segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Desmontando um Pense Bem da Tec Toy

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E saiu mais um Video Log. Desta vez desmontei o meu Pense Bem (de novo). Pra quem não sabe, a primeira foi em 2010 e postei aqui no blog com relativo sucesso.

 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Multi Sequencial de LEDs com Arduino

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Então eu resolvi brincar com Arduino (versão Uno R3) de novo. A outra vez foi só pra conhecer o ambiente. Desta vez queria descobrir um pouco mais sobre a plataforma e ver uns recursos mais avançados. A ideia aqui foi fazer o manjado circuito de sequencial de 10 LEDs que antigamente a gente montava com os CIs 4017 e 555.

Pulando já para o final, vejam como ficou o circuito funcionando:


Os 10 LEDs foram ligados nas saídas digitais do Arduino, com uma chave dip switch de três posições em 3 entradas digitais para selecionar entre 8 efeitos possíveis de sequencias. Um potenciômetro na entrada analógica A0 completa o circuito, funcionando como controle de velocidade.

Aproveitando que estava fuçando com esta plataforma, fui em busca de um programa próprio para desenhar esquemas com o Arduino. Acabei usando o Fritzing, onde dá pra desenhar não só o esquema, mas também "montar" no protoboard ou mesmo gerar a placa de circuito impresso (PCB). Olha a montagem aí (clica que aumenta):

Montagem sequencial de 10 LEDs com Arduino
O software foi feito na IDE do Arduino mesmo. Mais pra frente vou pesquisar outras para testar. E desta vez usei o acesso direto aos pinos do microcontrolador para descomplicar o acendimento dos LEDs. Como o microcontrolador tem memória sobrando, achei melhor tabelar as sequências (adoro tabelas em software). Pra quem quiser montar e testar, segue o código (que também está no GitHub com o arquivos .ino e o .fzz):

/********************************
    Multi sequencial de LEDs 
      com Arduino
http://www.pakequis.com.br
**********************************/

//Sequencias dos LEDs
const int seq1[] = {1,2,4,8,16,32,64,128,256,512,256,128,64,32,16,8,4,2};
const int seq2[] = {3,6,12,24,48,96,192,384,768,384,192,96,48,24,12,6};
const int seq3[] = {1,3,7,15,31,63,127,255,511,1023,1022,1020,1016,1008,992,960,896,768,512,0};
const int seq4[] = {7,14,28,56,112,224,448,896,448,224,112,56,28,14};
const int seq5[] = {1022,1021,1019,1015,1007,991,959,895,767,511,767,895,959,991,1007,1015,1019,1021};
const int seq6[] = {513,771,903,975,1023,510,252,120,48,0,48,120,252,510,1023,975,903,771,513,0};
const int seq7[] = {1016,1009,995,967,911,799,575,127,575,799,911,967,995,1009};
const int seq8[] = {48,120,252,510,1023,975,903,771,513,0};
const int seq9[] = {80,65,81,85,69,75,73,83,46,67,79,77,46,66,82};

//Quantidade de passos em cada sequencia
const int tamanho_seq[9] = {18,16,20,14,18,20,14,10,15};

int chave1 = 10;  //Entradas para
int chave2 = 11;  //as chaves de 
int chave3 = 12;  //selecao

int entrada_ad = 0;  //Potenciometro na entrada 0
int contador = 0;  //Contador
int valor_pot = 0;       //Valor da tensao no potenciometro
int valor_chave = 0;     //Valor lido das chaves
unsigned long tempo = 0; //Tempo entre as transicoes

void setup()
{
  DDRD = B11111111; //Todos os pinos do portal D como saida
  DDRB = B00000011; //Bits 0 e 1 do portal B como saida
 
  PORTD = 0;  //Zera saidas
  PORTB = 0;  //Zera saidas
}

void loop()
{
  //Le as tres chaves ao mesmo tempo e guarda o valor
  valor_chave = (PINB >> 2) & 7;
 
  //Le o valor do potenciometro
  valor_pot = analogRead(entrada_ad);
 
  //converte o valor da tensao para o tempo de transicao (40ms a 250s)
  tempo = map(valor_pot,0,1023,40,250);
 
  //tempo entre as transicoes
  delay(tempo); 
 
  //Executa um passo da sequencia
  sequencia();
}

//Atualiza os portais
void controla_saidas(int valor_saidas)
{
  PORTD = (valor_saidas & 255);  //LSB para o Portal D
  PORTB = (valor_saidas >> 8) & 3;      //MSB para o Portal B
}

//Executa um passo da sequencia
void sequencia()
{
  int valor = 0;
  switch (valor_chave) //Verifica a posicao das chaves
  {
    case 0:  
      valor = seq1[contador];
      contador++;
      if (contador > (tamanho_seq[valor_chave] - 1))
      {
        contador = 0;
      }
      break;
 
    case 1:
      valor = seq2[contador];
      contador++;
      if (contador > (tamanho_seq[valor_chave] - 1))
      {
        contador = 0; 
      }
      break;
  
    case 2:
      valor = seq3[contador];
      contador++;
      if (contador > (tamanho_seq[valor_chave] - 1))
      {
        contador = 0; 
      }
      break;
  
    case 3:
      valor = seq4[contador];
      contador++;
      if (contador > (tamanho_seq[valor_chave] - 1))
      {
        contador = 0; 
      }  
      break;
  
    case 4:
      valor = seq5[contador];
      contador++;
      if (contador > (tamanho_seq[valor_chave] - 1))
      {
        contador = 0; 
      }  
      break;
  
    case 5:
      valor = seq6[contador];
      contador++;
      if (contador > (tamanho_seq[valor_chave] - 1))
      {
        contador = 0; 
      }  
      break;
  
    case 6:
      valor = seq7[contador];
      contador++;
      if (contador > (tamanho_seq[valor_chave] - 1))
      {
        contador = 0; 
      }  
      break;
  
    case 7:
      valor = seq8[contador];
      contador++;
      if (contador > tamanho_seq[valor_chave])
      {
        contador = 0; 
      }  
      break;

    default:
      valor = 1365; //Para indicar uma sequencia invalida
      contador = 0;
      break;
    }
    controla_saidas(valor);
}


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Por dentro do gravador Sony ICD PX312

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E eu fiz mais um vídeo. Desta vez desmontei o gravador que uso em meus vídeos, um Sony ICD PX312. Este modelo parece estar fazendo um grande sucesso no Brasil. Tá aparecendo toda hora na TV, só prestar atenção nas mãos de alguns repórteres.


