segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Dissecando o OneStation da Estrela

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Lançado em 2006 este console portátil da Estrela não fez sucesso algum por aqui. Inclusive parece que a Estrela não lançou nenhum outro cartucho para o sistema. Segundo um anúncio que acompanha o aparelho além dos jogos seriam lançados cartuchos com funções especiais (MP3, câmera, etc). Lá fora você só consegue encontrar os jogos, isso quando encontra. No momento só existe apenas um cartucho disponível na DealExtreme.

OneStation na caixa
Como a quantidade de informação sobre o hardware do OneStation é escassa resolvi abrir o meu e coletar alguns dados. Este aqui é o OneStation “clássico” lançado pela Estrela. Existe uma nova versão chamada OneStation Elite com um formato de cartucho diferente. Para fotos maiores e outras informações veja esta página no site do Darkfader.

OneStation da Estrela
Fisicamente o console é uma cópia do Game Boy Micro da Nintendo. O formato dos cartuchos também é parecido com o do Game Boy (Advance). A caixa e manuais estão em Português e os 10 jogos do cartucho parecem ser de 16 bits (a qualidade dos gráficos indica isso). Abaixo uma foto do cartucho e a lista de jogos:

Cartucho do OneStation
Lista de jogos:
1. Deep Storm: Jogo espacial e, na minha opinião, melhor jogo dos 10.
2. Pinball Fish: Mesmo estilo do Breakout do Atari.
3. Jewel Fever 2: Suma com as pedras de mesma cor, legalzinho...
4. Dream Bubble: Um Tetris com bolhas.
5. Busy Bong: Tem um nome pra esse tipo de jogo só que esqueci...
6. Magic Jelly: Ainda não entendi como se joga.
7. Plumber: Um encanador num jogo de plataforma que não é o Mário
8. Mr. Onion: Suba as escadas, colete itens e fuja dos monstros...
9. Go, Smile: Estique a cobra mas não deixe os inimigos encostarem (epa!).
10. Seek the Resources: Pacman disfarçado.

Todos os jogos são simples (casual games) com gráficos muito bons.

Mas vamos ao que interessa: a eletrônica da coisa. O aparelho é alimentado por três pilhas AAA (4.5V). Quatro parafusos fecham a caixa que não possui travas de plástico. É só retirar os parafusos que a tampa sai. Fotos do aparelho aberto e da placa (PCB) por baixo:

Placa do OneStation (lado de cima)

Placa do OneStation (lado de baixo)
Fiz uma análise (engenharia reversa) da placa e pra facilitar marquei alguns pontos na foto da placa principal (em vermelho):

PCB do OneStation demarcada
1. Saída de Backlight, feito com LED, para o display (fios vermelho e preto).
2. Conexão do pequeno alto-falante de 32 Ohms. O som do console é relativamente bom.
3. Regulador de tensão série. Entram os 4.5V das pilhas e sai 3.3V para o cartucho.
4. Capacitores e resistores para o Display, esta área não possui conexões para outros pontos da placa (fora alimentação e terra).
5. Transistores para controle do backlight do display, controlado pela chave do conector de saída de áudio e vídeo.
6. Amplificador de áudio com TDA2822 para o alto-falante. É desativado com o cabo de áudio e vídeo conectado.
7. Saída de áudio e vídeo externa. Ao conectar o cabo um dos pinos é aterrado desativando o amplificador de áudio e o backlight do display. O mesmo pino também vai para o cartucho com um resistor de pull-up de 2k.

Como já deu pra notar não existe um processador na placa. Todo o aparelho não passa de um teclado, um display, regulador de tensão e um amplificador. O verdadeiro console está dentro do cartucho. E isso pode ser visto nas fotos abaixo (vista dos dois lados da placa do cartucho):

Placa do Cartucho - Lado do processador

Placa do Cartucho - Lado da memória
Na parte de cima há um chip bolha com tudo para o videogame funcionar (menos os jogos). Além do cristal de 6 MHz para o clock ele só precisa de uns poucos capacitores e resistores. Do outro lado fica a memória flash 29LV320 (32 Mbit, 4M x 8 bits ou 2 M x 16 bits) com os jogos gravados.

