonte separada:
CD121K50 Furadeira Parafusadeira Black Decker

A fonte é com transformador mesmo e tem saída marcada como 14 VDC, 200mA (modelo JDA-14 tipo 3). A base de carga não tem informação de modelo. A bateria é de NiCd (Níquel Cádmio) então já estou me preparando para quando ela sofrer de problemas de memória. Quando isso acontecer talvez eu troque por baterias de Lítio. As baterias vem com pouca carga, e o manual recomenda uma carga de 5 horas antes de usar. A carga normal é de 5 a 7 horas e caso seja esquecida carregando pode acabar com a bateria (sou mestre em fazer isso, já deixei pilhas recarregando por quase uma semana).

Outro detalhe que eu queria saber e não vi nos anúncios é como isso tudo vem, se tinha uma maleta ou não. Bom, ela veio assim:
CD121K50 Furadeira Parafusadeira Black Decker
A caixa branca embaixo da furadeira é onde vem a fonte e a base de carga. A maleta é a de acessórios. O saco plástico vem com o manual, que poderia ser mais completo. São só 5 páginas em cada língua (Inglês, Português e Espanhol) e apenas UMA figura explicativa. O manual cobre apenas a furadeira, não falando nada dos itens do kit de acessórios.

No corpo da furadeira vem a seguinte etiqueta:
CD121K50 Furadeira Parafusadeira Black Decker
Aí dá pra ver o modelo da furadeira (CD121K-BR), velocidade de 0 a 550 RPM e mandrial de 3/8" (10 mm). O botão abaixo desta etiqueta possui três posições: Desligada (no centro), giro horário ou anti-horário. A parafusadeira possui 16 posições de torque, que achei exagerado para uma ferramenta para uso em casa (hobby). Talvez duas ou três fossem mais do que suficiente. Para a furadeira só tem uma posição. O "gatilho" tem velocidade variavel, quanto mais pressionado maior a velocidade. Gostei muito desta função. A ferramenta pesa 1,4 kg.

Logo acima da bateria vem um bit genérico com ponta Philips de um lado e fenda do outro:
CD121K50 Furadeira Parafusadeira Black Decker

Até agora é este bit que estou usando mais. Do kit de acessórios usei mais as brocas. Falando em acessórios eles vem na maleta já citada:

CD121K50 Furadeira Parafusadeira Black Decker kit de acessórios
As brocas douradas são para metal (ainda não testei nenhuma) e as pretas são para madeira. Testei estas últimas ao montar as caixas de som (com a de 1/8"), furando MDF. As duas peças brancas de plástico são chamadas de "screw finder" e servem para guiar os parafusos ao aparafusar.

A parte de baixo dos acessórios vem com os bits para aparafusar e quatro brocas chatas (de 3/8, 1/2, 5/8 e 3/4):
CD121K50 Furadeira Parafusadeira Black Decker kit de acessórios
A caixa plástica não me parece muito boa. Com ela fechada, se você der uma sacudida os bits saem do lugar e ficam soltos na caixa (inclusive muitos vieram fora das posições). Os acessórios não parecem de qualidade muito boa, mas preciso testar para ver o quanto aguentam. Como eu disse, o bit que vem no corpo da parafusadeira já me atendeu muito bem.

Este é um review ainda incompleto, pois estou com o kit há apenas uma semana. O único teste pesado que fiz até agora foi colocar os suportes para uma rede (de pano, não de computador) na varanda aqui de casa. Foram 8 furos que fiz com a broca de 3/8 do kit de acessórios. Embora seja uma broca para madeira ela se comportou bem furando a parede de alvenaria (esquentou um pouco, mas nada grave - Como bem lembrado pelo Luciano nos comentários, não é recomendável fazer isso). Depois aparafusei os 8 parafusos usando o torque maior (ou menor, o depois da marca 8, que seria o 16... é complicado mesmo essa marcação). E a bateria ainda está na primeira carga. Acho que ela aguenta mais alguns furos e "aparafusamentos" que tenho que fazer nas caixas de som.