Não se fazem mais eletrônicos como antigamente. O nível de integração deste aparelho é muito grande, manutenção nisso aí fica complicado. Dependendo do defeito sai mais barato comprar um novo do que mandar consertar (caso algum técnico aceite o desafio). Esperava encontrar um pré-amplificador com amp-op para o microfone, mas só tem um CI cuidando da entrada e saída. Uma pena, queria ver se dava pra ligar uma entrada de linha...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Por dentro do sintonizador LG TN300

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Naquele post em que desmontei meu monitor LG M237WA faltou mostrar o sintonizador TN300, que "transforma" o monitor em uma TV. Este sintonizador não vinha com o monitor e tinha que ser comprado separadamente (decisão estranha da LG). Por fora ele é assim:

Sintonizador LG TN300
O cabo com o conector DB9 vai ligado no monitor (outra decisão estranha). Não tem parafusos fechando a caixa, só travas no plástico. Como sempre ocorre nestes casos é quase impossível abrir sem quebrar uma delas. E por dentro não tem nada demais, só um sintonizador de canais (Varicap) montado numa placa:
Sintonizador LG TN300

Busquei pelo código do sintonizador, mas não encontrei o manual. Por baixo tem um circuito com três transistores e só. A legenda dos conectores tem o nome dos sinais. Pelas legendas dá pra ver que o sintonizador é controlado por uma I2C e já sai Áudio e vídeo direto. 

Placa do sintonizador LG TN300

Tirei a blindagem do sintonizador, mas não dá pra ver o(s) CI(s) usado(s) no circuito, que deve(m) estar na parte de baixo;

Sintonizador LG TN300

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Som do PC: Finalmente encontrei uma caixa pra ele...

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Pois é, procurei muito uma caixa para montar o amplificador e finalmente encontrei uma lá no Solda Fria (de ferro, modelo CFP-83018) Quem brinca com eletrônica no Brasil sabe como é difícil encontrar uma boa caixa metálica para seus projetos. Estava esperando encontrar alguma no ferro-velho desde que comecei o amplificador, sem muito sucesso. Achei alguns receptores de satélite que até tinham uma boa caixa, mas precisariam de muitas modificações no painel. Uma das opções era um velho gabinete de um Transglobe (o PC, não o rádio) da Itautec, com o mesmo problema de ter que mexer no painel.

A caixa do Solda Fria estava em minha lista faz tempo, mas o preço assustava. Algumas semanas atrás acabei decidindo por usar essa mesmo e, depois, fechar a mão e não comprar mais nada para o amplificador. Agora tenho que concluir o projeto com o que tenho aqui.

A caixa já chegou e mede 30cm x 18cm x 8 cm. Como a foto lá da loja não ajuda muito tirei algumas para mostrar aqui:

Caixa de Ferro CFP-83018
Caixa de ferro CFP-83018 por fora
Internamente ela é bem espaçosa, o transformador mostrado é aquele que tirei da "Fonte Argentina", que estou pensando em usar no amplificador.
Caixa de ferro CFP-83018
Caixa de ferro CFP-83018 por dentro
Ela tem uma espécie de chassis interno, que serve para fixar as tampas e os painéis frontal e traseiro. Os painéis são de alumínio e vieram com um plástico protetor, para não riscar. A fixação é assim:

Caixa de ferro CFP-83018

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Som do PC: Pré amplificador e simulações do controle de tom

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Vamos lá...
Depois de testar a etapa de potência e ver que estava tudo certo passei para o estágio de entrada (pré amplificador). O nível na entrada da etapa de potência tem que ser de 7,5 VRMS para conseguir os 7W (em 8 Ohms). Para um sinal de 500mV na entrada seria necessário então um ganho de 15 vezes no pré (23,5 dB). Para um ganho tão alto ainda vou ver o que fazer, tenho alguns poucos CIs LME49710 que devem dar conta do serviço. Como esses bichinhos não são baratos devo usar apenas um em cada canal, só para o ganho mesmo.

No momento estou desenhando as placas e pensando nos controles do amplificador. Além do controle de volume pretendo colocar mais alguns ajustes para equalização (controles de tonalidade). Olhei alguns circuitos por aí, desde um ajuste de Loudness até equalizadores multi-banda. Pra não complicar demais acabei ficando no meio termo: um controle de tom com ajustes de graves, médios e agudos. Como decidi não gastar mais nada neste projeto terei que usar os componentes que tenho por aqui, o que inclui um saco de potenciômetros duplos de 50k. O circuito é clássico e tem por aí na web variando apenas nos valores dos componentes. Desenhei o circuito no LTSpice com os potenciômetros de 50k (R2/R3, R8/R9 e R12/R13) e dei uma fuçada nos valores até chegar nesta versão:

Esquema controle de tom
Ignorem o código do amplificador operacional, pode ser qualquer um (usarei o NE5532), o que importa são os componentes passivos. O ideal em um controle de tom seria usar um ampop para cada controle (graves, médios e agudos) para evitar a interação dos componentes de cada ajuste. Mas como quero simplicidade e poucos componentes este circuitinho já está bom. As curvas de resposta ficaram assim na simulação, com os controles no máximo para cada faixa:

