Como desligar o som da câmera do Sony Ericsson K550i

Descobri essa dica semana passada conversando com um colega. Eu reclamei pra ele do som da câmera do k550i que não tem como ser desligado. A única opção disponível é um menu para escolher entre cinco sons diferentes. Ele então me perguntou se eu havia tentado tirar uma foto com o celular em modo silencioso. Testei e não é que funcionou?

Pode parecer óbvio, mas eu nunca tinha cogitado esta opção. Então, para desabilitar o som da câmera do K550i é só apertar e segurar o botão “#” (modo silencioso).

Dica testada no Sony Ericsson K550i cinza (faz diferença a cor?). Pode ser que dependa do firmware pra funcionar, já que o povo anda reclamando das câmeras de celular. Os novos firmwares já devem ter retirado essa opção, mas não tenho certeza.

Mais um cartucho de OneStation (e uma picaretagem com a série Harry Potter)

Cartucho OneStation
Recebi semana passada o cartucho de OneStation da Dealextreme. Ele veio no estojo da foto ao lado e contém 44 jogos. Diferentemente do cartucho da Estrela esse aqui só tem jogos de 8 bits. Como sempre desmontei o cartucho e tirei algumas fotos.
Não é muito diferente do cartucho de 16 bit’s. O cristal deste aqui é de 21MHz e a memória é uma 29LV160 (16Mbit, 2Mbytes ou 1M x 16 bits). Os jogos então devem ser de 32kB e 64KB.
Como pode ser visto na foto a frente do cartucho exibe uma imagem de Harry Potter e na capa do estojo também há uma imagem do filme. Pensei que isso fosse apenas uma caixa genérica como acontece em outros produtos chineses, mas na lista de jogos consta um tal de “Hally Poter Goblet of Fire”. Estranhei muito isso, pois dificilmente sairia um jogo de 8 bits da franquia Harry Potter. E como na China tudo pode acontecer eu só iria descobrir se era verdade após checar o cartucho (por lá existem mais de sete livros da série).
E por incrível que pareça o jogo realmente existe! O erro (se for) no nome (Harry x Hally) aparece na lista de jogos, na tela de apresentação e durante o jogo. Interessante que a capa do estojo vem com o nome correto.
O jogo em si é um típico plataforma e o personagem principal apenas desfere murros e chutes. A primeira fase se passa na casa dos Dursley e não faz muito sentido. Joguei até a segunda fase e me pareceu um joguinho bem difícil.
Antes de cada fase há uma pequena apresentação com legendas retiradas diretamente do livro. Só há um problema, os trechos não são de “Harry Potter e o Cálice de Fogo” mas de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Minha teoria é que mudaram o nome para aproveitar o quarto filme que devia estar passando na época de “desenvolvimento” do jogo.
Segue um video que gravei das apresentações e do gameplay até a segunda fase:

Dissecando o OneStation da Estrela

Lançado em 2006 este console portátil da Estrela não fez sucesso algum por aqui. Inclusive parece que a Estrela não lançou nenhum outro cartucho para o sistema. Segundo um anúncio que acompanha o aparelho além dos jogos seriam lançados cartuchos com funções especiais (MP3, câmera, etc). Lá fora você só consegue encontrar os jogos, isso quando encontra. No momento só existe apenas um cartucho disponível na DealExtreme.

OneStation na caixa
Como a quantidade de informação sobre o hardware do OneStation é escassa resolvi abrir o meu e coletar alguns dados. Este aqui é o OneStation “clássico” lançado pela Estrela. Existe uma nova versão chamada OneStation Elite com um formato de cartucho diferente. Para fotos maiores e outras informações veja esta página no site do Darkfader.