Para concluir, estava preocupado com o fato de ser um equipamento a bateria. Mas até o momento não tenho o que reclamar, ela ajudou a executar os trabalhos sem problemas. Inclusive o da rede, que eu achava que não ia aguentar. E sem precisar ficar ligando uma extensão por aí.

Atualização: Fiz um review da furadeira Makita HP1640K (agora não dá pra furar parede sem problemas)

Atualização 24/09/2016: Três anos depois e finalmente desmontei a furadeira/parafusadeira, com direito a vídeo:



Novas fotos

Por dentro da ferramenta:

Parafusadeira furadeira Black & Decker CD121K50 por dentro

O motor de 12V conectado a caixa de redução:
motor da Parafusadeira furadeira Black & Decker CD121K50

O controlador de velocidade, com um transistor MOSFET parafusado no dissipador:
controlador de velocidade do motor da Parafusadeira furadeira Black & Decker CD121K50

O carregador de bateria:
carregador de bateria da Parafusadeira furadeira Black & Decker CD121K50

A placa de circuito impresso do carregador de bateria:
Placa do carregador de bateria da Parafusadeira furadeira Black & Decker CD121K50

Tentando melhorar o som do PC

Acho que já faz uns dois anos que aposentei o velho micro system da Aiwa (NSX-F9) que eu usava como amplificador do PC. Era um tipico aparelho da Aiwa dos fins dos anos 90, daqueles com duplo deck e carrossel para 5 CDs, que depois de um tempo parava de funcionar os CDs e depois os decks, além do controle de volume ficar maluco e só funcionar pelo controle remoto. Bem típico dos Aiwa daquela época mesmo, mas como amplificador funcionava muito bem.

Pois então, o motivo da aposentadoria foi por causa da área ocupada na mesa pelo aparelho e suas caixa. Resolvi trocar por um desses sistemas 2.1 e acabei pegando um da C3 Tech modelo TCS3150 (que não me custou nada, pois foi trocado por pontos em um programa de fidelidade). A diferença foi brutal, as caixinas novas eram muito ruins, com um irritante barulho de 60 Hz (hhhhhhuuuummmmmm) e aquelas "pipocadas" ao ligar e desligar que fazem o cone do subwoofer pular. Mas como já tinha trocado (o Aiwa foi revendido a um preço simbólico para a pessoa - Séfora - que havia me vendido o aparelho em 1998) não tinha mais volta. Tive que ficar com aquela tranqueira até o inicio deste ano quando meu irmão me arranjou um par de caixinhas da HP (Pavilion Speaker System, não sei o modelo). Nada demais, só duas caixinhas com controle de volume e tonalidade alimentados pela USB (potência baixinha).

Não sou audiófilo, mas sinto falta de um sistema com uma qualidade de áudio um pouquinho melhor que as tipicas caixinhas de PC. O velho Aiwa me proporcionava isso, além de ter um equalizador (digital) que eu podia ajustar do jeito que eu achava melhor (sou maniaco por ajustes pessoais). E foi pensando nisso que resolvi montar um sisteminha de som novo para o meu PC. Mas montar tudo mesmo: amplificador, fonte e caixas de som. E como eu sou bobo e gosto de inventar moda resolvi fazer um sistema pra todos os audiófilos botarem defeito (tá, isso é fácil demais eu sei).

(1) O amplificador seria um CI TDA qualquer com potência de até uns 10W (é som pra PC, pra eu ouvir música sózinho e não com os vizinhos e o pessoal do quarteirão). Mas acabei encontrando uma revista "Eletrônica Popular" de 1956 com um projetinho de um amplificador de 5W valvulado. Como nunca montei um amp valvulado achei uma boa idéia começar com esse projeto. Caso não tenha sucesso eu volto com a idéia do "TDA da vida". Como ele não usa uma válvula de saída muito conhecida (e inflacionada) consegui comprar uma caixa fechada com 5 peças:

Valvulas de saída de áudio

Ainda não montei nada do amplificador, estou apenas na fase de "ajuntamento" de peças.

