sexta-feira, 29 de abril de 2016

Como testar e identificar medidores analógicos (galvanômetros)

1 comentários
Depois de escrever o post anterior pensei em falar um pouco mais sobre como fiz o teste. Aproveitei e peguei mais dois modelos de galvanômetros que tinha aqui e ainda não havia testado:

Medidores galvanômetros analógicos

O resultado pode ser visto no vídeo abaixo:


Os valores dos resistores, para fonte de 1V, são:
- 10k para teste em 100uA
- 4k para teste em 250uA
- 2k para teste em 500uA
- 1k para teste em 1mA

Para testar galvanômetros de 50uA é necessário um resistor de 20k.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Investigando um medidor analógico de um tuner Quasar

0 comentários
Numa visita ao ferro velho, semana passada, encontrei o seguinte medidor:

Medidor tuner Quasar
Medidor difícil de fotografar sem que a luz atrapalhe
O velhinho dono do ferro velho disse que havia desmontado o aparelho um dia antes e só sobrou o medidor. Dei uma olhada por lá mesmo e acabei levando, já que gosto muito de medidores analógicos. O ponteiro no centro não é defeito, o medidor possui zero central.

Olhando a escala já da pra ver que é um "Dial", que mostra a frequência de recepção na faixa de FM (88-108 MHz). O escrito "Quasar electronic tunning system" também deixa isso claro.  Procurando um pouco no Google imagens acho que este medidor era de um tuner FM-1004 da Quasar. Infelizmente não consegui encontrar o esquema para ver como ele fazia a medição. Mas olhando a página do site não-oficial me parece que é usada a tensão de sintonia. Isso indica também que o tuner usava Varicaps nos circuitos de sintonia.

O medidor por trás:
Medidor Tuner Quasar

Além da escala de frequência o medidor conta ainda com dois LEDs vermelhos, um para indicar a sintonia e outro para indicar recepção em estéreo. Olhando mais de perto dá pra ver a marca ARC e "Japan" ali na caixa. Ainda não consegui mais informações sobre este fabricante. O medidor é bem grande (12 x 11 cm) e um pouco pesado.

Para determinar o fundo de escala dele usei minha fonte de bancada e alguns resistores. Normalmente galvanômetros comuns variam na faixa de 50uA até 1mA. Valores diferentes destes são raros. Para começar coloquei a fonte em 1V e um resistor em série de 10k. Isso dá próximo de 100uA (tem que lembrar da resistência da bobina) e a agulha se moveu, mas não para o fundo de escala. Com um resistor de 1k a agulha foi rapidinho para o fundo, indicando sobrecorrente (1mA). Um resistor de 2k acabou dando o fundo corretamente. Então é um medidor de 500uA para cada lado (1mA no total).

Como bônus vieram as duas lâmpadas da iluminação do medidor. São duas lâmpadas GE número 46 (6V), com os soquetes. Testei as lâmpadas e uma está boa e a outra queimada. Hoje não compensa usar lâmpadas para iluminar medidores por causa dos LEDs brancos. Na verdade acho que nem usar medidor analógico compensa mais, a não ser por causa da estética.

Lâmpada do medidor do tuner Quasar
Não tenho nada previsto para reaproveitar o medidor. Até tive uma ideia, mas deve demorar pra ficar pronto (se for pra frente). Comprei mais por gostar de medidores analógicos mesmo. O fato de ser um galvanômetro de zero central diminui as possibilidades de uso.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Montando um robô de vento

0 comentários
strandbeest - robô de vento

Achei um kit de "robô de vento" (eu chamo assim) no AliExpress e resolvi comprar pra brincar um pouco. Foi no meio do ano passado, montei o kit e gravei todo o processo, mas não havia postado aqui ainda. Tive problemas (novamente) com o áudio e com algumas partes do vídeo, por isso coloquei uma música por cima e editei um pouco além da conta. Caso não queira ver toda a montagem pode pular para o final ou ver o outro vídeo dele andando.



Esse kit é baseado nas "strandbeest" de Theo Jansen, que monta coisas como essa em escalas bem maiores. No site oficial tem muito mais informações.

