Links de Março...

Hm... Faz tempo que não posto nada então vou colocar aqui uma lista de links que estavam no bookmark do navegador. Eu saio marcando vários sites e a lista acaba ficando enorme, preciso limpar qualquer hora.

E como tá faltando post no blog e sobrando link no "favoritos" segue a lista...



3. E para quem gosta de pedais de marcas mais famosas tem essas 23 páginas com fotos internas de muitos deles no Bossarea.

4. Uma maneira interessante de gravar painéis de alumínio corroendo com percloreto de ferro. Mais um site excelente (e em Português!) que encontrei enquanto pesquisava para o pedal...

5. The Hoard: o paraíso na terra. Ainda estou longe de ter um local assim... 10 páginas com fotos.

Agora links para os projetos do pessoal das listas que participo:

6. Display de AR do professor Paulo Roquetti. Mais projetos do professor podem ser vistos em seu canal no youtube.

7. LED Scope com R8C/1A do PacMan. Post de um ano atrás, mas tá valendo.

8. Um botão de Pausa para o Atari 2600. Este é do Victor Trucco cujo site também está ali do lado, na minha lista de leitura diária.

9. Conversores de pinagem para CI´s (feitos em casa). Do site do Tabajara, que parou no tempo da Web 1.0 (visualmente). Um dia ele para de usar o FrontPage 98 pra fazer site e de quebra coloca botões de navegação para que o usuário possa voltar a página principal...


Mapa do trajeto da TGIMBOEJ Brasil 2

Para acompanhar o andamento da TGIMBOEJ 2 fiz o mapa de lugares por onde ela passou e vou atualizar conforme o pessoal for dando continuidade ao projeto. Os links para as postagens de cada destinatário estão no mapa também. Basta clicar nos marcadores azuis.

Visualizar TGIMBOEJ Brasil 2 em um mapa maior

TGIMBOEJ Brasil 2

Depois de mais de um ano sem atualizações no rastreamento da primeira (e infelizmente única) TGIMBOEJ brasileira resolvi criar mais uma. Desta vez vou ficar de olho e cobrar cada um dos destinatários para ver se a coisa anda. As regras da caixa estão no post da primeira e a a nova já está pronta e será enviada amanhã para o primeiro destinatário. Segue uma foto da caixa antes de ser fechada:

A caixa desta vez ficou menor e tudo coube numa caixa Tipo 2B dos Correios. Não coloquei coisas muito grandes como da outra vez. Assim ela fica mais barata para enviar, o que me lembra de dizer algo importante e que gerou dúvidas quando a primeira ainda seguia seu tortuoso caminho:

Antes de pedir a caixa saiba que você não terá lucro algum com ela. Provavelmente os custos de envio para o próximo destinatário não serão compensados pelo que você retirar da caixa. O que importa aqui é a diversão. Então tenha isso em mente caso queira realmente entrar na brincadeira!

Incluí algumas coisas depois de tirar a foto anterior, mas já dá pra ter uma idéia de como ficou. Uma curiosidade é que apesar de ser uma caixa de sucata acabei incluindo muitos componentes novos. Tinha muita coisa aqui que nunca seria usada e ficavam ocupando espaço nas gavetas de componentes. Um exemplo são os LED´s abaixo, não sei como usaria esses LEDões vermelhos de 12mm ou os brancos de 10mm. Quem sabe encontrem alguém que tenha um projeto que possa utiliza-los.

E tem também esse kit de display de 8x2 com uma placa demo com PIC. Comprei na Sure Electronics e o redescobri enquanto fuçava nas caixas de tranqueiras em busca de itens para a TGIMBOEJ. Que seja bem usada por alguém que receba a caixa...

Um distribuidor de cartas com Arduino

Distribuidor de cartasPois é, não sou de postar links com projetos de outros sites aqui no blog mas gostei muito deste aqui e resolvi compartilhar. O Thales Nicoleti postou em seu blog um "Distribuidor de cartas automático" muito bem feito num post muito detalhado. Poxa, gostei da mecânica da coisa e da solução para retirar as cartas do baralho. Fora o sistema de controle montado numa caixa de fonte de PC.