(2) Para a fonte a idéia do básico "transformador+diodos+capacitormaiorpossível" não me agradou muito (lembre-se que é preciso "inventar moda"). Fica como plano B, o negócio é fonte chaveada mesmo. Para um amplificador com CI é só comprar uma fonte padrão chinesa e tá pronto. Para valvula a coisa complica um pouco. E como faz muito tempo que eu não trabalho um projeto de fonte destas seria bom relembrar os bons tempos. A fonte está "quase" pronta, faltando alguns testes para estabilizar a saída de alta tensão:
Fonte amplificador valvulado

(3) E as caixas? Bom, as caixinhas de plástico de PC tem um desempenhos sofrivel. Uma caixa de madeira por pior que seja sempre terá um "som" melhor. Então lá fui eu pesquisar e acabei chegando nas pequenas Makizou M-8BH. "Parece fácil de montar" eu pensei na época, só espero que sejam realmente boas. Hoje o meu pensamento já mudou para "devia ter montado uma Bass Reflex". Estou montando há quase dois meses. As placas de MDF das caixas:
Caixa Makizou M-8BH

Como isso tudo está dando um certo trabalho eu dei um tempo com os vídeos e posts aqui no blog. A idéia era escrever sobre isso apenas quando tudo estivesse pronto. Mas como estou tirando fotos durante todo o "processo criativo" achei melhor comentar agora e, quem sabe, fazer alguns posts sobre cada uma das montagens enquanto elas vão acontecendo. Vamos ver se a idéia vai pra frente (não deu muito certo com o pedal de efeitos).

TV/FM Level Meter Promax MC-160B

Opa, mais um video log. Desta vez falo um pouco sobre um medidor de nível de RF que encontrei num ferro-velho.

XXXII Projete da ETE-FMC

Mais umas fotos que só publiquei no Facebook (acho que ele já chegou no limite e em breve poderá ter o mesmo destino do Orkut). Aos poucos vou trazendo as coisas de lá pra cá. Estas foram tiradas durante a XXXII Projete na ETE-FMC em Outubro do ano passado. A próxima Projete será agora no ínicio de Outubro e eu devo aparecer por lá, como todo ano. 

Começando pelo projeto que só por estar funcionando já valeria o primeiro lugar na feira. Não sei o que era, mas impressiona:

Gamiarra
Sim, alguém montou isso e fez funcionar!!! 
Gambiarra


Cubo de LED do meu sobrinho. Feito sem nenhum microcontrolador.
Cubo de LED

A placa de controle era com EPROMs e contadores. Ele limpou meu estoque de memórias 27C256.

Placa com EPROM


 Robozinhos:
Robo com esteira

Ajustando o robô

Consertando o robô
Robô cobra:

Robô cobra



E nárea de ex-alunos um pouco de tecnologia velha: 
Trenzinho

Por dentro de uma válvula eletrônica

Circuito valvulado

Bonecos de eletronicos reciclados

Amplificador valvulado?

Amplificador Valvulado?

Equipamento eletronico medico

Equipamento eletronico medico

Uma lembrança num ferro velho (e mais 41 fotos de bônus)

Ano passado, numa Sexta-Feira de feriado emendado eu fui até um ferro-velho aqui perto (nem tanto assim, fica fora da cidade, às margens de uma estrada federal). Na época coloquei as fotos da visita lá na página do blog no Facebook (curte lá). Era pra ter colocado aqui também, mas só agora lembrei de fazer isso.

Pois então, neste lugar encontrei uma central de alarmes antiga, modelo "Pyramid", fabricado pela extinta Eletrovale. Foi justamente nesta empresa onde comecei a trabalhar, como estagiário de técnico em eletrônica, ajustando estas mesmas centraizinhas sem fio. Isso foi em 1996 e me lembro de ter ajustado, testado e consertado muitas destas usando um osciloscópio bem velhinho. Quem sabe esta aí não passou pelas minhas mãos?