E pra quem quiser comprar um kit igual é só procurar por "Wind Walker" nas lojas chinesas.

strandbeest roboô de vento

terça-feira, 19 de abril de 2016

Como conectar o Chromecast via Ethernet

1 comentários
Daí eu comprei um Chromecast... Pra quem não tem uma TV Smart é uma ótima opção. No meu caso estou usando apenas para assistir Netflix e Youtube e recomendo.

Não tive problemas com a conexão, o roteador WiFi fica no rack da TV (menos de um metro de distância) e funciona em 5GHz. Mas um colega e meu irmão mais novo já tiveram problemas com roteadores WiFi antigos e/ou conexões distantes. Existe o adaptador para Ethernet oficial para ele, mas o difícil é encontrar por aqui.  Por isso dei uma pesquisada e encontrei uma página falando como conectar o Chromecast via cabo de rede. Resolvi então testar e mostrar o resultado aqui, já que não há nada em Português sobre o assunto.

Primeiro, meu Chromecast é o modelo 2 (redondo). Ele vem com a fonte de alimentação e o cabo USB. No meu caso dispenso o uso da fonte de alimentação ligando o cabo USB na porta USB da minha TV.

Chromecast 2 Preto

O material necessário para a conexão Ethernet é este aqui:
Adaptadores

É um adaptador USB para Ethernet e um cabo USB OTG Y. Pra ficar claro, o adaptador USB Ethernet é assim:

Adaptador USB para Ethernet

O detalhe deste adaptador é que, segundo o pessoal, tem que ser um adaptador com chipset AX88XXX (o Chromecast só tem drivers para ele). Os adaptadores genéricos (como o da foto) podem ter chipsets diferentes para um mesmo modelo. Este da foto vem com um CD de drivers para 4 tipos diferentes. Se o chipset for diferente a conexão não funcionará.

Já o cabo USB OTG Y não tem mistério. Tem um conector USB tipo A macho, um USB tipo A fêmea e um micro USB OTG.
Cabo USB OTG Y

A ligação final fica assim:
Ligação do Chromecast via Ethernet
O conector micro USB do cabo OTG Y vai no Chromecast. O conector USB A macho vai na fonte de alimentação (ou na USB da TV, se preferir). E por fim o adaptador USB Ethernet vai no conector USB A fêmea. Daí é só ligar o Chromecast na HDMI da TV e o cabo Ethernet no adaptador USB e ligar tudo.

A conexão é automática e o Chromecast parece dar preferência para a Ethernet. Ainda é necessário usar o Wifi no celular (ou outro dispositivo) para o controle, mas o Chromecast irá baixar o conteúdo via Ethernet. 

Estranhamente não há qualquer confirmação da conexão Ethernet na tela da TV. Pra confirmar se ele conectou e funcionou tem que ficar de olho nos LEDs do roteador ou acessar a página de configuração (do roteador).

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Trocando o LCD de um Sony Xperia Z3

1 comentários
Não é nada demais, só pra ficar registrado e as fotos não mofarem numa pasta esquecida...

No início do ano saí de férias rumo ao Sul. Esperava só encontrar o Sol e a praia, mas alguém sabendo da minha ida já havia preparado um servicinho. Era um Sony Xperia Z3 branco que sofreu uma queda e rachou a tela de toque:

Sony Xperia Z3 LCD rachado
fundo vermelho = mesa de carteado de casa de praia...
A dona do aparelho até já havia comprado o kit de reparo, com uma tela de toque e algumas ferramentas (chaves e aquelas ferramentas plásticas de abrir celular que só duram um conserto).

Vale lembrar que eu não faço isso profissionalmente, sou apenas curioso na área. O Z3 é um celular top, destes que eu compraria se não tivesse um pouco de juízo. É um celular muito bonito, potente e com uma tela Full HD (1920x1080).

A traseira não sofreu dano com a queda.

Sony Xperia Z3 parte traseira

Não tem nenhum parafuso ali. Tanto a tela frontal quanto a placa traseira são coladas. Para tirar tem que esquentar a cola. Nada que um secador de cabelos não resolva. Retirada a tampa vemos os circuitos. A bateria, como sempre, ocupa a maior parte do espaço:

Sony Xperia Z3 por dentro

Retirei a parte da frente e consegui isolar o LCD, mas daí veio a surpresa: O LCD é colado na tela do touch screen (Existem vários vídeos no Youtube mostrando isso. O problema é que eu estava no meio do mato, sem internet. Teria me poupado um bom tempo se tivesse assistido um único vídeo...)