OneStation da Estrela
Fisicamente o console é uma cópia do Game Boy Micro da Nintendo. O formato dos cartuchos também é parecido com o do Game Boy (Advance). A caixa e manuais estão em Português e os 10 jogos do cartucho parecem ser de 16 bits (a qualidade dos gráficos indica isso). Abaixo uma foto do cartucho e a lista de jogos:

Cartucho do OneStation
Lista de jogos:
1. Deep Storm: Jogo espacial e, na minha opinião, melhor jogo dos 10.
2. Pinball Fish: Mesmo estilo do Breakout do Atari.
3. Jewel Fever 2: Suma com as pedras de mesma cor, legalzinho...
4. Dream Bubble: Um Tetris com bolhas.
5. Busy Bong: Tem um nome pra esse tipo de jogo só que esqueci...
6. Magic Jelly: Ainda não entendi como se joga.
7. Plumber: Um encanador num jogo de plataforma que não é o Mário
8. Mr. Onion: Suba as escadas, colete itens e fuja dos monstros...
9. Go, Smile: Estique a cobra mas não deixe os inimigos encostarem (epa!).
10. Seek the Resources: Pacman disfarçado.

Todos os jogos são simples (casual games) com gráficos muito bons.

Mas vamos ao que interessa: a eletrônica da coisa. O aparelho é alimentado por três pilhas AAA (4.5V). Quatro parafusos fecham a caixa que não possui travas de plástico. É só retirar os parafusos que a tampa sai. Fotos do aparelho aberto e da placa (PCB) por baixo:

Placa do OneStation (lado de cima)

Placa do OneStation (lado de baixo)
Fiz uma análise (engenharia reversa) da placa e pra facilitar marquei alguns pontos na foto da placa principal (em vermelho):

PCB do OneStation demarcada
1. Saída de Backlight, feito com LED, para o display (fios vermelho e preto).
2. Conexão do pequeno alto-falante de 32 Ohms. O som do console é relativamente bom.
3. Regulador de tensão série. Entram os 4.5V das pilhas e sai 3.3V para o cartucho.
4. Capacitores e resistores para o Display, esta área não possui conexões para outros pontos da placa (fora alimentação e terra).
5. Transistores para controle do backlight do display, controlado pela chave do conector de saída de áudio e vídeo.
6. Amplificador de áudio com TDA2822 para o alto-falante. É desativado com o cabo de áudio e vídeo conectado.
7. Saída de áudio e vídeo externa. Ao conectar o cabo um dos pinos é aterrado desativando o amplificador de áudio e o backlight do display. O mesmo pino também vai para o cartucho com um resistor de pull-up de 2k.

Como já deu pra notar não existe um processador na placa. Todo o aparelho não passa de um teclado, um display, regulador de tensão e um amplificador. O verdadeiro console está dentro do cartucho. E isso pode ser visto nas fotos abaixo (vista dos dois lados da placa do cartucho):

Placa do Cartucho - Lado do processador

Placa do Cartucho - Lado da memória
Na parte de cima há um chip bolha com tudo para o videogame funcionar (menos os jogos). Além do cristal de 6 MHz para o clock ele só precisa de uns poucos capacitores e resistores. Do outro lado fica a memória flash 29LV320 (32 Mbit, 4M x 8 bits ou 2 M x 16 bits) com os jogos gravados.

E agora a informação mais importante: A lista de funções dos pinos do cartucho (pinout). Na lista não coloquei as funções dos pinos do display por não ter encontrado o manual. O desenho de referência mostra a numeração que achei mais conveniente e começa da esquerda para a direita.

Orientação da pinagem do cartucho
Lado do processador:
1 a 15 – Display
16, 17 e 30 – GND
18 a 20 – Não conectados

Lado da Memória:
1 – Botão A
2 – Botão B
3 – Botão C
4 – Botão de Start
5 – Botão de Up (pra cima)
6 – Botão de Right (direita)
7 – Botão de Down (pra baixo)
8 – Botão de Left (esquerda)
9 – Botão de Reset
10 – Não conectado
11 e 12 – Saída de vídeo para a TV (NTSC)
13 e 14 – Saída de áudio para a TV
15 – Entrada para presença do plug de áudio e vídeo (GND quando conectado, VCC quando desconectado).
16 e 17 – Tensão da bateria (4.5V), não usado nos cartuchos de jogos.
18 a 28 – Não conectados
29 e 30 – Alimentação do cartucho (3.3V)

Observação: Todos os botões conectam a entrada ao terra (Gnd) quando pressionados.