Vai lá conferir e não deixe de assistir ao vídeo da máquina em funcionamento no fim da página. Um projeto destes merece sua visita.

E por falar nisso, conheço outros projetos em sites de eletrônica em Português que também merecem uma maior visibilidade. Sempre encontro projetos legais em sites pequenos e blogs-de-um-post-só por aí, enquanto estou pesquisando, e vou ver se faço mais posts como este. Aceito sugestões de links também, seja de um projeto que você fez ou de outra pessoa, desde que seja em Português. Pode usar o novo e-mail aí do lado ou os comentários.

Pedal de Efeitos (Parte V): Esquemas e Fotos da Montagem

Depois de muito tempo aqui estão as fotos da montagem do pedal. Nos últimos meses ele deu uma volta por aí, mas agora está aqui comigo e poderei fazer alguns ajustes no circuito e no software. Internamente o ninho de gato ficou assim:

A placa vermelha é a DCF51AC256 que vem com o kit DEMOAC da Freescale. Esta placa é a mesma que vem com outro kit de outro microcontrolador, a DEMOJM. Acredito que ninguém vai replicar este pedal, já que é muito mais fácil usar um PT2399 ou um FV1. Como eu disse nos posts anteriores o pedal foi um desafio para ver se eu conseguia fazer algo como o PT2399. Deu certo, mas ficou caro e ninguém vai querer copiar. Tentei usar o oscilador interno do microcontrolador mas como não deu certo e não queria perder tempo eu soldei um cristal de 4MHz direto nos pinos da placa.

Logo abaixo dá pra ver o conversor D/A com malha R2R. Os circuitos analógicos do pedal foram montados em uma placa separada montada em pé, assim:


Nesta placa foram montados dois operacionais TL082 (tinha uns 15 na caixa de componentes, podem ser trocados por outros) e o regulador de 5V. O circuito não passa de dois mixers e dois filtros passa-baixas. O primeiro mixer recebe o sinal direto da guitarra e dá um ganho de quase 5. Assim caso um sinal de 1Vpp seja aplicado na entrada a saída pode chegar até o conversor AD perto do limite de 5V, garantindo uma conversão melhor, com 72dB de range (20Log(4095) em 12bits). Este mixer recebe parte do sinal da saída do conversor DA ajustado pelo potenciometro de retorno. O outro operacional da entrada é usado para o primeiro filtro passa-baixa com fc em torno de 8kHz. As fórmulas para calcular dos componentes do filtro podem ser encontradas em qualquer livro ou site sobre operacionais. No meu caso usei o site Okawa Electric Design para facilitar as coisas. A saída do filtro vai direto para o conversor AD do microcontrolador.

Na parte de baixo do esquema o circuito é o oposto do anterior. Um filtro passa-baixas também em 8kHz dá uma ajeitada na saída do conversor DA (R2R) e entra no mixer de saída misturado com o sinal de entrada. Coloquei um potênciometro para regular o nível do efeito em relação a entrada original.

Como a fonte não é simétrica e o conversor AD não aceitam tensões negativas, um nível DC é injetado nos operacionais via divisor de tensão em alguns pontos (em 2.5V). A alimentação só tem um 7805 para gerar o 5V do microcontrolador, nada mais. Os operacionais são alimentados diretamente pelos 9V da fonte externa, por isso o diodo na entrada. Isso evita que uma alimentação invertida queime todo o circuito. Não quero ter que dar manutenção nesse ninho de gato. Depois de tudo montado ficou dificil fazer qualquer modificação no circuito. Devia ter feito uma placa única para todo o circuito. Isso que dá fazer as coisas às pressas.
Para fechar aí está o esquema do circuito digital do pedal. Só o uControlador mesmo, a malha R2R, dois LED´s e as chaves ligadas a três entradas. Estas chaves selecionam o efeito no estilo dos velhos multicart Atari da Dactar. Um potênciometro ligado a uma entrada analógica controla o tempo de atraso e outros parametros do efeito. Algo que faltou foi uma forma de desligar o sinal de entrada para deixar só o sinal processado na saída. Isso aumentaria a quantidade de efeitos que eu poderia criar.