Central de alarmes Eletrovale Pyramid
Central de alarme Pyramid Eletrovale
Mas deixando a nostalgia de lado, seguem 41 fotos do local (Clica que aumenta):

Foto 1
Continua na próxima página... (Só clicar em "mais informações")

Três grandes mitos eletroeletrônicos

O texto mais acessado e comentado do blog é aquele sobre o freezer trick, onde eu comento sobre um teste não muito recomendável que fiz com a bateria do meu notebook. Partindo da repercussão causada por aquele post pensei em fazer uma lista com outros mitos eletroeletrônicos. Lembrei de três que ainda hoje causam dúvidas e explicações engraçadas (recomendo procurar por estes assuntos no Google). Segue a lista:

1. Bombril (palha de aço) na antena interna melhora a recepção da TV

Bombril na antena
foto: achei no Google Images

Pois é, tem gente que acredita nisso. Inclusive gente que não deveria acreditar (colegas meus, engenheiros). Já chegaram a me dizer que o Bombrill aumentava a área da antena, por isso funcionava. Mas vamos lá, sobre antenas, antes de tudo lembre-se disso: λ = c/f  (Comprimento de onda é igual a velocidade de propagação, normalmente se usa a velocidade da luz mesmo, dividido pela frequência).

Então, toda a teoria de antenas é baseada no comprimento de onda do sinal (e suas divisões 1/2, 1/4...) que se quer receber ou transmitir, a área dos elementos não é assim tão importante. Assim, o Bombril funcionaria apenas se ele aumentasse a antena no tamanho correto para a frequência do canal de TV que se quer melhorar o sinal.  E o ganho neste caso é tão pequeno que nem será notado. Mas como acertar isso com um pedaço de palha de aço feita com vários fios de aço emaranhados? A probabilidade disso acontecer é muito (bota muito nisso) baixa.

É mais proveitoso modificar o comprimento da antena puxando os elementos, já que as antenas telescópicas foram feitas justamente pra isso. Sem esquecer de tentar apontar a antena para onde o sinal do transmissor estiver (antenas internas são dipolos de meia onda, veja o diagrama de irradiação no link).

Além disso o Bombril pode causar um curto-circuito na TV caso um dos seus fiapos de aço caia e passe pelos buracos de ventilação do aparelho.

Existe também a variação de que papel alumínio tem o mesmo efeito (mais comum em filme americano). 

2. Video game estraga televisão
Videogame na TV
Foto: Meu Intellivision II  ainda funciona!!
Todo jogador de videogame já ouviu isso (faz sucesso entre os pais). A primeira vez que ouvi foi na década de 80, sobre o Atari 2600, logo não vou comentar sobre as TVs de plasma e o problema do burn-in, que veio bem depois.

Apesar dos video games antigos terem um sinal de saída (ligados via RF, canal 3 ou 4, lembram?) com nível um pouco maior que o sinal de um canal comum (via antena), não é suficiente para causar dano a TV. Afinal elas tem AGC pra que? No caso de entradas de áudio e vídeo (RCA) o padrão é 1 Vpp, não tendo como queimar algo que foi projetado pra receber um sinal deste nivel.

Uma vez me falaram que talvez a lenda tenha surgido por causa do tempo em que as TVs ficavam ligadas. Toda TV (ou todo aparelho eletrônico) tem um tempo de vida até apresentar problemas, conhecido como MTBF. Então, com os video games as TVs ficam mais tempo ligadas, logo apresentarão falhas ao atingir o MTBF mais rapidamente. Parece uma boa explicação, mas isso não significa que foi o video game. A TV poderia falhar de qualquer forma, basta usar o tempo suficiente.

Outra vertente diz que esta história é mais um caso de "leite com manga faz mal": Com a TV (e o video game) ligada por mais tempo, a conta de energia elétrica aumenta. Logo foi preciso arranjar uma desculpa pra tirar as crianças da frente dos aparelhos.

3. Garrafa dágua em cima do padrão de luz diminui a conta de luz
Garrafa de água no padrão de luz
foto de Harley Esteves
Eu realmente preciso comentar sobre este item? Sério? Quem acredita nisso?