Estou esperando chegar um cartucho que comprei na DealExtreme pra poder fazer um videogame numa caixa minúscula. Aguardem...

É possível recuperar a bateria de um notebook com o “freezer trick”?

Aviso - 17/10/2015: O post é de 2009 e acho que não vale para as novas baterias de lítio. Vou deixar o post aqui por enquanto, mas como ele não tem mais utilidade cortei o texto e mais pra frente talvez eu o apague.

(30/08/2011) Ai, Ai... Este post tá me dando dor de cabeça já... Por favor leiam o post inteiro e pensem antes de repetir. Procure por "Freezer Trick" no google, tem vários links espalhados pelo meu texto também. Custa ler e pensar um pouco?

Como já falei em outro post a bateria do meu notebook não funcionava há anos. No máximo ela segurava carga para salvar algum trabalho e desligar. Tinha que manter o notebook ligado na tomada o tempo todo. Tentei o processo de “calibração” descrito em vários sites, mas não resolveu. O indicador de bateria sempre marcava 3% de carga antes do inevitável desligamento.

Bateria do Notebook
A solução óbvia seria comprar uma bateria nova, mas isso custaria mais do que o valor do notebook (Pentium III). Eu já estava pensando em mandar ela pra caixa de reciclagem de baterias (Sim, isso existe, não é mito! Sexta-feira eu tiro foto de uma) quando encontrei uma nota na revista Elektor comentando sobre o “freezer trick”. Trata-se daquela lenda sobre deixar aparelhos e baterias no congelador por vários dias para que eles voltem a funcionar.

Já havia lido sobre isso em outros lugares e o assunto é meio nebuloso. Alguns dizem que funciona e outros que é só crendice popular. Eu não acreditava até a nota da revista balançar meu ceticismo, pois se tem uma publicação que eu respeito e boto fé é a Elektor. A nota falava sobre os possíveis motivos do procedimento funcionar e que não custa nada tentar a sorte numa bateria irrecuperável. Como esse era o meu caso resolvi testar com a minha. No caso de não dar certo minha bateria continuaria na mesma...

Bateria do notebook já embrulhada
Seguindo a receita mais comum peguei um jornal velho e embrulhei a bateria, lacrei com fita adesiva, enfiei dentro de um saco plástico e botei no congelador (parte de cima da geladeira) por cinco dias. Após esse tempo retirei do congelador, desembrulhei e deixei em temperatura ambiente por meio dia. Dei uma inspecionada e a bateria me pareceu não ter sofrido nenhum dano aparente. Encaixei ela no notebook e deixei carregando até o LED de carga apagar (carga total). Chegada a hora da verdade retirei da rede elétrica e apertei o botão de ligar...

E o notebook ligou!!! Antes até ligava, apitava três vezes e desligava. O Windows carregou e parecia tudo certo. Chequei o nível da bateria e estava em 4%. Resolvi testar para ver quanto tempo durava deixando ele tocando música com o volume no máximo (que não é tão alto). A bateria durou mais de meia-hora!!!

No outro dia recarreguei de novo e usei o note somente com a bateria por mais de uma hora sem problemas. Nesse segundo teste o medidor do Windows marcava 7% de carga no começo. Isso indicava que precisava recalibrar o circuito de nível. Já fiz quatro recargas e descargas completas na bateria e sempre o medidor aumenta um pouquinho. O tempo que consigo também está aumentando, já consegui mais de uma hora e meia de uso (navegando na Web).

Para concluir, embora não saiba como, parece que o “freezer trick” deu certo comigo. Falta só calibrar o medidor de nível. Enquanto escrevo este post ele tá marcando 0% de carga na bateria e o notebook ainda está ligado (a mais de uma hora).