Agora só falta postar sobre o software, mas vai ter que ficar para outro post. Preciso ajeitar o projeto para ficar apresentável e colocar alguns outros efeitos que eu e o Mário bolamos. Não sei se irão funcionar então precisarei de um tempinho para testar. Até mais...

Lembranças do Univac 418...

A foto abaixo é do painel de um computador Univac 418 que pertencia a FAI. Os 418 eram computadores transistorizados de 18 bits e foram produzidas aproximadamente 400 unidades de três modelos diferentes (O da FAI parece ser um modelo 2) de 1963 a 1969. Um brinquedo destes, na versão básica, custava mais de US$250.000. (fonte)

Univac 418

Esta unidade pertencia a Companhia de Processamento de dados do Estado de Minas Gerais (PRODEMGE) e foi doado para a FAI em 1977, pelo governador Aureliano Chaves. Dando uma pesquisada encontrei um documento com um projeto de alunos da FAI que modelaram o computador e o prédio onde ele ficava (ocupando uma sala inteira) em 3D no Blender. A leitura é interessante (página 173).

Consegui estas fotos do painel do U418 no mês passado e elas me trouxeram algumas lembranças de infância. Era por volta de 1985 e eu morava perto da ETE e da FAI. De vez em quando alguma criança aparecia com estranhos cartões com furos e sequências de números (parecidos com este aqui) encontrados perto da FAI. A utilidade destes cartões era motivo de muita especulação. A hipótese mais aceita era a de que os cartões seriam as provas aplicadas aos alunos da “administração” (era assim que chamávamos a FAI na época).

Para nós o uso mais comum dos cartões era como moeda de troca (já que dinheiro de verdade ninguém tinha). Os cartões eram escassos e todo mundo queria ter alguns. Dava pra trocar por brinquedos, figurinhas ou gibis (alguns exemplares da minha primeira coleção foram embora assim) com os outros moleques do bairro. Isso durou algum tempo até a “desvalorização da moeda” quando uma menina conseguiu uma caixa inteira destes cartões e distribuiu pra todo mundo.

Já deu pra entender que os cartões eram os usados para programar o U418. Como os programas ocupavam muito espaço físico por causa dos cartões estes eram descartados depois de um tempo. E nós então brincávamos com programas velhos que foram jogados fora. A caixa de cartões devia ser de um programa bem grande (tipo esta aqui)...
Univac 418

Univac 418

Univac 418

Univac 418

Pulando alguns anos tive meu primeiro e único encontro com este lendário computador (a lenda dizia que ele era da NASA). Numa feira da FAI a sala onde ele ficava estava aberta a visitação. Não sei se ainda era usado ou mesmo se funcionava. Desta visita o que mais me chamou a atenção foi o piso elevado verde do CPD que tinha uma das placas estragadas (com um rombo). O computador que é bom eu nem lembro direito...

Parece que o painel mostrado nas fotos é a única parte que sobrou do computador e estará no acervo do futuro museu da FAI.

Univac 418 circuit

Univac 418 circuit

Visita ao museu da ETEFMC (Parte III): Válvulas Termiônicas

Nesta terceira parte vamos dar uma olhada nas válvula expostas lá no museu. As válvulas "comuns" (aquelas pequenas de aparelhos antigos "normais") estão num expositor com uma etiqueta de "Válvulas Diversas" (clique para ampliar):



Agora as válvulas diferentes... São válvulas bem maiores e mais estranhas, de maior potência. De novo temos a etiqueta "Válvulas diversas" como unica informação disponível. Me lembro que estas válvulas antigamente (até 1995 pelo menos) ficavam na biblioteca da escola, atrás da bibliotecária. Esqueci de anotar os códigos para procurar algum link interessante pra colocar aqui. A unica foto que dá pra ler alguma coisa indica uma válvula F-212 (segunda foto abaixo) fabricada pela Federal Telegraph Company:






