Por dentro do programador de EPROM Pocket Programmer

Este aqui é um velho amigo que já me ajudou muito (principalmente a pagar as contas) e que estava esquecido, já que acabou sendo substituido por um mais novo. Este gravador fez um relativo sucesso no ínicio deste século, apesar da simplicidade. Lembro de ter visto até um clone nacional dele numa caixa azul e preta.

O Pocket Programmer grava EPROMs (e EEPROMS e Flashs paralelas) até 32 pinos. A conexão com o PC é feita pela porta paralela e funciona até no Windows 7 de 32 bits (já testei).

O painel parece ter sido feito no Word com o nome escrito com WordArt:

Programador de EPROM Pocket Programmer

Poderiam ter feito algo mais discretos e mais bonito. Mas vamos olhar a placa do aparelho:

Placa do programador de EPROM
Tudo CI´s TTL´s comuns, fácil de reproduzir um gravador igual (o que explica os clones). A bobina faz parte do circuito regulador de tensão para gerar as tensões de gravação (VPP até 21V). Falando em regulador, o 7805 do VCC vai montado na parte de baixo da PCB:

PCB do Programador de EPROm
Pela marcação da placa ela foi produzida em (ou depois de) 1998.

O software não é muito complexo e parece ter sido feito em Delphi:

Software do programador de EPROM

Existe a versão III do Pocket Programmer, agora com USB, vendida pela módica quantia de US$269,00. Quanto a este do post como não tem mais uso acho que terei que colocar para adoção...

Um estranho rádio portátil

Encontrei este rádio numa das caixas de "utilidades" e me lembrei que o havia guardado para escrever um post (o primeiro!) aqui no blog. Isso foi em 2008 e depois de tanto tempo, finalmente, vou falar sobre ele.

Trata-se de um rádio AM/FM/SW da marca DAK e as informações param por aí. Nem um "Made in Algum Lugar" pra indicar a origem.

radio receiver DAK
O receptor já estava sem o indicador...
Pelo que lembro ele estava guardado na casa da minha mãe e não funcionava. Abri pra dar uma olhada e era apenas a chave do AC, que neste aparelho fica no plug onde vai o cabo da alimentação. Ao conectar o cabo a chave desconectava as pilhas e conectava a rede. "Bypassei" a chave e o rádio ligou, mas o potenciômetro de volume (com chave liga/desliga) estava quebrado. 

Foi conferindo o potenciômetro que notei o estranho circuito do rádio, principalmente a ausência das bobinas coloridas do circuito de FI:
Placa do rádio
Na época até cheguei a perguntar nas listas de eletrônica se alguém já tinha visto algo igual ou tinha mais informações. Aparentemente é um receptor regenerativo, não muito eficiente pois só recebe as estações mais próximas. Na faixa de ondas curtas não pega nada.

Conferindo o receptor esta semana vi que o circuito do amplificador de áudio é o manjado amplificador em classe AB. Na foto abaixo da pra ver o amplificador, a fonte e o que acredito ser um circuito regulador com um transistor:
Amplificador e fonte do rádio

O circuito de RF está no lado esquerdo da placa, com os componentes presos por numa "cera" (procedimento comum em receptores de rádio):

Área de RF do rádio

Levantar o esquema desta área levaria um tempo que poderia ser usado para outros posts que estou planejando. Mas se alguém souber alguma coisa sobre o aparelho ou deduzir a partir das fotos, por favor deixe um comentário aí embaixo.

Atualizado em 02/02/2014: Foto da placa por baixo:

Som do PC: Montando as Caixas de Som Makizou (Parte 6 - Finalizadas)

Saí de férias no fim de Dezembro e deixei as caixas de som com meu irmão mais velho pintar. A idéia inicial era cobrir as caixas com folha de madeira, mas não encontrei o material por aqui. As caixas foram lixadas e niveladas com massa antes da pintura (com tinta esmalte na cor preto brilhante). Como eu não estava aqui não deu pra tirar fotos do processo. As caixas finalizadas podem ser vistas na foto a seguir, sem o feltro (seguindo a receita japonesa) que cobre a parte de baixo:

Caixas de som Makizou
Como sempre o flash da câmera atrapalha as cores...