Graves
Graves
Médios
Médios
Agudos
Agudos
Com os três controles no máximo a interação fica mais visível, com uma diferença de 9dB entre os graves e agudos:

Agora é montar e testar na "coisa" de verdade.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Notas aleatórias de Sexta 29/08/2014

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Essa semana não teve muita coisa, mas vamos lá...
  • O grande Newton C. Braga fala um pouco (bem pouco, na verdade) sobre como começou.
    ---
  • Revirando minhas coisas aqui (re)encontrei estes dois cartões da Philips sobre resistores e capacitores. O de capacitores está um pouco detonado, mas o de resistores está muito bom. Comprei num ferro-velho e pretendo, um dia, pendurar na meu lab definitivo (quando eu tiver um).
    Resistores Philips

    Capacitores Philips
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  • E por falar em coisas para pendurar no lab, esta aqui eu comprei na "feira do rolo" de São José dos Campos. É uma chave de faca ainda com os fusíveis, montada em uma pedra. Sei que tem destas novas por aí, mas elas não vem com este "ar" de coisa velha e usada...
    ---
  • Através de um vídeo postado no Facebook cheguei até o site do Berimbô (Berimbau robô). Não é tão novo assim e não tem muitos detalhes técnicos do projeto, mas é legal.
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  • E terminei de ler o livro "Analog Circuits - World Class Designs" organizado por Bob Pease. O livro é bom, embora dois capítulos eu já conhecia dos livros do Jim Williams (um do próprio Jim e o outro de Richard Burwen) e outros da revista Electronic Design (os capítulos do Bob Pease foram retirados de artigos publicados na revista). E dá-lhe Bob Pease falando pela enésima vez que não gostava do SPICE (simulação de circuitos no PC).

    ---
  • E por hoje é só pessoal, tenho que olhar a Júlia... 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Carregador e pilhas Philips SCB1450NB

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Opa, mais um Vlog. Desta vez eu falo rapidamente do carregador de pilhas Philips SCB1450NB.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Notas aleatórias de Sexta 22/08/2014

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Mais uma semana e mais algumas coisinhas. Hoje tá mais para "links aleatórios" do que "notas aleatórias"...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Como transformar uma tela LCD de notebook em uma TV (Parte 2)

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Fiz um vídeo para complementar o post anterior:

Vou usar essa placa (T.VST29.03 com chip TSUMV59XU) na montagem final do monitor. Nos testes comparativos entre ela e a placa MT6820 com a mesma fonte, display LCD e fonte a MT6820 apresentou um ruído estranho nas bordas do LCD.

Como tenho outro LCD sobrando acabei pedindo mais uma placa, desta vez uma ND-LA.MV9.P do site Banggood (lugar mais barato que achei). Sobre esta placa encontrei um site muito bom (em Inglês) com mais informações e download dos firmwares. Parece ser igual a T.VST29.03 com algumas mudanças no layout da placa, mas ainda com o CI TSUMV59XU.

O anúncio do Banggood é só para a placa, controle remoto e o CI receptor IR. Por lá não tem a placa de teclado que só encontrei no DX. Achei o teclado e o receptor IR no AliExpress. São duas placas, uma com o teclado e outra com o circuito do receptor IR. Aproveitei e pedi também uma placa de suporte para a placa. Agora é esperar...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Notas aleatórias de Sexta 05/08/2014

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Mais uma Sexta e mais coisas que lembrei, encontrei, me mostraram e que quero deixar registrado...

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Como transformar uma tela LCD de notebook em uma TV (com a placa T.VST29.03)