E agora a informação mais importante: A lista de funções dos pinos do cartucho (pinout). Na lista não coloquei as funções dos pinos do display por não ter encontrado o manual. O desenho de referência mostra a numeração que achei mais conveniente e começa da esquerda para a direita.

Orientação da pinagem do cartucho
Lado do processador:
1 a 15 – Display
16, 17 e 30 – GND
18 a 20 – Não conectados

Lado da Memória:
1 – Botão A
2 – Botão B
3 – Botão C
4 – Botão de Start
5 – Botão de Up (pra cima)
6 – Botão de Right (direita)
7 – Botão de Down (pra baixo)
8 – Botão de Left (esquerda)
9 – Botão de Reset
10 – Não conectado
11 e 12 – Saída de vídeo para a TV (NTSC)
13 e 14 – Saída de áudio para a TV
15 – Entrada para presença do plug de áudio e vídeo (GND quando conectado, VCC quando desconectado).
16 e 17 – Tensão da bateria (4.5V), não usado nos cartuchos de jogos.
18 a 28 – Não conectados
29 e 30 – Alimentação do cartucho (3.3V)

Observação: Todos os botões conectam a entrada ao terra (Gnd) quando pressionados.

Estou esperando chegar um cartucho que comprei na DealExtreme pra poder fazer um videogame numa caixa minúscula. Aguardem...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

É possível recuperar a bateria de um notebook com o “freezer trick”?

89 comentários
Aviso - 17/10/2015: O post é de 2009 e acho que não vale para as novas baterias de lítio. Vou deixar o post aqui por enquanto, mas como ele não tem mais utilidade cortei o texto e mais pra frente talvez eu o apague.

(30/08/2011) Ai, Ai... Este post tá me dando dor de cabeça já... Por favor leiam o post inteiro e pensem antes de repetir. Procure por "Freezer Trick" no google, tem vários links espalhados pelo meu texto também. Custa ler e pensar um pouco?

Como já falei em outro post a bateria do meu notebook não funcionava há anos. No máximo ela segurava carga para salvar algum trabalho e desligar. Tinha que manter o notebook ligado na tomada o tempo todo. Tentei o processo de “calibração” descrito em vários sites, mas não resolveu. O indicador de bateria sempre marcava 3% de carga antes do inevitável desligamento.

Bateria do Notebook
A solução óbvia seria comprar uma bateria nova, mas isso custaria mais do que o valor do notebook (Pentium III). Eu já estava pensando em mandar ela pra caixa de reciclagem de baterias (Sim, isso existe, não é mito! Sexta-feira eu tiro foto de uma) quando encontrei uma nota na revista Elektor comentando sobre o “freezer trick”. Trata-se daquela lenda sobre deixar aparelhos e baterias no congelador por vários dias para que eles voltem a funcionar.

Já havia lido sobre isso em outros lugares e o assunto é meio nebuloso. Alguns dizem que funciona e outros que é só crendice popular. Eu não acreditava até a nota da revista balançar meu ceticismo, pois se tem uma publicação que eu respeito e boto fé é a Elektor. A nota falava sobre os possíveis motivos do procedimento funcionar e que não custa nada tentar a sorte numa bateria irrecuperável. Como esse era o meu caso resolvi testar com a minha. No caso de não dar certo minha bateria continuaria na mesma...

Bateria do notebook já embrulhada
Seguindo a receita mais comum peguei um jornal velho e embrulhei a bateria, lacrei com fita adesiva, enfiei dentro de um saco plástico e botei no congelador (parte de cima da geladeira) por cinco dias. Após esse tempo retirei do congelador, desembrulhei e deixei em temperatura ambiente por meio dia. Dei uma inspecionada e a bateria me pareceu não ter sofrido nenhum dano aparente. Encaixei ela no notebook e deixei carregando até o LED de carga apagar (carga total). Chegada a hora da verdade retirei da rede elétrica e apertei o botão de ligar...

E o notebook ligou!!! Antes até ligava, apitava três vezes e desligava. O Windows carregou e parecia tudo certo. Chequei o nível da bateria e estava em 4%. Resolvi testar para ver quanto tempo durava deixando ele tocando música com o volume no máximo (que não é tão alto). A bateria durou mais de meia-hora!!!

