Pois é, o Tabajara finalmente lançou mais um vídeo. E como ele pediu pra divulgar, taí:
Por Dentro do Urso Web da Estrela
Chega de falar de osciloscópios...
Então, eu já estava de olho neste urso já faz alguns anos. A antiga dona (uma ex-amiga minha) comprou para o filho dela em 2006 (acho), usou uma ou outra vez, tentou trocar a história dele, ou melhor, pediu para que eu trocasse e depois ficou guardado o resto desses anos todos. E só agora, numa arrumação de casa, ela acabou me passando o urso para que eu finalmente pudesse dar uma olhada.
O Urso Web foi lançado pela Estrela por volta de 2001/2002 e aparentemente não fez sucesso algum. Nesta época ele custava por volta de R$250,00, e este aqui foi comprado por uma fração do preço original alguns anos depois, numa promoção de liquida estoque. Ele pode ser descrito como uma versão mais moderna do Teddy Ruxpin e com "tecnologia nacional". Ao contrário do Teddy no Urso Web é possível mudar o rumo da narrativa em algumas partes apertando os "sensores" nas mãos, pés e barriga do urso. A tal da "tecnologia nacional" foi feita pela Constanta (que eu achava que nem existia mais, o que me deixou curioso desde a primeira vez que vi o "Powered by Constanta" na caixa do Urso).
Na caixa, além do urso, vinha um "cabo para internet" e dois "Web Cards". Os "Web Cards" eram cartões de papelão com um código para baixar 4 atividades (histórias inerativas) para carregar no urso. O "Cabo para Internet" era um cabo com um DB9 numa ponta e um conector DIN na outra. Nas costas do urso, abrindo o velcro, dá pra ver o conector femea, marcado como "Entrada para Internet":
Ao contrário de outros bichos de pelúcia que eu já desmontei este aqui até que foi fácil de abrir. A parte de pano é fixada por presilhas plásticas (cada um chama isso de um nome diferente, clique aqui e veja sobre o que eu estou falando) e foi só cortar a do pescoço e uma embaixo que a "pele" saiu e ficou assim:
Sete cabos (6 sinais e 1 GND) saem da caixa principal do brinquedo para os "sensores" das mãos, pés, barriga e reset (nas costas). Estes sensores são apenas chaves comuns que comutam o terra para os outros fios quando apertadas. Eles são montados em plaquinhas como esta:
Algo curioso que encontrei ao abrir o brinquedo foram estes panos colocados no buraco do alto falante:
Foram colocados ali provavelmente para tentar diminuir o volume do som, que é um pouco forte, realmente. Abrindo os "panos" me deparo com isso:
Mas deixa isso pra lá, eu não deveria me espantar tanto assim sabendo de quem era o urso...
Partindo logo para o que interessa, aberta a caixa principal vemos a placa, o alto falante e a caixa redutora com o motor que move os lábios do urso:
A placa vista por cima é assim:
Muito bom o uso de conectores deste tipo para os fios. É possível tirar a placa toda sem precisar dessoldar ou cortar fios. No canto superior esquerdo está o conector DIN marcado como RS232 (a "entrada para Internet"). CR1 é um cristal de 16 MHz para o microcontrolador (que está embaixo, já chego lá) e os dois transistores são um BC337 (Q2) e um BC547 (Q1). Estes dois transistores controlam o motor que move a boca do urso. O arranjo é bem legal com um circuitinho ligado diretamente ao alto falante (de 32 Ohms x 0.5W), assim a boca se mexe conforme a fala do urso. O alto falante é ligado ao CI DIP da foto que é um MSP53C391 (sintetizador de voz).
E do lado de baixo:
U1 é um ST232K (MAX232 genérico) para a serial. U4, U5 e U6 eu não consegui encontrar mais informações (são da ST com a marcação 4256AW6). Desconfio que sejam memórias EEPROM de 32kB cada onde ficam guardadas os arquivos de audio (a história que o urso conta). O CI de 20 pinos é um velho conhecido meu: um microcontrolador MC68HC908JK1 da Motorola. Este microcontrolador possui apenas 1.5kB de memória Flash e não possui serial por hardware. O pessoal da Constanta deve ter tido um trabalhinho bom criando a serial para o RS232, a SPI para as memórias e a comunicação com o sintetizador, tudo por software e enfiar nesses 1.5kB.
A parte mecânica é bem simples, com apenas um motor. Olha a caixa de redução aberta:
Toda essa redução no final fica puxando uma mola que move a boca do urso:
Infelizmente a Estrela não dá mais suporte ao Urso Web. Não é possível fazer o download do software para PC e muito menos novas histórias. Lembro que tentei usar o software na época e não consegui fazer funcionar com o urso (no Windows XP). Ele ainda está com a história original que dura um minuto mais ou menos.