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Finalmente coloquei a placa T.VST29.03 pra funcionar com a tela LCD de notebook. Aqui vai o que descobri até agora:
Placa T.VST29.03 IC TSUMV59XU
  1. Onde comprar (clique nos links): 
  2. A placa que comprei é uma T.VST29.03 com o CI TSUMV59XU-Z1. O manual da placa pode ser baixado aqui e o fabricante é a VS Display Technology. É importante verificar o código correto da placa, pois existem outros modelos para outros sistemas de TV analógica (para o Brasil tem que ser PAL-M). Corrigido em 18/08/2014: A placa parece ser a mesma para qualquer sistema.
  3. Placa T.VST29.03 IC TSUMV59XU
  4. Como já falei no post sobre a placa MT6820 é importante ter o cabo certo para o seu LCD. Quando for comprar é bom também verificar se virá somente a placa ou com os acessórios (teclado, controle remoto, receptor do controle remoto). Esta aqui veio a placa, o controle remoto e o receptor IR (infra vermelho).
  5. Como não veio a placa de teclado eu tive que montar uma. A placa suporta até 8 teclas (K0 a K7) cujas funções dependem do firmware. O esquema de ligação do teclado e do receptor do controle remoto estão no manual. Montei o meu teclado num pedaço de placa universal, com 7 teclas. Montei também o receptor IR e os LEDs. Como não tinha um LED bicolor aqui usei dois LEDs separados.
    Teclado (keyboard) T.VST29.03
  6. Ao ligar a primeira vez a tela até acendeu mas ficou branca e não mostrava nada. Pesquisei um pouco e descobri que a placa precisa de um firmware certo para cada resolução. Acabei achando alguns num fórum do Vietnã (Tem que ser cadastrado para baixar). Baixei também um pacote de firmwares com 70MB de outro site, mas não anotei o link. O primeiro teste com um firmware para 1366x768 (resolução do meu LCD) não deu certo, mas o segundo teste já funcionou.
  7. Para atualizar o firmware é bem fácil: Coloque o arquivo .Bin na raiz de um pendrive (só um .Bin!). Com a placa desligada da fonte (sem alimentação) encaixe o pendrive na porta USB. Depois é só ligar a fonte na placa e esperar um instante. Os LEDs acenderão e ficarão piscando. Quando terminar de piscar a placa estará atualizada.
  8. Com este segundo firmware as cores ficaram estranhas e os menus estavam todos em Chinês. Mais uma pesquisada e descobri que deveria entrar no menu de serviço da placa para alterar a configuração do cabo LVDS de 0 para 1. Não sei o que isso significa, mas depois de passar de 0 pra 1 as cores ficaram normais.
  9. Para entrar no menu de serviço é preciso pressionar a tecla "Menu" do controle remoto e depois o código 1147 (teclas "1", "1", "4" e "7" em sequencia).
  10. Antes disso tive que alterar o idioma. É a primeira opção do menu de opções (ícone de engrenagens). São muitas opções de idiomas, incluindo o Português. Com os menus configurados em Português a coisa ficou muito mais fácil.
  11. Os firmwares são arquivos em .BIN e tenho a desconfiança de que ficam gravados na memória flash serial da placa (CI de 8 pinos próximo ao CI TSUMV59XU). Uma olhada nos arquivos com um editor binário talvez revele uma forma simples de editar para mudar as configurações. Tenho que ver isso com mais calma...
  12. A placa tem um amplificador de áudio estéreo com saída direta para os dois alto falantes. Liguei apenas um alto falante para testar (do próprio notebook de onde tirei a tela LCD). O som ficou como o de uma TV normal.
  13. Como antena usei a segunda versão da minha dipolo de meia onda. Acionei o scan de canais automático da placa e ela memorizou os mesmos canais que a TV que usa esta antena consegue captar. A imagem não me pareceu tão diferente das outras TVs aqui de casa.
  14. Agora algo importante. Testei com o cabo VGA do PC e a imagem ficou perfeita, sem os ruídos que notei com a placa MT6820. E eu fiz o teste com o mesmo cabo que usei na placa MT6820. Logo os ruídos são da MT6820 e não do cabo.
  15. O manual recomenda usar uma fonte de 12V x 2A para alimentar a placa. Estou usando uma de 3A, de uma velha impressora, que é o que eu tinha aqui. Não notei muito aquecimento da fonte, nem dos reguladores da placa. O único aquecimento significativo é o do CI principal. Talvez precise de um dissipador.
  16. Estes conectores usados na placa são muito pequenos e não tinha nenhum aqui que casasse com eles. O alto falante eu liguei por baixo, nos pads do conector. O do teclado eu tirei e soldei os fios da placa que montei diretamente.
    Placa LCD T.VST29.03
  17. Falta testar as entradas HDMI e de video analógico. Mas devem funcionar sem problemas. A placa parece ser muito boa e devo usá-la junto com este LCD no meu PC (finalmente terei dois monitores!). Preciso bolar um suporte para colocar a tela LCD.
  18. Quase ia esquecendo a parte de tocar arquivos pela USB. Até onde testei só tive problemas com arquivos .AVI (em DIVX) com áudio em MP3. A placa acusa áudio não suportado. Testei alguns vídeos .MP4 e .MKV e rodaram perfeitamente com áudio e tudo. A tela de arquivos é esta aqui:
    Placa T.VST29.03
  19. Vou ver se faço um vídeo mostrando os menus da placa.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Notas aleatórias de Sexta 08/08

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E vamos lá, com mais um giro nos links, notícias e outras coisas...
  • Durante as meus "experimentos" com os cabos LVDS de displays LCD precisei de alguns pedaços de par trançado e apelei para uma antiga técnica (acho que vi em algum site há muito tempo). Mais um uso para minha parafusadeira/furadeira. Serve tanto para trançar quanto para destrançar pares de fio:


    --
  • Sábado passado acabei parando no "The Slingshot Channel" ("Canal do estilingue") do alemão Joerg Sprave. Passei muito tempo vendo os vídeos do canal e impressionado com as variações para "armas com elásticos" que o cara criou. Os vídeos são em Inglês, mas dá pra entender as montagens e funcionamento fácil, fácil. E a risada do Joerg também é muito legal, hehe...
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  • Um texto antigo, mas que deve ser lido por todos que gostam de história da eletrônica brasileira: "Uma história nada exemplar" do blog do Simão Pessoa. Fala sobre a Zona Franca de Manaus, a burocracia da época e a produção de um rádio da Coca-Cola.
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  • Continuando no tema "história", aqui tem um pouco sobre o Sr. Miro Brandão, um grande especialista em amplificadores valvulados. Ano passado encomendei os dois transformadores de saída do meu amplificador valvulado (uma hora sai) e ele não só os enrolou como também me deu algumas dicas sobre o circuito.
    ---
  • E mais um pouco de história... Já fiz um post sobre o início da TV aqui no Sul de Minas, mas no blog "Memórias de Varginha" tem muito mais fotos e informações. Legal a história do Facinho, que fabricava e vendia os seus rádios Megaton.
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  • E saiu mais uma edição da revista "Radioamadorismo em fascículos" (grátis). A série sobre reaproveitamento de sucata tá ficando boa.
    Radioamadorismo em fascículos 5

