quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mais uma lanterna Xing-Ling (com bateria recarregável)

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Caixa da Lanterna
Comprei essa lanterna por R$4,00 exclusivamente pra ver o que tem dentro. Fiquei curioso pra saber como funcionava o carregador e, mais importante, que tipo de bateria ela usava. Como já aconteceu antes não dá pra confiar apenas na embalagem desse tipo de aparelho. Essa aqui é totalmente em inglês, sem informação alguma do “importador” brasileiro. Em caso de problemas ou algo pior não há a quem reclamar.

A lanterna possui um plug retrátil para recarregar na tomada e funciona em 110 ou 220 Vac. Além de lanterna ela funciona como um pisca-pisca colorido que não é lá muito útil. O interruptor pode ser colocado em três posições: ligar a lanterna, desligada (posição central) e ligar o pisca-pisca. Perto do interruptor há também uma pequena bússola. Colocar a lanterna na posição OFF pode ser dificil, já que o interruptor tem que ficar no centro e se você o aciona com um pouco mais de força ele vai parar na posição de pisca-pisca.

O nome do fabricante é Hon-alguma coisa-F e o modelo parece ser AF-14278.

A lanterna por fora
Internamente a lanterna é assim:

A lanterna por dentro
Pois é, nada de circuito impresso. Toda a montagem é feita em aranha e com segurança zero. Muitos pontos expostos para algo que vai ligado diretamente à tomada. A caixa retangular cinza com o topo preto (que lembra um bloco Lego) é a bateria. Não existe nenhuma marcação na bateria, e nem na caixa, que informe a voltagem, capacidade ou mesmo o tipo de material que é fabricada. O valor medido nos terminais da bateria foi de 4,12 V. Para facilitar levantei o esquema geral:

Esquema da lanterna
Vemos aí que um dos terminais da bateria vai direto na rede elétrica, sem isolação. O capacitor de poliéster limita a corrente para a carga da bateria e tem também os diodos para uma retificação em meia-onda. A “lanterna” propriamente dita fica a cargo de um único LED branco. Já a parte do pisca-pisca conta com 3 LED’s com circuito interno e piscam em azul, vermelho e verde. O resistor de 10 Ohms limita a corrente dos LED’s tanto na função lanterna quanto no pisca-pisca. Pra completar há um LED verde pra indicar a carga da bateria quando conectada a tomada.

A montagem é precária e fico imaginando a linha de montagem disso lá na China. Deve ser uma aventura para o testador (deve haver um) que tem que ligá-las a tomada. Um fio errado na montagem deve causar um belo incêndio ou explosão. Curioso que o fabricante teve a cara de pau de colocar na embalagem o aviso de que a lanterna segue todas as normas da união européia.

Dentro das normas

domingo, 19 de julho de 2009

Meu primeiro contato com o novo padrão brasileiro de tomadas

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Essa semana saí pra comprar uma régua de tomadas pra bancada e acabei me deparando com o novo padrão brasileiro e sua total incompatibilidade com os equipamentos eletrônicos que tenho em casa. Fui a três lojas de material elétrico e de construção e em todas só havia réguas com o novo padrão. Por sorte na última loja o vendedor conseguiu encontrar uma com quatro tomadas de três pinos (como as de filtros de linha). Como eu precisava de duas acabei por levar uma da nova também. O vendedor me disse que era só cortar o plástico em volta da tomada pra ela ficar igual as antigas.

O interessante foi que ao chegar em casa notei que as proteções plásticas em volta das tomadas são destacáveis e depois de retiradas elas realmente servem para os plugs antigos. Na verdade, a tomada não passa de uma comum que aceita tanto os plugs chatos quanto os redondos e a proteção plástica talvez seja uma solução encontrada pelo fabricante para vender o seu estoque antigo. A tomada não está totalmente dentro da norma (falta o terceiro pino central de terra) e talvez ainda vejamos muitas dessas tomadas “híbridas” até o novo padrão se tornar definitivo.

Nota: Um bom documento sobre o assunto pode ser lido aqui (em PDF).