Potenciômetro com memória

Como contei num post anterior, recuperei dois potenciômetros motorizados da Alps (RK168). Na tentativa de encontrar uma utilidade para eles montei um circuito e escrevi algumas linhas de código para memorizar a posição do potenciômetro. Fica mais fácil de entender vendo o vídeo do circuito em funcionamento:


O circuito ficou assim:
Esquema microcontrolador potenciometro
Além do potenciômetro, reaproveitei também o controlador de motor BA6208 da sucata. O microcontrolador é um MC9S08QG8 da Freescale. O ideal seria um microcontrolador com alimentação de 5V que é a mesma tensão do motor do potenciômetro e do driver, mas como eu tinha alguns QG8 sobrando e a placa DEMO9S08QG8 (grava e debuga) optei por ele. A alimentação próxima a 3,3V foi conseguida a partir do 5V passando pelos três diodos 1N4148 em série.

O botão "MEM" grava o valor atual do potenciômetro na memória. O botão "MR" recupera o valor, levando o cursor do potenciômetro para a posição memorizada. O código que faz isso não tem muito segredo:
  MotorCtrl_PutVal(MOTOR_STDBY);  /* Desliga o motor */
  
  for(;;)
  {
    (void)AD1_Measure(0);         /* Inicia medida no conversor AD */
    
    Key = Teclas_GetVal();        /* Le as teclas */
    
    /* Verifica se uma tecla foi pressionada */
    if (Key == MEM_KEY)           /* Tecla de memoria? */
    {
      Mem_Value = AD_Value;       /* Memoriza novo valor */
      if (Mem_Value > MAX_VALUE)  /* Novo valor eh maior que o valor maximo permitido? */
      {                                
        Mem_Value = MAX_VALUE;    /* Nao passa do valor maximo permitido */
      }
      
      if (Mem_Value < MIN_VALUE)  /* Novo valor eh menor que o valor minimo permitido? */
      {
        Mem_Value = MIN_VALUE;    /* Nao passa do valor minimo permitido */
      }
      
      Key = NO_KEY;   /* Nenhuma chave pressioanada */
    } 
    else if (Key == RM_KEY) /* Tecla de recuperar? */
    {
      if (Mem_Value > AD_Value)         /* Verifica qual eh o valor maior */
      {
        while (Mem_Value >= AD_Value)   /* Enquanto nao ultrapassar o valor memorizado */
        {
           (void)AD1_Measure(0);        /* Inicia medida no conversor AD */
           MotorCtrl_PutVal(MOTOR_CW);  /* Gira motor no sentido horario */
        } 
        /* Talvez nao seja necessario freiar o motor, mas... */
        MotorCtrl_PutVal(MOTOR_BRAKE);  /* Freia o motor */
        Cpu_Delay100US(1000);           /* Espera 100ms */
        MotorCtrl_PutVal(MOTOR_STDBY);  /* Desliga o motor */
                   
      }else
      {
        while (AD_Value >= Mem_Value)   /* Enquanto nao ultrapassar o valor memorizado */
        {
           (void)AD1_Measure(0);        /* Inicia medida no conversor AD */
           MotorCtrl_PutVal(MOTOR_CCW); /* Gira o motor no sentido anti-horario*/       
        }  
        /* Talvez nao seja necessario freiar o motor, mas... */
        MotorCtrl_PutVal(MOTOR_BRAKE);  /* Freia o motor */
        Cpu_Delay100US(1000);           /* Espera 100ms */
        MotorCtrl_PutVal(MOTOR_STDBY);  /* Desliga o motor */       
      }
      
      Key = NO_KEY;   /* Nenhuma chave pressionada */  
      
    }
  }

O projeto completo com todo o código fonte pode ser baixado aqui (para CodeWarrior 6.3). Usei o Processor Expert do CodeWarrior pra facilitar as coisas e ganhar tempo. (Código sob licença WTFPL)

Trata-se de um loop infinito que fica checando se alguma tecla foi pressionada. A comparação para encontrar a posição memorizada foi feita apenas checando se a posição atual é "maior ou igual" ou "menor ou igual" que a memorizada. Isso causa um erro na posição final, ao parar o motor, mas nada que ultrapasse os 5%. Como o circuito foi montado apenas como uma prova de conceito não me preocupei muito com isso, já que pode ser melhorado no código depois.