ATENÇÃO: Este post é apenas um relato da minha experiência, não significa que funcionará em 100% dos casos. Pode depender do tipo da bateria, do circuito de carga, pode não ter mais conserto, etc... Se for fazer o teste tome todos os cuidados necessários e tenha consciência dos riscos envolvidos. Não esqueça de proteger bem a bateria e de não misturar com outros itens no congelador. Qualquer problema a culpa é sua... Mas se funcionar nos conte aí nos comentários. ;-)

Mais reparos no Telejogo 1 da Philco Ford

Depois de ter consertado o meu Telejogo e usado um pouco, o potenciômetro que ainda funcionava também apresentou defeito. Como eu já falei no outro post o potenciômetro da esquerda havia se quebrado, assim:

Potênciometro Quebrado
Então, no controle da direita o problema foi na área de fixação do potenciômetro onde a “madeira” da caixa esfarelou. Sem essa fixação o controle ficou completamente “bambando” na caixa.
Telejogo: Potênciometro
Para solucionar o problema peguei um pedaço de placa de circuito impresso e fiz os furos para o potenciômetro e mais dois para suporte:

Telejogo: Suporte para o potênciometro
Após, fixei o potenciômetro na peça e depois aparafusei tudo na caixa:

Telejogo: Potênciometro fixado
Com a caixa fechada não se nota diferença alguma no funcionamento. O controle da esquerda ainda não foi consertado pois não encontrei um potenciômetro substituto. Outra coisa que falta fazer no Telejogo é colocar uma saída de áudio e vídeo (sugestão do Victor Trucco). Até agora os testes nesta área não deram muito certo, mas continuarei tentando (quando sobrar tempo)...

Os diferentes modelos de Módulos GSM G24 da Motorola

Módulo GSM G24 Motorola
Recentemente fiz um projeto com o módulo GSM G24 da Motorola e descobri que existem pelo menos três diferentes versões deste dispositivo (foto ao lado). Os dois primeiros diferem apenas nos modelos (F6603AAF e F6503AAF). Já o terceiro possui um adesivo diferente e é marcado como G24L. Fora isso eles são extremamente parecidos fisicamente.

Meu circuito não é nada extraordinário, sendo apenas um microcontrolador que inicializa o modulo e envia mensagens SMS via comandos “AT” em reação a eventos externos. O primeiro protótipo usava o G24 do topo da foto e com tudo funcionando passei para uma placa definitiva. Nesta placa tentei usar os outros dois módulos e nenhum deles funcionou. Ao colocar o G24 do protótipo a placa funcionava.

Perdi muito tempo debugando meu software até perceber que os módulos eram diferentes. O G24L foi fácil descobrir, pois existe documentação no site da Motorola indicando as diferenças em relação ao G24 comum. Buscando pelos outros dois modelos (F6603AAF e F6503AAF) no Google e no site da Motorola não se acha absolutamente nada. Terei que entrar em contato com o fornecedor dos módulos para ver se consigo alguma informação.

Como tive que entregar o projeto acabei recomendando a compra do F6603AAF. Estou estudando o documento sobre o G24L e devo conseguir fazer o circuito funcionar com ele também. Ele é uma versão “capada” e mais barata do G24 normal e seria uma opção melhor para o equipamento.

Para completar, parece que existe um quarto modelo chamado G24J (Java).

Meu primeiro contato com o novo padrão brasileiro de tomadas

Essa semana saí pra comprar uma régua de tomadas pra bancada e acabei me deparando com o novo padrão brasileiro e sua total incompatibilidade com os equipamentos eletrônicos que tenho em casa. Fui a três lojas de material elétrico e de construção e em todas só havia réguas com o novo padrão. Por sorte na última loja o vendedor conseguiu encontrar uma com quatro tomadas de três pinos (como as de filtros de linha). Como eu precisava de duas acabei por levar uma da nova também. O vendedor me disse que era só cortar o plástico em volta da tomada pra ela ficar igual as antigas.

O interessante foi que ao chegar em casa notei que as proteções plásticas em volta das tomadas são destacáveis e depois de retiradas elas realmente servem para os plugs antigos. Na verdade, a tomada não passa de uma comum que aceita tanto os plugs chatos quanto os redondos e a proteção plástica talvez seja uma solução encontrada pelo fabricante para vender o seu estoque antigo. A tomada não está totalmente dentro da norma (falta o terceiro pino central de terra) e talvez ainda vejamos muitas dessas tomadas “híbridas” até o novo padrão se tornar definitivo.

