Por dentro e conserto de um mulímetro Dawer DM-2020

Multímetro Dawer DM-2020
Este multímetro (DAWER - DM-2020) estava guardado há uns 20 anos e acabou chegando aqui pra eu dar uma olhada. Segue o vídeo dos testes e do conserto:

Os aparelhos da Dawer apareciam nas revistas de eletrônica da década de 90, mas esse aqui não tem informação alguma na Internet. Então para registro seguem as fotos do aparelho por dentro, começando pela placa do lado dos componentes:

Multímetro Dawer DM-2020
O circuito usa um UM7106 como praticamente todo multímetro digital da época. O 4070 ali em cima dele é para ajudar no display. O CI de 8 pinos é um amplificador operacional duplo TL062. Já o 4060 embaixo desconfio que seja para a função de auto power off (desliga após um tempo sem uso). O multímetro tinha dois problemas, sendo o primeiro o clip da bateria de 9V que estava corroído. Trocado o clip por um novo o aparelho ligou e as funções de resistência e medidas DC funcionaram dentro do esperado. Já as funções de corrente e tensão AC variavam muito e, depois de um tempo ligado, mostravam fundo de escala. O problema era um capacitor de tântalo de 1uF com problemas. Troquei por um eletrolítico para testes e funcionou. Preciso trocar por um de tântalo agora para ficar OK.


Por baixo só tem o LCD e a chave rotativa impressa:
Multímetro Dawer DM-2020
E, claro, segue a foto da posição dos contatos da chave:
Multímetro Dawer DM-2020

Por dentro de um Horizonte Artificial EFIS-D10A da Dynon

Dynon EFIS-D10A
Taí algo bem diferente por aqui: um horizonte artificial da Dynon, modelo EFIS-D10A. Um horizonte artificial é um instrumento (aviônico) usado para mostrar a posição de uma aeronave em relação ao solo. Esse aqui é digital e mostra outras coisas, mas está com defeito e não liga mais. Segue o vídeo:

Já que não se encontra muita coisa sobre o aparelho na web seguem fotos e alguns comentários sobre o aparelho.

Começando com uma vista interna:

Dynon EFIS-D10A
Essa é a placa principal. Tem um conector DB25 onde entra a alimentação, uma serial e outras coisas como uma interface proprietária para conectar outros aparelhos da marca (como um GPS). As três mangueiras são para entrada de tubos Pitot e outros sensores da aeronave, para ajudar no cálculo de posição, velocidade, etc. Essas mangueiras vão para os sensores de pressão integrados montados na placa ali no canto direito. Os giroscópios são montados em três placas num semi-cubo e são três MLX90609. A montagem dos giros:
Dynon EFIS-D10A

Nessa placa ainda tem 3 microcontroladores e cada um de um modelo diferente (CY8C27643, CY8C26443 e CY8C27443) todos da Cypress.

No canto esquerdo da placa tem as fontes de alimentação:
Dynon EFIS-D10A
O CI maior é um LM2585S-ADJ configurado via resistores para 15V na saída. O capacitor maior é o da entrada do aparelho (10 a 30V). Os dois CIs de 8 pinos são LM2674 (um de 5V e outro de 3.3V). No canto inferior esquerdo tem um SP232 (RS232 compatível com o clássico MAX232).

A placa por baixo:
Dynon EFIS-D10A
A placa na vertical é um inversor com dois transistores e um transformador para alta tensão, para acionamento da lâmpada do backlight do LCD. Os dois únicos CIs de 8 pinos aí são SP483, drivers RS485.

Atrás do painel LCD vai uma placa com um processador LH79520 da NXP:

Dynon EFIS-D10A

 Atrás dessa placa tem uma RAM Samsung K4S281632K (8Mx16) e uma FLASH 39VF3201 (2Mx16):
Dynon EFIS-D10A
Até onde consegui rastrear o problema está na alimentação de 5V que não está subindo. Algum curto ou outra coisa está impedindo a fonte de partir. Infelizmente esse aparelho acabou tomando tempo demais e resolvi parar senão não consigo fazer outra coisa. Qualquer hora volto a essa tentativa de conserto.