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Amplificador reciclado para fones de ouvido

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A Séfora me pediu pra pensar num “projeto” que vai precisar de um pequeno amplificador de áudio e como não quero (e nem compensa) sentar na frente do PC pra desenhar e confeccionar uma placa, montar e testar resolvi reaproveitar de algum equipamento. Como candidatos surgiram um par de caixas amplificadas de PC (com o TBA820) e uma placa de áudio do Game Gear. As caixas são do meu irmão e a placa do Game Gear é melhor guardar pra consertar algum console que venha a aparecer. Por falta de opção resolvi apelar para o drive de DVD abaixo:

DVD-ROM Creative
Trata-se de um leitor de DVD-ROM da Creative fabricado em 2001. Ele já não lia nada e como o PC reconhece o drive parece ser um problema na parte óptica (ele também abria a gaveta e rodava o disco). Além da mania de desmontar todos os aparelhos eletrônicos que vejo pela frente tenho uma outra mania que é a de anotar os códigos dos componentes mais “interessantes” dos aparelhos. Também tomo notas sobre alguma informação que possa ser útil no futuro. No caso desse drive o componente interessante está marcado na área em vermelho da foto:

Placa do DVD
Trata-se de um CI APA2308 da Anpec que segundo minhas anotações além de amplificador para fones também pode fornecer por volta de 250mW de potência em 8 Ohms. Vários drives de CD-ROM e DVD-ROM antigos possuem uma saída de fones no painel frontal (que ninguém usa) e é uma ótima forma de se conseguir um amplificador. A grande vantagem é que já vem com o potenciômetro e a saída para fones montadas na mesma placa:

Placa amplificador lado de cima
Basta dar uma olhada no código do CI, que normalmente é de 8 pinos, e depois procurar pelo datasheet. A partir do esquema básico do manual já dá pra encontrar os pontos de alimentação, terra e as duas entradas. Alguns CI’s podem ter um sinal extra para mute ou shutdown. No meu caso encontrei as trilhas necessárias e demarquei uma área para cortar e ficar só com o que interessa:
Placa do Amplificador lado SMD
Depois de cortado soldei os pinos para sinal e alimentação. A placa pode ser vista abaixo, onde se nota dois resistores extras (de 4k7) que formam um divisor de tensão para a tensão de referência (Vcc/2) para os amplificadores. No original essa tensão também vinha da placa principal.
Amplificador para fones
Para testar liguei um fone na saída e alimentei o circuito com 5V. Como sinal usei meu dedo na entrada e ouvi o ronco de 60 Hz nos fones. Dependendo da aplicação pode ser necessário modificar os valores dos resistores que determinam o ganho do amplificador.

Amplificador para fones
E pra terminar uma foto da placa principal do drive. Na maioria dos casos dá até pra retirar a parte do amplificador de fones e o drive continuar funcionando sem problemas.

Placa do DVD

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um ano de blog e outras noticias...

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Pois é, o blog completou um ano (Pelo menos aqui no Blogger, ele já existia no Wordpress.com mas migrei pra cá para poder fuçar no layout) A idéia era criar um espaço para colocar minhas gambiarras e projetos. Também era mais um caso de “já que ninguém faz, faço eu”. São poucos os sites de eletrônica em Português, mantidos por alguns corajosos, como o Tabajara, o Luciano Sturaro e o Jefferson Ryan (mais informática). É difícil encontrar pessoas que queiram compartilhar o que sabem e esses três são bons exemplos a seguir.

A princípio pensei que seria fácil montar e manter o blog atualizado. Um ano se passou e só consegui escrever 39 posts, mas continuo tentando atualizar toda semana. O grande problema é a falta de tempo: Eu tenho um emprego como todo mundo, além de fazer um ou outro trabalho em casa. Fora isso tinha a faculdade também. E esse “tinha a faculdade” é a segunda noticia do post. Após 11 anos (!!!!) eu finalmente consegui concluir o curso de engenharia. Foram longos anos de desistências, semestre trancado, dívidas e outras coisas que finalmente acabaram (tá, as dívidas ainda demoram um pouco pra acabar). Sobrará um pouco mais de tempo para as gambiarras e posts.

Quando da criação deste blog planejei que seria somente sobre eletrônica e como talvez aparecesse alguma idéia ou vontade de escrever sobre outros assuntos seria necessário criar um segundo blog. Assim surgiu também o que depois se tornaria o Cuxaxo que acabou virando o blog da Séfora (é, ela tomou posse), do qual eu tomo conta da “parte técnica” e escrevo alguma coisa quando dá vontade ou quando a Séfora insiste. O Cuxaxo acabou crescendo mais que este aqui e hoje ostenta até um pagerank alto (para o tamanho dele).

Mas o Pakéquis possui um feedback bem melhor que o Cuxaxo. A quantidade de comentários e e-mails que recebo por aqui é bem maior. E esse feedback ajuda muito a pensar em novos assuntos para os posts. Há muitos posts engavetados e outros por escrever, alguns que estão anotados desde antes da criação do blog mas que acabei adiando e adiando. Tenho inclusive idéias para alguns projetos feitos exclusivamente para o blog e que precisarão de maior planejamento e empenho de minha parte. O blog ainda não está do jeito que eu queria mas com o tempo deve chegar lá...
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