Pra completar fiz um vídeo com ele funcionando:
Por dentro do osciloscópio 2530B da BK Precision
Continuando o assunto dos osciloscópios, esta semana rolou uma discussão sobre o scope 2530B da BK Precision nas listas que participo. Como eu tenho um destes que já saiu da garantia resolvi desmontar pra tirar umas fotos e obter mais informações. O osciloscópio é este aqui embaixo (na foto a ponta de prova é uma da DX que eu estava testando):
A princípio pensei que seria simples a desmontagem do aparelho já que apenas quatro parafusos prendem a tampa traseira. Acontece que dois deles ficam embaixo da alça do osciloscópio e esta alça não sai (não consegui tirar de jeito nenhum). Só consegui soltar os parafusos com uma chave philips fina e com muita paciência. Sem os parafusos puxei a tampa traseira e ouvi um barulho de plástico quebrando. Pensei que era uma trava ou mesmo um parafuso que eu não tinha visto. Mas foi isso aqui:
A chave liga-desliga que fica em cima do aparelho e cujo knob passa pela tampa traseira ficou presa nesta e ao puxar eu quebrei o pino da chave. O correto é retirar o knob da chave antes de abrir a caixa. Tive que colar o pino quebrado com Super Bonder na hora de remontar o aparelho. O remendo deu certo e a chave está funcionando normalmente.
A caixa interna do scope é assim:
A tampa traseira é só encaixada nas laterais e fica presa só pelos parafusos do conector DB9 da serial. Retirada a tampa vemos a placa principal e a placa da fonte:
Tem uma tampa em cima presa com dois parafusos que tem que ser retirada pra abrir caminho para a chave poder alcançar os parafusos da placa principal. Placa esta que é presa também pelos conectores BNC ao painel frontal. A placa principal é esta aqui:
Os circuitos dos canais de entrada são blindados, mas na foto aparecem sem a tampa, que eu retirei pra poder mostrar melhor. A terceira e última placa do aparelho é a placa do painel frontal:
Como dá pra ver são oito encoders rotativos e vários pads para o teclado de membrana frontal. Alguns destes pads possuem LED's SMD que iluminam algumas das teclas da membrana. Embaixo é assim (os ci's são multiplexadores analógicos):
Dando uma olhada mais de perto na placa principal vemos primeiro o processador Black Fin ADSP-BF531 da Analog Devices ligado a 64Mb (8MBytes) de Flash (S29GL064N90) e 128Mb de DRAM (H57V1262). Embaixo, ao lado do buzzer tem o controlador USB ISP1362:
Os circuitos de entrada dentro da blindagem:
Depois de tirar as fotos da camera e com o scope já remontado foi que eu vi que não tinha anotado os códigos dos CI's da entrada. Embaixo, fora da blindagem, tem alguns multiplexadores analógicos (74HC4051 e HC4053):
Deixei o principal para o final, que são os conversores A/D das entradas ligados a uma FPGA Cyclone IV da Altera:
Em cima, lá no canto direito tem um controlador do LCD (HX8817) e embaixo da placa tem uma PLD LCMXO256 da Lattice:
Nestas duas últimas fotos dá pra notar que existem locais para mais três conversores A/D's que devem ser usados em outros modelos de osciloscópios. E por falar nos conversores A/D's, foram eles que me levaram a abrir o aparelho. O único problema é que a BK raspou os CI's! Sem o part number dos conversores fica difícil avaliar se os circuitos são superdimensionados como nos aparelhos da Rigol que com uma troca de firmware podem passar, por exemplo, de 50MHz para 100MHz.
Meu Novo Velho Osciloscópio
O Macagnan perguntou sobre o osciloscópio Tektronix do meu cunhado no post anterior e me lembrei das fotos que tirei do meu novo (ou muito velho) osciloscópio. Era pra ter postado estas fotos no ano passado mas acabou igual aos outros posts que nunca escrevo. Tem muita foto guardada aqui e post que é bom nunca sai...
Mas voltando ao osciloscópio, comprei este aqui num ferro velho ano passado. Sempre quis um osciloscópio analógico valvulado para usar de enfeite (isso mesmo, igual nos filmes). Não precisava funcionar, apenas ser valvulado, com a tela verde, muitos botões, em bom estado e o menor possível. Encontrei um que atendia estes requisitos uma vez, bem pequeno e valvulado, acho que era um Philips. Acabei não levando e da outra vez que voltei ao ferro velho ele já não estava lá. Este aqui eu decidi não deixar passar, embora seja bem maior e de tela cinza.