Até tentei tirar os cacos de vidro do touch do LCD, esquentando com o secador de cabelos. Mas daria muito trabalho e era melhor aproveitar minhas férias. O celular foi guardado e veio comigo pra Minas.
Sony Xperia Z3 aberto

Chegando aqui assisti alguns vídeos e até descobri que existem máquinas específicas para separar o LCD do touch screen. Deve compensar ter uma destas para quem faz reparos profissionalmente. Como eu só faço isso de vez em quando usei o método mais simples e peguei um kit com a frente completa do aparelho (LCD + touch screen + frente). Foi só instalar e pronto, funcionou:

Sony Xperia Z3 consertado

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Mais 50 coisas sobre eletrônica (e eletricidade)

1 comentários
Depois daquele primeiro post ter feito um pouco de sucesso, comecei esta nova lista de fatos, curiosidades e anedotas sobre eletrônica. Espero que gostem.

1. Não confunda "eletrocutado" com "tomou um choque". No primeiro caso o sujeito morreu.

2. Indutâncias são representadas pela letra "L" em homenagem a Heinrich Lenz.

3. A expressão "rabo quente" vem dos rádios valvulados com alimentação de filamentos em série, ligados diretamente a rede elétrica. Quando a soma da tensão dos filamentos ficava menor que a tensão da rede era necessário um resistor de limitação. Como este resistor dissipava uma boa potência (20/30W) resolviam o problema usando fio resistivo no cabo de alimentação AC, que acabava esquentando.
Radio Valvulado
Caixa de rádio valvulado transformada em caixa de som. Restaurante "O Caipira" - Pouso Alegre - MG
4. O conector USB sempre conecta os pinos de alimentação antes dos pinos de sinal.

5. A capacitância do planeta terra é de 710μF.

6. (Quando possível) é melhor converter uma medida para tempo ou frequência do que tensão ou resistência. Conseguir uma referência de frequência de altissima precisão é muito mais fácil do que uma referência de tensão (ou de resistência). [1]

7. O nome correto do conector DB-9 é DE-9.

8. A tolerância de uma associação de resistores se mantêm, caso as tolerâncias individuais forem de mesmo valor.

9. Um microcontrolador 8051 pode ser vendido como um 8031.

10. Potência RMS não existe, o que existe é tensão RMS e corrente RMS. [2]

11. Comparadores e amplificadores operacionais não são equivalentes. A diferença está no estágio de saída. Enquanto amp-ops são otimizados para trabalhar linearmente os comparadores são otimizados para a região de saturação. [3]

12. Alguns tipos de capacitores mudam de valor conforme a tensão aplicada. [4]

13. Normalmente potenciometros marcados com a letra "A" possuem curva logaritmica. Já a letra "B" indica uma curva linear.

14. Em 1997 o criador do 555 tentou melhorar o CI e criou o ZSCT1555. Embora fosse melhor que o original fracassou nas vendas.

15. Outro fracasso foi o CI de criptografia MYK78T (Clipper Chip), lançado em 1993 pela... NSA. [5]

16. O Schmitt Trigger nasceu de um estudo sobre a propagação de impulsos nervosos nas lulas.

17. Por volta de 1972 funcionários da HP, fora do horário de trabalho, produziram cerca de 400 unidades de um amplificador de áudio. O projeto foi feito pelo vice presidente de P&D da HP, Barney Oliver, para sua casa. Embora não seja um produto oficial da HP ele foi produzido e testado de acordo com os padrões da empresa. O amplificador tinha até manual de serviço (com algumas piadinhas) e foi vendido apenas para funcionários.

Barney Oliiver Amplifier
O amplificador Barney Oliver, montado em uma caixa padrão da HP (foto: HP Memory)
18. Em princípio todos os diodos são varicaps. [6]

19. Comparadores de tensão são conversores AD de 1 bit.

20. A lógica interna do CI 74LS51 e do 74F51 é diferente do 7451 e do 74S51.

21. Os CI´s 7473, 7475, 7493, 7490 e 7492 não seguem o "padrão" dos CIs 74XX e a alimentação fica nos pinos do meio do componente, não nos extremos.