Projetando uma placa de teclado mecânico no KiCad

E estou de volta com o teclado Coisa Ruim da Borda. Desta vez com o vídeo em Português sobre o processo de como eu fiz a placa principal do teclado. Segue o vídeo:

A placa mostrada no vídeo é a revisão 2, com algumas correções feitas no protótipo. As placas foram produzidas e patrocinadas pela PCBWay.

TV Sony KDL-48W655D com tela quebrada

Sony KDL-48W655D

A placa aí em cima é de uma TV sony modelo KDL-48W655D de 48 polegadas e foi o que deu pra aproveitar depois dela sofrer uma queda. TVs LCD são bem sensíveis a quedas e batidas. Aproveitando que ela estava aqui gravei um vídeo com alguns comentários sobre TVs com tela quebrada:

Conserto TV LG 42LB5500

TV LG 42LB5500
Mais um conserto de mais uma TV LG. Desta vez uma 42LB5500 de 42 polegadas. Segue o vídeo:

A TV antes ligava e depois de um tempo apagava e fica somente o som. Também tinha o problema de mostrar pontos mais claros na tela, clássico sintoma de LEDs sobrecarregados. Veio uma vez aqui pra casa e deixei ligada por uma tarde e não apresentou o problema daí mandei de volta pro meu irmão. Passado um tempo ela apagou de vez.

Como mostrado no vídeo o problema eram os LEDs do backlight do LCD. Aparentemente um entrou em curto e sobrecarregou os outros até que um deles abriu (e queimou mesmo, literalmente).

E para o post não ficar sem fotos, seguem fotos da placa principal e da placa da fonte:

PLACA TV LG 42LB5500

Fonte TV LG 42LB5500

O teclado mecânico Coisa Ruim da Borda (Bad Thing of the Edge)

Bad Thing of the Edge Keyboard
Fazia tempo que eu queria fazer um projeto completo para o canal/blog, com o projeto do hardware, das placas e o firmware. Acho que a única tentativa de fazer uma placa foi a da fonte do amplificador valvulado que não vingou. Naquela época ainda fazia projeto de placas no Tango PCB e a fonte até funcionou, mas não consegui concluir o projeto todo.

Há alguns meses pensando nos problemas de jogar a temporada 28 de Diablo 3 no meu mini laptop resolvi criar o projeto de um teclado especifico para facilitar a minha diversão. O resultado pode ser visto no vídeo de demonstração abaixo:

 
O projeto está documentado e com todos os arquivos de fabricação, código fonte e outras coisas lá no repositório no meu Github. Mandei fazer as placas na JLCPCB e ficaram muito boas e eles tem um bom preço para pequenos protótipos. Os keycaps (chapéu das teclas) comprei no Aliexpress (compre aqui também) e são transparentes com duas peças. Isso facilita a customização do teclado, com desenhos dos botões que imprimi, recortei e coloquei dentro (não precisa colar).

As chaves são do tipo Cherry MX Black originais retiradas daquela mesa de controle de câmeras PTZ que já apareceu aqui no blog. Não sou aficionado em teclados mecânicos então pra mim funcionando já tá bom. E funcionaram muito bem.

O teclado foi montado com duas placas de circuito impresso, sendo uma principal que é o teclado em si e uma só do painel, sem componentes. Fiz as duas no KiCAD 7.0 e em breve devo fazer o tradicional vídeo no formato do canal mostrando o projeto.

Como todo teclado mecânico precisa ter efeitos de LEDs nesses dias coloquei quatro barras de LEDs vermelhos para contrastar com a máscara de solda. Os LEDs ficam na placa principal e a placa do painel ficou só com a área de mascara de solda de cima nas barras. As camadas de cobre de cima e de baixo e a máscara de solda de baixo não foram colocadas. Quando os LEDs acendem a luz é espalhada nessas barras. O efeito ficou bem legal até. Aqui uma foto do arranjo:
Bad Thing of the Edge Keyboard

Na parte do firmware eu queria testar o uso dos dois núcleos de processamento da placa Raspberry Pi Pico, então botei a parte do teclado USB no Core 0 e os efeitos de LEDs no Core 1. Não precisava de tanto mas funcionou como eu queria. Aqui a placa principal;
Bad Thing of the Edge Keyboard

Embora minha ideia era usar o teclado apenas no mini laptop acabou que estou usando no PC principal também. Ficou muito bom e melhorou muito o meu (fraco) desempenho no jogo.