Muita gente acredita... Aqui em minha cidade é só dar uma volta por aí pra se ver várias garrafas dágua em cima dos postinhos de entrada de energia das casas.

Existem variações, como aquela onde dizem que uma garrafa maior (de 2 litros, por exemplo) economiza mais que uma "caçulinha". E vale até saco plástico cheio de água também, amarrado ao poste ou aos fios de energia (esse último me parece perigoso, mas eu já vi alguns).

A melhor explicação para o surgimento desta lenda é a descrita pelo e-farsas: Uma mulher colocava uma garrafa dágua sobre o padrão de luz para que o cara que fazia a medição pudesse beber. Em retribuição o cara anotava uma leitura menor.

É uma excelente explicação, embora não se encontre maiores detalhes da história (onde aconteceu, quando, etc..)

P.S.: Este post estava guardado como rascunho faz tempo (um ano e pouco). Por algum motivo eu nunca conseguia escrever tudo. "Dava branco", escrevia um pouco, apagava, recomeçava. Agora acho que foi, se eu não mudar de idéia...



Testando a qualidade do áudio de algumas placas de som

Em Março deste ano eu descobri o ARTA e fiz alguns testes de algumas placas de som (na verdade foi mais de som on-board mesmo). Era pra eu ter feito este post naquela época, mas antes tarde do que nunca.

Pimeiro, para testar uma placa de som é preciso, além de baixar e instalar o ARTA, de um cabo para fazer o loop na placa de som, parecido com este aqui:

Cabo de áudio

Quanto menor o cabo melhor. Este cabo da foto veio com uma placa de captura de vídeo. Também dá pra usar um cabo feito em casa, com conectores (todo em metal) e cabo melhores. Qualquer hora eu faço um...

Então, o loop na placa de som é feito ligando o cabo nos conectores de saída e entrada de áudio (normalmente o conector verde e o azul), assim:

loop de áudio na placa de som

No caso de notebooks dá pra usar a entrada de microfone (rosa), mas as medidas ficam piores (como é de se esperar).

Feito isso, desligue tudo que modifique o áudio nas propriedades de áudio do Windows (equalização, surround, etc).

Pronto, agora é só rodar o ARTA. Não precisa registrar o software, dá pra usar em modo demo mesmo. Ele só não vai salvar. No menu "Mode" selecione "Spectrum Analyzer". No menu "Generator" selecione "Configure" e configure da seguinte forma:



No manual do ARTA tem mais detalhes de como é feito os testes e tem toda a teoria e equações. É bom dar uma olhada antes de mudar os valores das configurações.

Agora no menu "Setup" selecione "Spectrum Scale" e deixe ele assim:


Pra iniciar as medidas é só clicar no botão de "Play" vermelho (o azul, do gerador, é acionado automaticamente. Foi usado um frequência de amostragem de 48000 Hz, FFT de 32768 pontos e janela Kaiser 5, sem a média desligada (average). Daí ajusta-se o controle de volume do PC (no icone do alto falante na barra do Windows) até o ponto antes de sobrecarregar a entrada de áudio. Este ponto é fácil notar, pois saltarão várias raias de harmônicos na tela. Melhor usar as setas direcionais do teclado pra ajustar o nível. O resultado da medida aparecerá assim:


Esta é a medida de THD e THD+N (Distorção Harmonica Total + ruído) do desktop Dell do meu irmão (Vostro 260S) que bateu o áudio do meu PC. Vejam a mesma medida, agora no meu PC:


Testei também um PC na casa da minha mãe, que tem som on-board padrão AC97 (antigo):


A THD+N neste caso ficou em 0.11% (59 dB). Muito baixa, comparada a THD+N do meu PC e do desktop Dell (que são padrão HD áudio).

Fiz também as medidas de intermodulação e de resposta em frequência destes PCs, mas não vou colocar aqui, já que são muitas imagens. Vou colocar só a do desktop Dell:

Intermodulação:

Resposta em frequência:

Testando em diferentes computadores notei que a medida de resposta em frequência é muito parecida para todos eles, com uma resposta placa em toda a faixa de áudio. A queda brusca em 20 kHz é a esperada em áudio digital.