O grande problema deste circuito é que se perde uma das pastilhas do potenciômetro para fazer o sensor de posição. Já não serve para controlar volume num amplificador estéreo, por exemplo. Até pensei em colocar mais um outro pot motorizado, seguindo o valor do outro e/ou outras firulas, mas preciso pesar se vale a pena fazer isso e se eu realmente vou usar.

Desmontando Luzes de Natal

Este deve ser o último video log do ano, tenho mais um gravado da Projete deste ano que ainda não editei e não sei se vai dar tempo.


Errata:
Numa destas sincronicidades o assunto das luzes de natal acabou sendo discutido hoje na PicListBr e foi lá que notei um erro no vídeo (que já estava gravado desde a semana passada e só terminei de editar e renderizar ontem). Aos 06:57 eu falo que se queimar uma lâmpada a rede série para de acender, mas isso depende do tipo da lâmpada. Algumas realmente abrem a malha e outras tem um mecanismo para entrar em curto caso o filamento queime (o pisca do vídeo usa estas últimas).

Errata 2:
O Luciano comentou sobre um erro no esquema do pisca de LEDs. Dei uma conferida no esquema e na placa e vi que faltou uma conexão no negativo da ponte de diodos e o CI YD803. Segue em vermelho a correção:
Esquema Pisca LED
E agora o mesmo esquema feito no PC:
Esquema Pisca LED
E uma foto da placa:
Placa pisca pisca

Consertando o RM Media Center Comtac modelo MULT9127

Comprei dois media center (Comtac MULT9127) destes já faz muito tempo no ferro velho (era bem comum encontrar este aparelho por aqui). Ambos apresentavam o mesmo problema de curto circuito na entrada de alimentação. Como sobrou um tempinho no fim de semana resolvi consertar os dois.


Mais detalhes do aparelho podem ser vistos em sua página oficial ou no vídeo de apresentação no Youtube. É um media player até que bonzinho, com o diferencial de tocar arquivos .rm e .rmvb. O problema é não possuir saída HDMI (só tem vídeo componente e video composto).

Abaixo vemos a placa do aparelho:


O CI principal é um AML8613 da Amlogic, ligado a uma memória SDRAM de 8Mx16 (IS42C16800B) e a uma memória EEPROM de 8 pinos (esqueci de anotar qual era). Fora isso tem só mais três CIs sendo dois reguladores de tensão e um LM358 (amp op para o áudio). A placa suporta cartões SD ou discos via porta USB.

Seguindo o conector de alimentação (5V DC) notei o diodo D1 que vai em paralelo com a esta entrada (catodo no positivo e anodo no terra). Retirei o diodo e constatei que o mesmo estava em curto. Na outra placa foi a mesma coisa. Trocados os diodos o curto sumiu e as placas ligaram (o LED de power acendeu). O diodo está indicado na foto abaixo:


Como não dá pra saber se é um diodo comum ou um zener optei pela primeira opção, colocando um 1N4148 SMD no lugar. Claro que o aparelho funciona mesmo sem o diodo, mas é bom deixar um ali para o caso de alguém ligar uma fonte com polaridade invertida.

Uma coisa chata nos aparelhos modernos são os conectores de alimentação onde cada fabricante usa um conector de tamanho diferente. Como os aparelhos vieram sem fonte (e sem controle remoto) tive que usar um conector de uma fonte universal que vem com vários modelos assim:


No caso do media center o que serviu foi o primeiro da direita, menorzinho. Tenho duas destas coleções de conectores salvos de fontes universais e elas já me salvaram mais de uma vez.

Confiante no conserto acabei trocando os diodos nas duas placas e remontei os aparelhos:

Um teste rápido na TV mostrou que ambos voltaram a vida, como esperado:
Pra que a opção de TEXT? Quem vai ler arquivo TXT na tela da TV?
Como não tenho o controle remoto usei os botões na parte de cima do media center para navegar pelos menus. Nessa brincadeira descobri que os botões estão trocados em relação ao que está indicado no painel do aparelho. A tecla de ENTER, por exemplo, é a tecla "para cima" e a da direita é a da esquerda. Isso me confundiu um pouco.

O problema agora é descobrir o que fazer com os aparelhos. As TVs que tenho aqui em casa já possuem entradas USB e tocam arquivos diretamente.