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  • Um texto pra pensar: "O Switch Off dos Técnicos e Engenheiros Analógicos". Fala sobre a necessidade de reciclagem dos profissionais de TV devido a chegada da TV digital.
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  • Ah, as coisas que a gente encontra nos sebos. Comprei este livrinho (Eletrônica da Vida, de Mário Ferreira de Oliveira, 2004) sem olhar muito, mais pela capa. É mais uma biografia do autor com muito pouco sobre eletrônica. Cada capítulo tem no máximo 5 páginas (103 páginas o livro todo) e a edição é do próprio autor que é do Paraná. A capa é legal...
    Eletrônica da Vida
  • E só esta semana descobri o CCDB (Cláudio César Dias Baptista). Ele foi um dos fundadores da revista Nova Eletrônica, fabricante de aparelhos de som e agora é escritor de ficção científica. Encontrei o site dele e ainda estou tentando acompanhar os textos. Muita coisa pra ler, como a página sobre as guitarras de ouro, caixas acústicas, e muito mais. O "Cantinho dos prospectos" tem vários PDFs com informações e a história da sua empresa de áudio. O site é propositalmente confuso, como o CCDB mesmo diz em uma página que eu não consegui encontrar pra colocar o link aqui.
    ---
  • Desculpem o link para um texto em Inglês, mas o artigo "What Next? Robot Cemeteries" na EETimes parece coisa de filme. No Japão surgiu um problema com o fim da produção e suporte técnico do Aibo, aquele cachorro robô da Sony. O pessoal se apegou aos robôs e está difícil aceitar a "morte" dos "bichinhos" quando apresentam algum defeito.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Quatro projetos marcantes de revistas nacionais

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O post mais acessado deste blog é aquele sobre as revistas de eletrônica publicadas no Brasil. Ele está precisando de uma atualização e do terceiro vídeo, mas deve demorar mais um pouco. Interessante que este post já foi copiado e repassado Internet afora de várias maneiras. Até me xingaram em uma lista de discussão de videogames quando o post apareceu e eu falei que o autor era um "mané", pois o post era velho e estava incompleto.

Pois então, o post das revistas me mostrou que o povo adorava estas publicações (que sumiram das bancas e acho que não voltarão mais) e pensei em escrever algumas notas sobre os projetos que marcaram o meu inicio na eletrônica. Tentei pensar em pelo menos 5 artigos, mas só lembrei de 4. Espero que gostem.

4. Campo Minado
Divirta-se com a Eletrônica, número 8 (acho que é de 1982)
Autor: Bêda Marques

Um jogo eletrônico em um tabuleiro de 40 x 40 x 10 cm, com a montagem descrita em 10 páginas. O objetivo era levar uma peça de um lado para o outro do tabuleiro. Quem chegasse "vivo" do outro lado ganhava a partida, que poderia ser disputada por até 4 jogadores.

O circuito em si era bem simples, com apenas dois CIs (CD4017 e CD4011) no melhor estilo do prof. Bêda Marques. A cada nova partida as "minas" são realocadas para uma das cinco combinações possíveis. Depois de um tempo jogando dava pra decorar os caminhos.

Já o tabuleiro demandava uma boa dose de habilidade em marcenaria. Eu nem cheguei a tentar montar um, embora a vontade fosse grande. Cheguei a ver e a jogar em um que foi montado por alunos da escola da técnica aqui da cidade, para a feira anual. Já um colega meu tentou fazer uma versão reduzida com um caminho de 9 quadrados. Era um pouquinho perigosa pois era ligada diretamente na tomada e usava uma lâmpada como indicador. Ao invés dos alfinetes do projeto da revista ele usou fio desencapado. Tomei alguns choques neste "brinquedo". Fora esses dois já ouvi várias pessoas dizendo que também montou ou que conheceu alguém que montou.

Taí um projetinho que eu ainda vou montar, talvez com uma eletrônica diferente e mais moderna. Algum dia, claro...


3. Scorpion (Transmissor de FM)
Saber Eletrônica, número 84 (inicio da década de 80)
Autor: Newton C. Braga

fiz um post sobre ele e praticamente todo mundo que gosta de eletrônica no Brasil conhece o circuito, que com uma ou outra modificação aparecia em 9 de cada 10 edições da Saber Eletrônica (nos bons tempos). Acho que todo mundo da minha turma do curso técnico montou um. Depois de piscar um LED é obrigatório montar um transmissor de FM (e um amplificador de áudio).

O da revista parece que saiu antes do kit da Superkit. Nunca vi esta edição então não tenho mais detalhes. O que eu tinha era o da Superkit mesmo, que ganhei da Séfora. As fotos dele podem ser vistas no link aí em cima.

Não era lá grande coisa, mas fez um sucesso enorme. O alcance dependia muito da tensão de alimentação. Um colega montou um que tinha o maior alcance que eu já vi, devendo chegar a uns 100 metros mais ou menos (numa pracinha que tinha uma quadra aberta). Deve ter sido algo no layout da placa de circuito impresso que ele bolou.

Outro problema era a sensibilidade do microfone. Sem um pré amplificador de áudio você tinha que praticamente falar com o microfone dentro da boca. Mas era divertido...

2. Nestor
Nova Eletrônica, número 84 (Feveriro de 1984)
Autores: José Rubens Palma e Mário Sérgio da Silva

"... uma das montagens mais ambiciosas já vistas no Brasil:", assim dizia o editorial desta edição. O projeto foi dividido em três edições da revista e era um pequeno computador básico com microprocessador Z80. Tinha 2kB de EPROM e 1kB de RAM. A programação era feita em um teclado de 24 teclas e para indicação usava um display de LEDs de 6 dígitos.

Namorei este circuito na biblioteca do curso técnico por muito tempo. Mas era demais pra mim e tive que me contentar em brincar com o Z80 e uma EPROM nas aulas de eletrônica digital.

Só vi um Nestor montado em protoboard, com alguns problemas no teclado. Não sei se conseguiram fazer funcionar 100%. Este é um daqueles projetos que até dá vontade de montar, mas que passa logo (a vontade). Não sei qual a utilidade de um computador destes nos dias de hoje.

1. Pinelcicle: Uma Estação de Amador movida a pedal!
Eletrônica Popular - Volume 46 - número 3 (Maio/Junho de 1979)
Autor: Miécio Ribeiro de Araújo, o Capyau - PY1ESD

Este eu só fui ler este ano, após muito tempo de procura. Como eu disse no post das revistas, só fui conhecer a "Eletrônica Popular" em 2008 quando comprei algumas edições num sebo. E foi lendo estas edições que descobri os artigos do Miécio Capyau e resolvi procurar seus outros artigos e mais informações sobre ele. Algo que me deixou curioso era o artigo do Pinelcicle, cuja foto aparecia na capa da revista (foto ao lado) e em seu cartão QSL.