Em casa tenho dois outros osciloscópios, um BK Precision 2530B e um JYE Tech DSO 062. Já este velhinho é um osciloscópio nacional da marca Engro modelo ORC-10. Claro que não encontrei nenhuma referencia a este modelo na rede, deve ter alguma coisa em alguma revista de eletrônica antiga, quem sabe? Na traseira tem uma placa com o número de série (123) que não diz muita coisa:
O aparelho estava um "pouquinho" sujo por fora e precisou de um pouco de trabalho para ficar mais aprasentável. Tive que desmontar tudo pra poder limpar o painel frontal que estava assim:
Para retirar o painel frontal tive que abrir o osciloscópio inteiro. A parte interna não estava muito limpa também:
Não consegui identificar o ano de fabricação, mas parece ser um modelo mais recente já que usa placas de circuito impresso e não um chassi de metal para a montagem das válvulas (fotos tiradas depois da limpeza):
Atrás painel a montagem lembra mais um aparelho valvulado:
Encontrei duas coisas curiosas dentro dele. Primeiro a válvula da fonte tem uma espécie de borracha no topo presa por meio de fita adesiva. Deve ser por causa da alta tensão que deve ter por ali:
Segunda curiosidade é esta válvula ECC85 da Tchecoslovaquia (Todas as outras válvulas são nacionais) da marca Tesla:
Claro que tentei ligar o aparelho, mas não deu sinal de vida, nenhuma válvula acendeu. Uma pena, quem sabe algum dia eu tento arrumar...
Serra Tico Tico de Máquina de Costura
Fui ao aniversário de minha sobrinha na casa da minha irmã semana passada e aproveitei pra conhecer o sotão, onde meu cunhado tem sua "oficina". Tirei algumas fotos com o celular (que não ficaram muito boas) pra postar aqui, incluindo a serra tico tico dele feita a partir de uma máquina de costura.
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Primeiro uma vista do sotão:.
A serra foi feita para cortar madeira usada em aeromodelos. Abaixo dá pra ver o motor acoplado a máquina:
Agora o detalhe da serra acoplada a máquina (marca Vigorelli, da qual nunca ouvi falar, ainda bem que não foi uma Singer, os sauditas dizem que valem ouro, hehe) :
Dei uma pesquisada agora pouco e vi que é bem comum essa modificação. Tem um post no GuiaCNC com alguns vídeos interessantes. Da próxima vez vou ver se faço um vídeo dela funcionando também.
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Ah, coitado do Tektronix juntando poeira na prateleira...
VideoCast do Tabajara
Bom, o Tabajara criou uma campanha pra ver se eu volto a publicar aqui. E não pensei em nada melhor do que começar uma contra-campanha para que o Taba crie vergonha na cara e siga com o seu VideoCast (que até agora só teve o episódio zero):
P.S. - Eu não abandonei o blog. Mudei recentemente e ainda não deu pra organizar tudo pra voltar a publicar.
Socializando...

Então povo, o Pakéquis (um dia explico esse nome) agora está no Facebook. Criei uma página pra ele por lá pra facilitar postar coisas menores (fotos por exemplo), notícias e outras coisas que encontro por aí. Pra acompanhar é só clicar em "Curitr" aí na caixa ao lado ou diretamente na página (http://www.facebook.com/pakequis).
XXXI Projete na ETEFMC
Seguindo a tradição aqui estão as fotos da PROJETE deste ano. Dei só uma passada rápida por lá (a feira foi do dia 6 a 8 de Outubro) e só tirei algumas poucas fotos. É só clicar nas imagens pra ver maior (o zoom de imageens no Blogger está bem melhor agora).
Primeiro um kit educacional antigo. Tão antigo que até eu usei nas aulas no meu tempo. É um módulo fabricado pela Datapool de Itajubá.
Este ano montaram uma sala com vários experimentos de física e tinha uma vitrola valvulada com alguns discos de vinil (a molecada hoje não sabe o que é isso). Tirei fotos internas onde dá pra ver que fizeram algumas adaptações e alguns consertos com componentes mais novos. A marca é Intramar (que eu nunca ouvi falar).
A área de ex-alunos estava mais vazia que no ano passado e além dos mesmos aparelhos que eu mostrei aqui em outro post tinha esta valvula grandinha:
E marcando presença o cachorro robô, agora com uma pintura mais "natural" e pelo crescido...
Um diorama estranho num projeto de alunos. Não me atrevi a perguntar o que era...
E sim, tinha uma parte eletrônica do lado:
Uma mão biônica (também projeto de alunos) com uma mecânica bem feita e complexa (talvez não muito prática, mas muito legal).
Claro, tinha bichinhos de componentes também:
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