No outro dia recarreguei de novo e usei o note somente com a bateria por mais de uma hora sem problemas. Nesse segundo teste o medidor do Windows marcava 7% de carga no começo. Isso indicava que precisava recalibrar o circuito de nível. Já fiz quatro recargas e descargas completas na bateria e sempre o medidor aumenta um pouquinho. O tempo que consigo também está aumentando, já consegui mais de uma hora e meia de uso (navegando na Web).

Para concluir, embora não saiba como, parece que o “freezer trick” deu certo comigo. Falta só calibrar o medidor de nível. Enquanto escrevo este post ele tá marcando 0% de carga na bateria e o notebook ainda está ligado (a mais de uma hora).

ATENÇÃO: Este post é apenas um relato da minha experiência, não significa que funcionará em 100% dos casos. Pode depender do tipo da bateria, do circuito de carga, pode não ter mais conserto, etc... Se for fazer o teste tome todos os cuidados necessários e tenha consciência dos riscos envolvidos. Não esqueça de proteger bem a bateria e de não misturar com outros itens no congelador. Qualquer problema a culpa é sua... Mas se funcionar nos conte aí nos comentários. ;-)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais reparos no Telejogo 1 da Philco Ford

7 comentários
Depois de ter consertado o meu Telejogo e usado um pouco, o potenciômetro que ainda funcionava também apresentou defeito. Como eu já falei no outro post o potenciômetro da esquerda havia se quebrado, assim:

Potênciometro Quebrado
Então, no controle da direita o problema foi na área de fixação do potenciômetro onde a “madeira” da caixa esfarelou. Sem essa fixação o controle ficou completamente “bambando” na caixa.
Telejogo: Potênciometro
Para solucionar o problema peguei um pedaço de placa de circuito impresso e fiz os furos para o potenciômetro e mais dois para suporte:

Telejogo: Suporte para o potênciometro
Após, fixei o potenciômetro na peça e depois aparafusei tudo na caixa:

Telejogo: Potênciometro fixado
Com a caixa fechada não se nota diferença alguma no funcionamento. O controle da esquerda ainda não foi consertado pois não encontrei um potenciômetro substituto. Outra coisa que falta fazer no Telejogo é colocar uma saída de áudio e vídeo (sugestão do Victor Trucco). Até agora os testes nesta área não deram muito certo, mas continuarei tentando (quando sobrar tempo)...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Os diferentes modelos de Módulos GSM G24 da Motorola

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Módulo GSM G24 Motorola
Recentemente fiz um projeto com o módulo GSM G24 da Motorola e descobri que existem pelo menos três diferentes versões deste dispositivo (foto ao lado). Os dois primeiros diferem apenas nos modelos (F6603AAF e F6503AAF). Já o terceiro possui um adesivo diferente e é marcado como G24L. Fora isso eles são extremamente parecidos fisicamente.

Meu circuito não é nada extraordinário, sendo apenas um microcontrolador que inicializa o modulo e envia mensagens SMS via comandos “AT” em reação a eventos externos. O primeiro protótipo usava o G24 do topo da foto e com tudo funcionando passei para uma placa definitiva. Nesta placa tentei usar os outros dois módulos e nenhum deles funcionou. Ao colocar o G24 do protótipo a placa funcionava.

Perdi muito tempo debugando meu software até perceber que os módulos eram diferentes. O G24L foi fácil descobrir, pois existe documentação no site da Motorola indicando as diferenças em relação ao G24 comum. Buscando pelos outros dois modelos (F6603AAF e F6503AAF) no Google e no site da Motorola não se acha absolutamente nada. Terei que entrar em contato com o fornecedor dos módulos para ver se consigo alguma informação.

Como tive que entregar o projeto acabei recomendando a compra do F6603AAF. Estou estudando o documento sobre o G24L e devo conseguir fazer o circuito funcionar com ele também. Ele é uma versão “capada” e mais barata do G24 normal e seria uma opção melhor para o equipamento.

Para completar, parece que existe um quarto modelo chamado G24J (Java).
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