PS - O nome é uma referência a história do Coisa Ruim da Borda, um caso de exorcismo acontecido em Borda da Mata (Sul de Minas) em 1953. A história é melhor contada por um dos padres que teria visto e participado dos eventos (clica no link que vai pra história, era assim que funcionava a Internet antigamente).

Desmontando um tênis de Luzinha

Tênis de luzinha
Os tênis aí de cima eram do meu filho pequeno e iam pro lixo depois de ser bem usado. Aproveitei para desmontar pra ver o que tem dentro. Segue o vídeo:

O tênis por dentro:

Tênis de luzinha

Os LEDs ficam apenas em uma das laterais e cada um tem uma pequena placa de circuito impresso. O circuito depois de retirado:
Tênis de luzinha

O circuito, bateria e sensor de batidas fica dentro da parte em acrílico. Isso deve ser feito para que fique a prova dágua. O Problema é que não dá pra trocar a pilha depois. Um zoom no circuito:
Tênis de luzinha

Por dentro de um multímetro digital GVDA GD128 Plus

Multímetro GVDA GD128 Plus

 Daí eu recebi mais um multímetro para review, desta vez um GD128 Plus (compre aqui). Segue o vídeo:

O multímetro parece ser uma versão melhorada do GD128 que já mostrei antes aqui no blog. A principal diferença é a bateria recarregável interna de 1200 mAh. A placa do multímetro:

Multímetro GVDA GD128 Plus

Os circuitos integrados são os mesmo do GD128. Vemos que a disposição dos fusíveis ficou bem melhor  e mais prática nesse novo modelo. Do outro lado só tem o display, os botões e os LED indicadores:

Multímetro GVDA GD128 Plus

Por dentro de um KVM 2x1 HDMI e USB

Switch KVM USB HDMI
Comprei este KVM 2x1 (2 PCs para 1 conjunto de periféricos) por causa das minhas brincadeiras com Raspberry Pi. Trabalhar com dois teclados e dois mouses em uma mesa ou ter que ficar trocando entre o PC e a Rasp acaba sendo bem chato dependendo do que estiver fazendo. É um KVM genérico que chaveia teclado, mouse e monitor entre dois PCs. Segue o vídeo:


Desmontado o aparelho é só uma placa encaixada num perfil de alumínio:
Switch KVM USB HDMI

A alimentação vem pelas duas USBs dos computadores e são unidas pelos diodos D4 e D5. U3 é um chaveador HDMI de 2x1 e está raspado. Também raspado está U4, que é um HUB USB de 1x4 portas. Na verdade o aparelho chaveia a entrada desse HUB. Assim dá pra ligar mouse e teclado em qualquer uma das 4 portas. U2 que no vídeo disse que seria uma EEPROM parece mais ser o chaveador 1x2 da USB.

Estou usando o aparelho já há alguns dias e ele cumpre o seu papel. É um aparelho genérico, sem marca e aparentemente bem comum. O preço não é ruim (compre aqui) e atendeu muito bem a minha necessidade.

O último KVM mostrado aqui no blog foi em 2010. Nessa época portas VGA e PS2 ainda eram comuns.

Abrindo um iMac mid 2011 para ver o drive de CD

iMac 2011
Daí eu comprei esse iMac 2011 junto com aquela máquina de lavar roupa do outro post. Aparentemente o único problema é o drive de CD que não está lendo. Desmontei pra dar uma olhada no drive e ver se compensa a troca. Segue o vídeo sobre como abrir o computador:

Como disse no vídeo pra época era um excelente computador. Hoje se trocar o HD por um SSD e colocar mais um pente de RAM ele fica um bom computador. O aparelho por dentro:

iMac 2011
Agora preciso arrumar um uso pra ele ou passar pra frente.