Nota: Um bom documento sobre o assunto pode ser lido aqui (em PDF).

Amplificador reciclado para fones de ouvido

A Séfora me pediu pra pensar num “projeto” que vai precisar de um pequeno amplificador de áudio e como não quero (e nem compensa) sentar na frente do PC pra desenhar e confeccionar uma placa, montar e testar resolvi reaproveitar de algum equipamento. Como candidatos surgiram um par de caixas amplificadas de PC (com o TBA820) e uma placa de áudio do Game Gear. As caixas são do meu irmão e a placa do Game Gear é melhor guardar pra consertar algum console que venha a aparecer. Por falta de opção resolvi apelar para o drive de DVD abaixo:

DVD-ROM Creative
Trata-se de um leitor de DVD-ROM da Creative fabricado em 2001. Ele já não lia nada e como o PC reconhece o drive parece ser um problema na parte óptica (ele também abria a gaveta e rodava o disco). Além da mania de desmontar todos os aparelhos eletrônicos que vejo pela frente tenho uma outra mania que é a de anotar os códigos dos componentes mais “interessantes” dos aparelhos. Também tomo notas sobre alguma informação que possa ser útil no futuro. No caso desse drive o componente interessante está marcado na área em vermelho da foto:

Placa do DVD
Trata-se de um CI APA2308 da Anpec que segundo minhas anotações além de amplificador para fones também pode fornecer por volta de 250mW de potência em 8 Ohms. Vários drives de CD-ROM e DVD-ROM antigos possuem uma saída de fones no painel frontal (que ninguém usa) e é uma ótima forma de se conseguir um amplificador. A grande vantagem é que já vem com o potenciômetro e a saída para fones montadas na mesma placa:

Placa amplificador lado de cima
Basta dar uma olhada no código do CI, que normalmente é de 8 pinos, e depois procurar pelo datasheet. A partir do esquema básico do manual já dá pra encontrar os pontos de alimentação, terra e as duas entradas. Alguns CI’s podem ter um sinal extra para mute ou shutdown. No meu caso encontrei as trilhas necessárias e demarquei uma área para cortar e ficar só com o que interessa:
Placa do Amplificador lado SMD
Depois de cortado soldei os pinos para sinal e alimentação. A placa pode ser vista abaixo, onde se nota dois resistores extras (de 4k7) que formam um divisor de tensão para a tensão de referência (Vcc/2) para os amplificadores. No original essa tensão também vinha da placa principal.
Amplificador para fones
Para testar liguei um fone na saída e alimentei o circuito com 5V. Como sinal usei meu dedo na entrada e ouvi o ronco de 60 Hz nos fones. Dependendo da aplicação pode ser necessário modificar os valores dos resistores que determinam o ganho do amplificador.

Amplificador para fones
E pra terminar uma foto da placa principal do drive. Na maioria dos casos dá até pra retirar a parte do amplificador de fones e o drive continuar funcionando sem problemas.

Placa do DVD

Um ano de blog e outras noticias...

Pois é, o blog completou um ano (Pelo menos aqui no Blogger, ele já existia no Wordpress.com mas migrei pra cá para poder fuçar no layout) A idéia era criar um espaço para colocar minhas gambiarras e projetos. Também era mais um caso de “já que ninguém faz, faço eu”. São poucos os sites de eletrônica em Português, mantidos por alguns corajosos, como o Tabajara, o Luciano Sturaro e o Jefferson Ryan (mais informática). É difícil encontrar pessoas que queiram compartilhar o que sabem e esses três são bons exemplos a seguir.