Visita ao museu da ETEFMC (Parte II): Mesa Telefônica

Continuando a série de posts sobre o museu da ETEFMC seguem as fotos de uma mesa telefônica da marca Telequipo. Para nossa felicidade a parte de trás da mesa estava aberta e deu pra tirar fotos da fiação interna. Primeiro as fotos externas (clique para ampliar):

Central Telefônica

Central Telefônica

Central Telefônica
Agora a parte interna. Note que a mesa não passa de um monte de fios e conectores. Aqueles cabos grossos com pesos são os cabos dos plugues frontais. Quando desconectados os pesos puxam os plugues para os seus locais de descanso na mesa.
Central Telefônica

Central Telefônica

Central Telefônica

Central Telefônica

Central Telefônica

Visita ao museu da ETEFMC

Estou adiando este post já faz um tempo... As fotos de minha visita ao museu da ETEFMC estavam mofando no HD por causa da minha preguiça em selecionar e redimensionar para publicar aqui. Fui ao museu no dia seguinte a visita a XXX Projete este ano. A visita rendeu 4 GB de fotos e vídeos dos quais selecionei alguns arquivos para os posts desta semana. 

Neste primeiro post vou colocar fotos dos painéis que contam a história da escola e alguns itens não eletrônicos (estes ficarão para os próximos posts). Clique nas imagens para ampliar...

Vista parcial do museu:

O post ficou grande, então vou quebrar aqui...

Pedal de Efeitos (Parte IV): Notícias

Bom, já faz um tempo que não falo do projeto do pedal de efeitos para guitarras. O projeto seguia seu ritmo normal (devagar, quase parando, mas andando) até o mês passado. Mas aconteceu do Mário (o editor fantasma do cuxaxo) precisar de algum circuito para apresentar numa feira na faculdade e ele acabou levando o pedal. Assim o projeto ganhou mais um membro na equipe de desenvolvimento.

Quando ele decidiu fazer isso havia apenas o circuito de testes no protoboard com o evaluation board do Coldfire. E o software só estava com o efeito de delay funcionando.

Com o prazo do Mário apertado eu rabisquei um esquema, coloquei os componentes do painel na caixa (foto acima) e separei os componentes da placa principal para passar adiante. Foi nessa hora que descobri que o circuito com dois conversores DA's não caberia na caixa. Assim tive que cortar um deles e tentar resolver o problema da falta do DA mais tarde, por software. A placa inicialmente seria um pedaço de placa universal que eu já havia recortado num tamanho que achei que caberia tudo. Mas essa parte também não deu certo, a caixa não iria fechar se eu usasse uma placa daquela maneira. Sem os componentes montados até dava pra acreditar que caberia: 
Mas depois de furada e com os componentes posicionados no painel a coisa ficou apertada. As três chaves são para a seleção de efeitos e embora ocupem muito espaço foi o que deu pra colocar já que eu não tinha uma chave rotativa a mão. Inicialmente a seleção dos efeitos seria feita por um potênciometro, mas isso gastaria mais uma entrada do conversor AD resultando em redução na taxa de amostragem. Como eu já havia sacrificado parte do tempo de amostragem ao retirar um conversor DA (falarei sobre isso quando publicar o software) abandonei a idéia do pot. Por dentro os componentes do painel ficaram assim:

As fotos deste post foram tiradas antes da montagem final do pedal e da apresentação na feira. Assim que tiver o pedal de volta tiro fotos da gambiarra que ficou lá dentro e falo do software. Nessa parte adianto que somente o delay funcionou bem, com duas faixas distintas (de 15ms a 200 ms e de 200 ms até 800 ms), O reverb ficou metálico e precisa de uma revisão do algoritmo. O Mário tinha algumas idéias para novos efeitos mas acabou não implementando. Como a feira já passou podemos trabalhar agora com mais calma no software e otimizar um pouco mais o hardware.

Para finalizar aí estão duas fotos do pedal na feira (com o Mário na guitarra). Nesse dia foi a primeira vez que ouvi o pedal fora do circuito de testes no protoboard. A montagem até que ficou bem robusta e acabou me surpreendendo. O áudio também não ficou tão ruim, vou ver se gravo alguma amostra pra postar aqui.