22. Ainda nos 74XX da vida, o 74107 tem o clock ativo por nível, enquanto no 74LS107 e no 74HC107 o clock é ativado por transição de descida.

23. Além dos conhecidos filtros passa-baixas, passa-altas, passa-faixa e rejeita-faixa existe ainda um quinto tipo: o filtro passa-tudo (que altera somente a fase do sinal).

24. Todo condutor é uma antena.

25. Não existe componente eletrônico com apenas um terminal.

26. Um amplificador operacional imaginário: o LM0901A1411090451C. Tensão de alimentação de 2pV e dissipação máxima de 640W. Ele pode ser substituído diretamente por pesos de papel ou por iscas de pesca. Mais um componente de Primeiro de Abril.

27. Antena digital não existe! [7]

28. A partir de uma certa frequência um capacitor "vira" um indutor (e vice-versa).

29. Componentes eletrônicos são como armas: É melhor ter e não precisar do que precisar e não ter.

30. Em Portugal detectores de metais precisam de licença.

31. Já no Reino Unido é preciso uma licença para assistir TV. Existem vans especiais para detectar TVs sem licenças (com eficácia duvidosa).

32. O Atari 2600 tinha uma limitação de acessar no máximo 4kB de memória de cartucho. Alguns sistemas de chaveamento de bancos de memória foram desenvolvidos para vencer este problema. O maior cartucho produzido comercialmente foi o do Megaboy com 64kB, desenvolvido no Brasil pela Dynacom.

33. O que muda num circuito transistorizado para um valvulado? As polarizações, impedâncias e a alimentação dos filamentos. As topologias são as mesmas.

34. Diodos Zener com tensões acima de 6V (aproximadamente) não são Zeners, mas sim diodos avalanche.

35. Diodos Zener abaixo de 1.8V não são fáceis de se conseguir. Para esta faixa de tensão existe o Stabistor. [8]

36. Todos os CIs amplificadores de áudio em encapsulamento Pentawatt (5 Pinos) tem a mesma pinagem.

37. Todo amplificador é diferencial. [9]

38. Capacitores de filme metalizado podem se regenerar em caso de curto circuito ou rompimento do dielétrico.

39. O correto é "Sigma-delta" ou "Delta-sigma"? Os puristas dos termos técnicos ainda não chegaram a uma conclusão. [10]

40. A equação do fator β do transistor Darlington é βtotal = β1 * β2 + β1 + β2. A equação βtotal = β1 * β2 é uma simplificação que considera a parte β1 + β2 muito pequena.

41. A expectativa de vida de um capacitor eletrolítico comum é de aproximadamente 10 anos, operando em uma temperatura por volta dos 25 graus. Na temperatura máxima ela cai para algo em torno de 1000 horas.

42. Nos capacitores, livros e documentos antigos sobre eletrônica é comum encontrar a unidade "mF" que não é mili-Farads, mas sim micro-Farads. Naquele tempo era difícil colocar e imprimir o símbolo correto "μF".

43. O transistor de efeito de campo foi o primeiro transistor patenteado (em 1926). [11]

44. Já aquele primeiro transistor montado nos laboratórios Bell em 1947 era um transistor de ponto de contado e não um transistor de junção bipolar (BJT). Esse último só foi inventado em 1951.

45. A frequência máxima de um osciloscópio pode ser menor em escalas abaixo de 10mV/div e/ou com pontas de prova x1. Verifique o manual do instrumento com atenção, normalmente isso fica escondido nas especificações. [12]

46. Mascara de solda não pode ser considerada isolante elétrico.

47. Transistor super beta e transistor Darlington não são a mesma coisa.[13]

48. Gambiarra é o nome dado a ribalta de luzes na parte superior de um palco (teatro).

49. Os valores dos resistores comerciais são espaçados levando em conta a tolerância, para que um valor não se sobreponha ao outro. Assim, para resistores de 5% existem 24 valores possíveis entre 1 e 10 (Série E24). Para 1% são 96 valores possíveis (série E96). [14]

50. A grande praga dos capacitores eletrolíticos (2001-2007) foi causada por espionagem industrial mal feita.

----------------------------------
Notas:
[1] The Art of Elecronics - Paul Horowitz e Winfield Hill. (Segunda Edição - pg 1026.)