Reaproveitando componentes eletrônicos

Aproveitando o fim de semana desmontei algumas placas que estavam ocupando espaço embaixo da bancada. Eram quatro fontes chaveadas (duas de grande potência e duas pequenas) compradas no ferro velho por R$5,00 e uma e meia placas de aparelhos de som Sony que eu ganhei (o cara do ferro velho não quiz cobrar por elas).
Sucata Eletrônica
Era pra ter tirado foto das fontes maiores, mas só tenho essa aqui, com um zoom nos IRF540 de uma delas:

Sucata eletrônica

Minha estratégia para reaproveitar componentes é ver primeiro o que realmente interessa, pela ordem:

1. Componentes caros e/ou dificeis de encontrar. 
2. Capacitores eletrolíticos de grande valor ou de alta tensão de isolação.
3. Capacitores de poliester grandes (e as vezes os pequenos também).
4. Resistores de potência.
5. Dissipadores de calor

Não retiro resistores pequenos (1/4W pra baixo), capacitores cerâmicos de baixa tensão, componentes passivos em SMD, transistores bipolares de pequenos sinais (BCs e 2N da vida). Estes componentes compensam comprar novos em kits na China (pelo Ebay ou lojas como a DX). Também evito os componentes com terminais muito curtos.

A desmontagem foi feita com ferro de solda e sugador, já que meu soprador térmico foi pro saco (a Séfora queimou ele enquanto fazia leitão a pururuca). Após retirar o que eu queria as placas ficaram assim:

Placa desmontada

Placa desmontada

E o resultado é este:
Componentes eletronicos

E depois uma separada rápida:

Componentes separados

Retirei alguns transformadores das fontes pois estou pensando em montar uma fonte chaveada pra um projetinho e talvez precise dos núcleos de ferrite.

O melhor desta desmontagem foram os potênciometros motorizados da Alps. Agora só preciso arranjar o que fazer com eles:
Potenciometros motorizados
Os eletrolíticos de alta tensão:
Capacitores Eletrolíticos

Resistores de potência:
Resistores de potencia

Nos CIs eu salvei os drivers para os motores dos potenciometros, amplificadores operacionais e um TDA2009 (quem sabe sai um amplificador em breve):

Circuitos Integrados

Desta vez salvei também alguns capacitores eletrolíticos pequenos só por causa do "Ind.Bras.":
Capacitores Eletrolíticos Siemens

O Sturaro que é fã destes capacitores.

E depois de separados eles foram pra caixa de "futura separação" onde aguardarão até eu ter tempo para organizar meus gaveteiros de componentes (tarefa planejada para breve, já está na lista de prioridades).

Caixa de componentes eletronicos

Som do PC: Montando as Caixas de Som Makizou (Parte 5 - O primeiro teste)

E neste fim de semana finalmente consegui fazer o primeiro teste das caixas de som. Como eu disse no primeiro post da série, o som atual do meu PC é um parzinho de caixinhas da HP:

Caixas de som HP

Nada muito especial aqui, as caixas até que tem um bom desempenho quando comparadas com outras caixinhas de som para PC. Da esquerda para a direita vemos o controle de Tom, o de Volume e o botão de liga-desliga e por fim o LED de power. Uma vantagem deste par é receber a alimentação pela USB, sem precisar de uma tomada para as caixas. O problema é que como uma porta USB só fornece 5V de alimentação a potência máxima de saída não é lá muito alta.

Estas caixas são importantes para o novo sistema pois são elas as doadoras dos alto falantes para as Makizou:

Alto falantes

Pode ser dificil de acreditar, mas são estes pequenos de 3" mesmo. E como ainda não montei o amplificador valvulado o jeito é ir usando o amplizinho da HP que é este pequeno:

Placa do amplificador

O transformador no canto inferior direito é um indutor para a alimentação USB. O CI amplificador é um SJ2025 (2,5W em 4 Ohms). Retirei os alto falantes das caixas e botei a fiação de saída da caixa principal direto em conectores bananas fêmeas:
Amplificador modificado

Fiquei um pouco impressionado com o tamanho dos alto falantes. Perto das caixas eles parecem ainda menores:

Montando o alto falante na caixa

Depois de soldados os fios e aparafusados os pequenos nas caixas montei um setup para testes:

Makizou Horn Test

E o que eu ouvi não podia ser melhor, as caixas ficaram muito boas. A melhora nos graves é significativa, mesmo com este amplificador improvisado. Se alguém estiver precisando de uma caixa pequena e com um ótimo desempenho pode montar um par destas (se tiver paciência, pois a quantidade de peças é grande). Eu ia fazer umas medições mas não consegui acertar o software de medição (ARTA) com o microfone que tenho aqui. Estou pensando em outras formas de medir.