A princípio pensei que seria fácil montar e manter o blog atualizado. Um ano se passou e só consegui escrever 39 posts, mas continuo tentando atualizar toda semana. O grande problema é a falta de tempo: Eu tenho um emprego como todo mundo, além de fazer um ou outro trabalho em casa. Fora isso tinha a faculdade também. E esse “tinha a faculdade” é a segunda noticia do post. Após 11 anos (!!!!) eu finalmente consegui concluir o curso de engenharia. Foram longos anos de desistências, semestre trancado, dívidas e outras coisas que finalmente acabaram (tá, as dívidas ainda demoram um pouco pra acabar). Sobrará um pouco mais de tempo para as gambiarras e posts.

Quando da criação deste blog planejei que seria somente sobre eletrônica e como talvez aparecesse alguma idéia ou vontade de escrever sobre outros assuntos seria necessário criar um segundo blog. Assim surgiu também o que depois se tornaria o Cuxaxo que acabou virando o blog da Séfora (é, ela tomou posse), do qual eu tomo conta da “parte técnica” e escrevo alguma coisa quando dá vontade ou quando a Séfora insiste. O Cuxaxo acabou crescendo mais que este aqui e hoje ostenta até um pagerank alto (para o tamanho dele).

Mas o Pakéquis possui um feedback bem melhor que o Cuxaxo. A quantidade de comentários e e-mails que recebo por aqui é bem maior. E esse feedback ajuda muito a pensar em novos assuntos para os posts. Há muitos posts engavetados e outros por escrever, alguns que estão anotados desde antes da criação do blog mas que acabei adiando e adiando. Tenho inclusive idéias para alguns projetos feitos exclusivamente para o blog e que precisarão de maior planejamento e empenho de minha parte. O blog ainda não está do jeito que eu queria mas com o tempo deve chegar lá...

Conserto do feriado (DVD-4230N LG)

Eu não ia postar nada até terminar minhas provas, mas tive que consertar o DVD player das fotos abaixo e pensei em escrever um pouco sobre o caso.
DVD-4230N LGNão pude deixar esse DVD pra outra hora, pois minha irmã que mora em outro estado veio pro feriado e trouxe o aparelho pra eu dar uma olhada. É a “maldição do técnico em eletrônica”. Se você é técnico, mesmo que nunca tenha trabalhado com manutenção, sempre tem alguém (normalmente parentes e vizinhos) que vai te trazer algum aparelho elétrico ou eletrônico pra consertar. Não adianta explicar que não é a sua área. Normalmente a conversa acaba com a frase: “Mas você é técnico, tem que saber!”. Algum dia farei um post melhor sobre isso e contarei minhas desventuras com os ferros de passar roupa da Black & Decker (Aquele modelo preto e vermelho). Mas continuando...

Perguntei o histórico do DVD e minha irmã disse que ele era de uma vizinha e que ia ser jogado fora. O defeito era que o DVD não ligava nem pelo controle nem pelo botão no painel e o LED de “Power” ficava aceso direto. Segundo a vizinha o aparelho foi para a “assistência técnica” e após o tradicional “tempinho” para o orçamento foi declarado como irrecuperável. O aparelho é um DVD-4230N da LG relativamente velho.

Fonte do DVD-4230N LGComo o LED ficava aceso descartei a queima do fusível e pensei logo na fonte. Abri o aparelho e enquanto olhava a placa principal tentei ligar pelo botão do painel e senti que ele não fazia o barulho normal daquelas micro-chaves normalmente usadas para esta função. Resolvi desmontar esta parte do painel antes de checar a fonte para ver como era a chave. E para minha surpresa, após retirar a proteção (blindagem) metálica vista na foto abaixo, encontrei a placa de circuito impresso fora do lugar. Recoloquei a placa na posição certa e o aparelho voltou a funcionar.

DVD-4230N LG - Blindagem da placa do painelEste conserto me fez pensar em quantos aparelhos são jogados fora todos os dias com defeitos simples e de fácil reparo. Não acredito que a “assistência técnica” tenha declarado o “óbito” do DVD por falta de habilidade do técnico. Parece mais um caso de preguiça de procurar o defeito. O técnico deve ter olhado aquela placa enorme e pensado que não valia a pena desmontar tudo pra consertar a fonte.