Claro que eu não queria montar o projeto, já que não sou radioamador. O que me interessava era apenas ler o artigo. A forma de escrever do Miécio era única, uma verdadeira aula de como escrever bem. E se isso já não bastasse ele ainda desenhava os esquemas e toda a parte mecânica nos mínimos detalhes. E completava com fotos e mais desenhos (humorísticos).

Pois então, finalmente em Maio deste ano botei as mãos na edição do Pinelcicle. E valeu a espera: são 22 páginas, 18 fotos e 11 desenhos (sem contar os esquemas). Tudo isso para contar a história do seu projeto de uma estação de radiomador movida a feijão. Imperdível!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Como reaproveitar uma tela LCD de notebook como monitor de PC

32 comentários
Finalmente editei o vídeo sobre a placa universal de LCD MT6820-MD. O vídeo foi gravado em duas partes com intervalo de uns 2 meses entre as gravações. Por isso na primeira parte eu falo sobre montar um cabo LVDS para testar o LCD. Acabou que o cabo próprio para o LCD chegou rápido e este fim de semana gravei a segunda parte.



Onde comprar (clique nos links): 

Eu já havia escrito sobre a placa MT6820-MD antes, mas pra quem não viu seguem as fotos (só clicar pra aumentar):

Placa LCD universal MT6820-MD

Aí dá pra ver o espaço pra soldar um conector VGA e o conector de alimentação. A barra de pinos maior, ao centro, é pra escolher a resolução da tela. A menor, embaixo, é pra escolher a tensão de alimentação do LCD (3,3V, 5V ou 12V). Na parte de baixo vemos a tabela da posição dos jumpers para a configuração da resolução. 
Placa LCD universal MT6820-MD
Algo que não falei no post anterior e nem no vídeo é que o CI principal da placa ( HX6820 ) esquenta muito durante o funcionamento. Acho que vou ter que colocar um dissipador de calor.

Para quem quiser comprar a placa, ela é vendida em praticamente todos os sites chineses (pelo menos nos mais conhecidos). Esta aqui eu comprei no Aliexpress e custou $6,00 aprox. Pra quem tem um notebook com defeito, mas com a tela funcionando pode compensar reciclar em monitor de computador (PC).

Falta ainda fazer os testes com a outra placa, com receptor de TV. Preciso montar a placa de teclado e receptor do controle remoto e os cabos. Farei outro post para este caso e, talvez, mais um vídeo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Notas aleatórias de Sexta 01/08

1 comentários
E vamos lá com mais alguns comentários, links e outras coisas...
  • Uma boa representação dos domínios do tempo e da frequência de uma função (transformada de Fourier). O criador da imagem tem outras imagens legais em sua página na Wikipedia.
    Transformada de Fourier

    --
  • Depois de montar o rádio a cristal dei uma pesquisada e caí no site do Marcos Kusnick, com vários rádios e antenas montadas por ele. Legal a ideia de colocar o diodo de germânio dentro de uma lampada. Confiram lá...
    ...
  • Que tal um capacitor de 1100F (F-A-R-A-D-S)? Pois é, a empresa Cap-XX fabrica esses capacitorzinhos. A tensão de isolação é baixa (2,3V), mas é praticamente uma bateria. Fazendo as contas aqui e se ligarmos um destes, completamente carregado, num resistor de 10G Ohms (sim, existe!) a constante de tempo teórica seria de 11.000.000.000.000 segundos, ou de quase 350 mil anos. Claro que isso sem contar as perdas, que estragariam a brincadeira...
    Super Capacitor
    --
  • Uma oficina das antigas em Santa Cruz do Sul (RS). Mini documentário um pouco antigo, mas bem legal:

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  • E todos os sites resolveram falar hoje dos "perigos" dos dispositivos USB. O "Olhar digital" já mandou logo uma "USB possui brecha de segurança que não pode ser resolvida". A Forbes chamou a "falha" de "Novo Hack". Todo mundo com medo dos controladores USB. Só agora viram que dá pra mudar o firmware dos dispositivos? Ah, vá...
    --
  • Belo nome: Acionando contagem regressiva via controle remoto para detonação de rojão com Arduino. Com descrição de montagem e código fonte. Só o vídeo que poderia ter um pouco mais de ação.
    --
  • Retirado da "Revista Monitor de Rádio e TV" número 164 de Novembro de 1961. Confesso que desisti e usei o LTSpice pra resolver:

    Problema de eletricidade com resistores
  • E acabei caindo num tópico do Handmades sobre um conversor DC-DC para pré amplificadores valvulados. O que me chamou a atenção não foi o manual detalhado de como montar, mas sim o nome: "Bilé Nervoso". Achava que só os radioamadores que gostavam de dar nomes estranhos a seus circuitos tipo Ararinha, Super Mouse ou Mamangava.
    --
  • E por falar em radioamadorismo, vi no Blog do Picco que existe uma revista muito boa sobre o assunto, editada por Ademir Machado. E já está no número 4. Numa época em que as revistas sobre eletrônica nacionais sumiram da bancas é muito bom ver surgir um iniciativa destas.
    Revista Radioamadorismo em Fascículos

    --
  • Talvez seja o sonho de muita gente: Encontrar uma velha loja de consertos de rádio e TV fechada há muito tempo, com tudo dentro. Vejam as fotos! Tópico antigo no fórum do Antique rádios que eu finalmente consegui reencontrar.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Daí eu montei um rádio a cristal (antes que seja tarde)...