Pelas fotos já deu pra ver que ainda não finalizei o acabamento das caixas. Procurei aqui em minha cidade e não encontrei as folhas de madeira para o revestimento. Conversei com meu irmão e nos próximos fins de semana ele vai me dar uma mão no acabamento, passando uma massa e pintando as caixas com tinta esmalte. Vamos ver se vai ficar bom...

Televisão no Brasil antes de 1950?

Motores ESCO para Televisão 1929
Vejam esse anúncio aí do lado, retirado da revista Antenna número 37 de Maio de 1929. Sempre pensei que a TV havia chegado no Brasil em 1950, com Assis Chateaubriand, mas parece que já nos anos 20 a Televisão (a tecnologia) já era conhecida por aqui. E pra alguém pagar por uma página na Antenna pra anunciar "motores synchronos para televisão" é porque haveria um mercado para seus produtos aqui no Brasil.

O que me deixou curioso é onde seriam aplicados estes motores. Talvez para os leitores da Antenna da época fosse claro, já que não é explicado. A última frase do primeiro paragrafo fala em "estações de broadcasting" o que indica os transmissores. Mas poderiam ser para receptores também? Talvez em algum aparelho com discos de Nipkow?

E a pergunta principal: Houve algum experimento (ou mesmo algo comercial) com televisão no Brasil nas décadas de 20 e 30?


Construindo uma antena interna para TV (Versão 2)

Depois de montar uma antena interna para uma das TVs aqui de casa fui cobrado para construir mais uma para outra TV. Esta TV estava parada já há algum tempo por não pegar quase nenhum sinal. A antena usada neste caso era uma telescópica com um lado quebrado ligada via uma fita de 300 Ohms e um balum para 75 Ohms. Ela ficava jogada num canto atrás da TV.

Resolvi montar outra dipolo de meia-onda mesmo, por ser mais simples e por uma questão prática: Como os elementos são fixos o usuário não tem muito o que mexer na antena, ela fica paradinha sem risco de romper os cabos ou quebrar os elementos. O material para a montagem era a própria antena telescópica da TV e um cabo de 75 Ohms destes que vinham com video cassete:

Antena interna e cabo coaxial

Retirei todos os tubos da antena (só puxar forte que eles saem fora):
Elementos da antena

Para o cálculo do tamanho dos elementos levei em conta que esta TV será usada mais para assistir aos canais 16 (EPTV Sul de Minas/Globo) e o 14 (TV Alterosa/SBT). Assim uma antena para o canal 15, no centro dos dois canais, seria o ideal. Consultanto a tabela de frequências de canais, o canal 15 tem a frequência central em 479MHz. O que dá um comprimento de onda de 62cm e o dipolo terá então um comprimento total de 31cm ou 15,5cm por elemento.

Com o comprimento calculado, peguei os tubos da antena e cortei no tamanho adequado:
Elementos cortados

O suporte de plástico original da antena também foi aproveitado. No original a fita de 300 Ohms é ligada diretamento aos elementos, causando descasamento e perdas (o dipolo tem resistência de 73 Ohms). Aqui da pra ver a fita original:
Suporte da antena

Colocando o cabo de 75 Ohms o casamento fica um pouco melhor, mas foi preciso cortar um pedaço do suporte para que este cabo entrasse:
Suporte da antena cortado

Por fim soldei o cabo no suporte e aparafusei os elementos:
Antena montada

Com o medidor de nível de sinal procurei o melhor ponto para a antena, nos canais 14 e 16, eliminando o tipico "mexe na antena e vê se a imagem tá boa". Com o melhor nível medido, fixei a antena no lugar (na lateral de um guarda roupas) e liguei na TV pra comprovar o funcionamento. Funcionou como esperado.