Livros sobre eletrônica e uma curiosa fonte de tensão negativa

Opa, eu fiz mais um vídeo log. Desta vez mostro alguns livros sobre eletrônica que eu recomendo e, no final, apresento o circuitinho de tensão negativa com um transistor. O vídeo foi gravado antes do post de ontem, então não tem os testes com os opto-acopladores 4N25.

Ah! Agora em HD!


Pra quem achar que a numeração dos Vlogs está errada eu aviso que coloquei dois dos vídeos no post sobre revistas de eletrônica.

Ainda a fonte de tensão negativa (tentando chegar a -1.25V)

Atualizado em 01/09/2013 as 21:30: Coloquei mais um teste que fiz após ter publicado o post.

Então, após a experiência do post anterior resolvi tentar chegar a -1.25V de tensão de saída. O valor foi escolhido por ser o da referência do LM317, que eu uso em minha fonte de bancada. Esta fonte tem um problema de subir a tensão de saída ao ser desligada. A causa é justamente uma tensão negativa de -1.25V que eu coloquei para zerar o LM317 e fazer a fonte ir de 0 a 15V. Mais detalhes no post onde falo sobre a fonte.

Baseado no que o Bob Pease falou na revista Electronic Design eu fiz alguns testes com o opto-acoplador 4N25 (ele fala pra usar um 4N28, mas eu só tinha o 4N25). Com apenas um opto-acoplador consegui a tensão máxima de -460mV. Nestes testes descobri que a corrente do emissor no transistor tem um ponto que gera um máximo de tensão. Para baixo ou para cima deste valor de corrente a tensão de saída cai.

Como ainda não estava nem na metade da tensão que eu precisava coloquei mais um 4N25 em série com o primeiro e consegui a seguinte tensão:

Fonte de tensão negativa

Ainda tentei colocar mais um opto-acoplador em série (subindo para 3), mas a partir daí a tensão passa a ser positiva (de 4V).

O esquema final ficou assim (no esquema os optos são darlingtons, não tinha o simbolo do opto normal no app de esquemas da Digikey):

Variando a corrente pelos LEDs não se tem um grande aumento na tensão de saída. O que mais influencia mesmo é a corrente de emissor do fototransistor. A tensão de alimentação (Vdd) ficou em 7V.

Concluindo: Não é hoje que eu vou resolver o problema da minha fonte de bancada. Mas o circuitinho de fonte negativa é uma ótima curiosidade.

Atualizado 01/09/2013 21:30:
Eu sou uma mula!!! Como não pensei nisso antes?!

Estava fazendo o teste com o fototransistor do opto-acoplador igual ao do circuito com um transistor comum, o que não é necessário. O opto-acoplador tem um transistor com um LED em cima (ou do lado), ao se "mostrar" a luz para esse transistor ele gera uma tensão em ambas as junções (BE e BC). Medindo a tensão Vbe ou Vce a tensão é positiva e medindo as tensões Veb e Vec o valor é negativo.

Então, não precisava dos resistores R1 e R2 do esquema acima, eles podem ser retirados. Na verdade eles nem deviam estar aí, pois mais atrapalham do que ajudam. Retireis os dois resistores (a partir daí a corrente dos LEDs é que influencia na tensão de saída) e consegui passar de -1V:

Concluíndo (de novo): Melhorou, faltam -100 mV, acho que chega perto, tendo em vista a tensão de uma junção de sílicio de perto de 0.7V. Nos meus testes fui até 20mA nos LED´s dos opto-acopladores. Depois é testar no LM317. Acredito que não dará certo com o LM317, pois a corrente que este circuito fornece deve ficar muito abaixo da necessária para os resistores que definem a tensão de saída do regulador. 

Agora vou encostar o circuito num canto, tenho outras coisas pra fazer. Algum dia eu volto a ele. Se alguém montar e fizer mais testes, favor comentar aqui.