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Pois é, após tantos anos eu finalmente montei um rádio a cristal. Houve apenas uma tentativa (frustrada) há muitos anos. Se me lembro bem nem era um rádio a cristal tradicional, tinha um amplificador com transistores de germânio e era alimentado com pilhas de laranja, limão e outras coisas. Acho que saiu numa "Eletrônica Junior". Não consegui fazer funcionar...

Este aqui usa o mesmo bastão de ferrite da primeira tentativa. Ele estava guardado numa caixa de madeira com componentes que tenho desde pequeno. Domingo passado, com chuva e frio, mexi na caixa e reencontrei o ferrite e me perguntei: Por que não?

Catei um capacitor variável nas gavetas e montei rapidinho o radinho:
Rádio a cristal
Foto de celular, sem foco...
Para a bobina usei fio rígido comum. Com fio esmaltado fica mais bonito. As espiras foram presas com fita crepe. Primeiro enrolei uma camada de 50 espiras e fechei com fita. Depois enrolei mais 30 espiras para as conexões de antena e terra (a "receita" da bobina veio do primeiro esquema que encontrei no Google Imagens). O grande problema de quem monta um destes circuitos é o fone de alta impedância. Para o primeiro teste usei um Buzzer piezoelétrico. Como antena usei um pedaço do mesmo fio usado na bobina, com 4 metros. Consegui ouvir pelo buzzer o sinal da emissora local de AM. O volume é muito baixo, mas dá pra entender os locutores e as músicas.

Antes que alguém reclame o "Cristal" do nome é do cristal do diodo de germânio. Catei de uma sucata e parece ser um AA119, mas está meio apagado o texto no vidro.

Com o funcionamento comprovado comecei a procurar uma forma de fazer uma montagem definitiva. Pretendo levar o rádio para a casa da minha mãe, pois lá tem uma grade grande que deve dar uma boa antena além de poder fincar uma estaca de cobre na terra. Para isso seria bom uma montagem um pouco melhor que a da foto acima.

Catei uma placa universal para colocar o capacitor variável, já que era um modelo para PCB. Usei uns pedaços de MDF que sobraram das Makizou e um pedaço de chapa de alumínio fininha para o painel. Um knob grande de uma sucata de som completou o material:

Radio a cristal


Como o buzzer piezoelétrico não é muito bom de se usar como fone de ouvido coloquei um transformador para poder usar o fone comum de 16 Ohms do meu celular. Testei alguns trafos pequenos e o melhor desempenho foi com um transformador de 9+9Vac x 350mA. Usei os extremos dos enrolamentos tanto do secundário quanto do primário para fazer as ligações. O som ficou muito melhor que o do buzzer. O esquema final ficou assim:
Esquema do rádio a cristal
Montei o transformador num cantinho da placa de MDF. O conector de fones precisa ser colocado no painel, mas como usei um para PCB ainda não pensei em como fazer isso.

Rádio a cristal

Olha o diodo ali do lado do capacitor variável:
Radio a cristal
Para uma montagem de um Domingo frio e com chuva até que ficou bom. Sobre o "antes que seja tarde" do título, é uma referência a mudança das rádios AMs que migrarão para a faixa de FM.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Notas aleatórias de Sexta 25/07

4 comentários
Sony Shake 99
Foto: Divulgação
  • Comentei no Facebook sobre a noticia do lançamento do mini-system Sony Shake 99, o "mais potente do mundo" com 4000W RMS de potência. Fiz uma conta rápida e com 4000 W RMS de saída e supondo uma eficiência de 95% (Amplificador classe D) o tal aparelho consumiria no mínimo 4200 W da rede elétrica. As tomadas aqui de casa são de 127 Vac e pela norma ABNT NBR 14136 (Jabuticaba) o máximo de corrente seria de 20 A. Então a potência máxima que a minha tomadinha suportaria seria de 2540 W (P = I * V, lembram?). Logo eu não posso ligar um destes (segundo a norma), no volume máximo, na minha tomada. Conferindo o manual do aparelho, na página 50, vemos que o consumo de potência da rede elétrica é de 700W. Logo ou a Sony descobriu uma maneira de criar energia ou esta potência toda não é verdade. Advinha qual a alternativa correta?
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  • Ganhei algumas cartelas antigas de Electro-set da Letraset e acho que vou fazer umas plaquinhas só de brincadeira. Nunca fiz placas com elas. Normalmente quando preciso fazer alguma placa (o que é meio raro já que gosto de placas universais) uso o método de transferência térmica. O mais curioso é que descobri que o Electro-Set ainda é fabricado. Só não sei onde se encontra pra comprar. Se alguém encontrar, comprar e for usar eu não recomendo usar o método de limpeza descrito no site oficial, usando benzina.
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  • Outra coisa velha que ainda existe, mas não da forma original (O último número parece ser o 33 lançado em 2011), é o eZine "Barata Elétrica" do Derneval Cunha. Agora ele tem um blog com links, muitos links. De vez em quando sai algum texto, mas não como antigamente. Eu costumava pegar os zines no FTP da Unicamp, lá no século passado  (o primeiro número é de Janeiro de 1994). O engraçado é procurar os termos "Barata Elétrica" no Google e a primeira coisa que aparece é este vídeo:
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  • E o Orkut vai acabar. A maioria dos comentários que li a respeito falam de como as comunidades do site eram boas (o sistema do Facebook é muito ruim). No meu caso estou salvando alguns tópicos de algumas comunidades que participei em PDF e que talvez sejam uteis. Um exemplo é o tópico na comunidade sobre a revista Nova Eletrônica onde um ex-funcionário da revista conta histórias da época.
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  • Aliás, procurando pelo nome do autor do tópico acabei chegando no seu blog. Lá tem as histórias que ele contou da Nova Eletrônica e outras coisas relacionadas. Também tem alguns de seus projetos, como o da réplica do volante da Ferrari F1 2012. Vale a pena conferir.
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  • Finalmente consegui terminar de ler o livro "Small Signal Audio Design" de Douglas Self. Pra quem está acostumado a só encontrar livros sobre amplificadores de áudio com um ou dois capítulos sobre tudo que vem antes da parte de potência, este volume é um achado. Com pouca matemática e uma pegada mais prática o autor fala de pré-amplificadores, mesas de som, amplificadores de microfone, controles de volume (um capítulo só sobre isso) e tudo mais. Demorei pra terminar (desde o começo do ano) pois sempre voltava pra ler melhor um capítulo ou pra checar um circuito. Livro excelente!