[2] "Designing Analog Chips" - Hans Camenzind - 2005 - pg. 6.3

[3] "Op Amp and Comparators - Don't confuse them!" - Application Report SLOA067 - Setembro 2001 - Texas Instruments.




[7] Até quando vou ter que explicar essa?

[8] Exemplo: BAS17

[9] "Analog Circuit Design" - John Willison - "The Art and Science of Analog Circuit Design" (Jim williams - Editor) pg. 264 item 9.

[10] Dois exemplos: Em "Basic Linear Design" da Analog Devices (Hank Zumbahlen - Editor) pg. 6.88 defende-se o Sigma-Delta. Já em "Design Analog Chips", Hans Camenzind usa mais o Delta-sigma.

[11] US1745175

[12] "ANALOG SEEKrets" - Leslie Green (2007) - pg. 261

[13] Compare, por exemplo, o  IT124 (super beta) com o TIP122 (Darlington).

[14] Veja uma explicação mais completa aqui.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Marimbondos na sirene

1 comentários
Então pessoal, a sirene da central de alarme aqui de casa estava com o volume bem baixo. Dava pra ouvir, mas nada como antigamente. A dona esposa já estava reclamando e não dava pra usar a velha tática de:
tomara que minha esposa não leia este post...

A sirene fica numa área externa, que é para poder ouvir lá de fora. Retirei pra ver se dava pra consertar ou teria que trocar. É uma sirene da Genno e por dentro ela é assim:

Placa da sirene

A plaquinha tem um transistor ligado naquele transformador, provavelmente para casar as impedâncias, já que do outro lado do trafo tem uma capsula piezoelétrica. Esta capsula estava solta, por isso o som estava baixo. Ela deveria estar colada no diafragma, que fica na frente:

Sirene com marimbondos

E aí já dá pra ver outro probleminha: alguns marimbondos fizeram a casa dentro da sirene. Quando abri haviam dois marimbondos lá dentro. Por sorte eles não me picaram, mesmo tendo ficado um bom tempo com a sirene na mão. Olha a casinha deles:

casa de marimbondos
Depois de abrir e os dois inquilinos voarem pra longe, retirei a casinha e colei a capsula com um pingo de Super Bonder de volta no diafragma. A sirene voltou a gritar bem alto.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Fotos da placa do Atari 2600 da Polyvox

1 comentários
Bom, meu Atari 2600 da Polyvox encontra-se desmontado já faz alguns anos. Lembro que desmontei pra lavar a caixa e acabei não montando de novo. Daí eu me casei e ele ficou lá na casa da minha mãe (4 ou 5 anos já?). Peguei ele de volta recentemente e não montei, está guardado embaixo da minha bancada. Esta semana dei uma limpada na placa e aproveitei para tirar umas fotos para registro.

Primeiro a placa inteira, numa boa resolução:

placa do Atari 2600 da Polyvox

Os fios saindo no lugar do DB-9 do joystick estão ligados a um DB9 de painel. Faltam uma das chaves de dificuldade, que quebrou. Troquei este Atari por um Sega Genesis há muito tempo e usava ele para testes quando eu brincava de montar cartuchos. O plano era lavar a caixa, remontar e retomar uns projetos antigos, mas não tenho mais o mesmo pique pra brincar com ele. Tinha a ideia de montar um cartucho com cartão SD e um ARM da Freescale, tipo o Harmony. Pensei nisso quando ganhei um kit FRDM-K22F ano passado, mas já passou a vontade... ;-)

A placa do "conversor PAL-M" só tem um 74LS74:

placa do Atari 2600 da Polyvox

E não é que o Atari usa um 555? Pelo que me lembro fica no circuito de reset:

555 no Atari 2600 da Polyvox

Na parte de baixo o logo da Atari e da Polyvox. Dá pra ver também que esta é a revisão G. Uma etiqueta de papel (na primeira foto do post) marca o ano de fabricação em 1984.
Placa PCB do Atari 2600 da Polyvox

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...