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  • Conversando com um colega sobre a "guerra das placas" (Arduinos x RapBerry Pi x BeagleBone Black x Outras) eu disse que se fosse pra apostar em uma eu apostaria na Arduino Tre (se ela for realmente lançada). O motivo é a imensa massa de usuários da linha Arduino. Acho que não tem como concorrer. Outro ponto que gostaria de deixar registrado é que não vejo como a Intel Galileo entrará nesta briga. Uma saída de vídeo fará falta. E quem foi o gênio que pensou ser uma boa ideia colocar uma RS232 num conector de fone de ouvido?
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  • Já coloquei o link antes, mas não custa relembrar: Uma fazenda no melhor estilo do programa "Acumuladores", mas com equipamentos eletrônicos. São sete páginas com fotos.
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  • E a imagem aleatória da semana é da capa de uma revista de eletrônica Soviética. Poderia concorrer com as capas da revista Antenna dos fins dos anos 80:
Revista Russa
Não lembro onde encontrei esta foto...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Som do PC: Ativando o plano C e pensando no plano B...

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Desde o ano passado estou trabalhando no projeto de um amplificador para o meu PC. As novas caixas de som já estão prontas e nada do amplificador. O problema é que eu fiz umas contas e o amplificador valvulado que eu estava planejando montar consumiria quase 25W quando ligado, sem sinal, só pra esquentar as válvulas (1,5A por válvula de saída, mais 300mA por 12AX7 na fonte de 6,3V). Para um aparelho que ficará ligado o tempo todo em que o PC estiver ligado (isso quando não for esquecido ligado, algo que já acontece com o amplificador atual). Este desperdício de energia é inaceitável e pelo bem do meu bolso e para não esquentar o quartinho do Pakéquis Lab decidi pular para o plano C. O amplificador valvulado vai ser montado, provavelmente ano que vem, pois já comprei todos os componentes. Mas não será usado no PC.

O plano B, como já falei no primeiro post da série, seria usar um CI TDA qualquer. Tenho aqui nas gavetas vários TDA2002, TDA2030, TDA2050 e TDA2009. Destes eu ficaria entre os TDA2030 e o TDA2009 que numa olhada rápida nos datasheets parecem ter uma qualidade de áudio melhor. Mas notem que eu disse que pulei para o plano C. O plano B ainda está de prontidão, mas até o momento não estou muito certo se ele vai ser colocado em prática. Então vamos ao plano C.

O Plano C envolve montar um amplificador estranho e isso me veio a cabeça durante uma visita ao ferro velho. Num dia de sorte encontrei por lá uma caixa de componentes e dentro dela havia um saquinho com 150 peças do CI RC5532. Na hora me lembrei de um projeto publicado por aqui na revista Elektor em Março e Fevereiro de 2011. Era um amplificador de áudio projetado por Douglas Self que levava nada menos que 32 NE5532 na saída. As características pareciam muito boas e o requisito "estranheza" estava claro. Mas antes eu precisava conferir outra caraterística que gosto em circuitos estranhos: dar um nó na "cabeça" dos softwares de simulação.

O LTSpice  não conseguiu simular, mas o TINA-TI rodou normal:
Esquema do amplificador

A simulação é só do estágio de saída, que é o que vou aproveitar do circuito original. As etapas de ganho e a fonte eu vou fazer diferente. O circuito de servo DC não vou colocar, pois acho desnecessário. Também vou reduzir a quantidade de amplificadores operacionais. O original leva 64 amp ops (com 2 por CI), na simulação usei 48 e no circuito final serão 44 em cada saída.

Algo que estava me preocupando era o consumo de energia do circuito. O projeto da Elektor usa um transformador na fonte de 8A em 18V. Achei isso meio exagerado e resolvi testar. Montei os 22 CIs no protoboard com um CI extra na entrada com um ganho de 30x (29,5 dB). Claro que não funcionou de primeira. Com esse ganho e essa quantidade de CI´s o circuito vira um oscilador e não um amplificador. Mas nada que (muitos) capacitores na linha de alimentação e um de compensação (150pF) no estágio de ganho não resolveram. O circuito final montado ficou assim:
Amplificador montado no protoboard

O resistor de saída na foto ainda é um de 8R2 de 5W. Ele já foi trocado por um de 8R feito com um pedaço de fio de resistência de chuveiro. Com uma alimentação simétrica de 15V consegui a potência que eu havia planejado alcançar: 7W RMS. Para esta potência a tensão de saída necessária é de 7,5V RMS na saída do estágio de ganho. Usei o osciloscópio para medir a saída, mas ainda não medi a distorção. A corrente na linha de alimentação ficou perto de 800mA, o que dá um consumo de 24W. Uma eficiência próxima de 30%, 5% melhor que um amplificador classe A. Mas isso na potência máxima. Sem sinal na entrada o consumo fica em 180mA, o que dá 5,4 W. Cinco vezes menor do que o consumo em repouso do amplificador valvulado. Claro que um TDA da vida consumiria menos, mas não seria um circuito estranho.

Parece que temos um vencedor e muito provavelmente será este o meu amplificador para o PC. No momento estou pensando em como fazer a placa, o pré, a caixa e a fonte. Mas isso fica pra outro post.
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